Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski

Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski

n. 1980 BR BR

Poetisa digital e popular, folclorista por natureza, latinoamericanista, residente em Rodeio, conhecida pelo seu blog Versos Intimistas e poemas dedicados a Rodeio, ao Médio Vale do Itajaí, a Santa Catarina, ao Brasil e as três Américas. Todos os meus livros estão disponíveis gratuitamente.

n. 1980-05-30, Rio de Janeiro

Perfil
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Convergência Abraâmica

Agir por impulso conduz

ao caminho enganoso 

como menos tortuoso,

Porém, que pode distrair

e levar a perder forças

para continuar a seguir.

 

​Agir pela razão conduz

ao caminho estreito

considerado imperfeito,

mesmo mais lento, 

Você não perderá 

a margem segura 

da sua movimentação.

 

​Entre o impulso e a razão,

por onde a convergência 

abraâmica nos orienta,

não nos leve à queda 

no abismo da tormenta.

 

 

 

 

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Poemas

493

Beijos de Cambuí

Nada de mim em ti, é evanescente;
incipiente se renova e permanece,
com velatura de seda sobre a sua 
pele com nímio certeiro nos impele 
a nos colocar nas mãos do destino. 

Perscrutar o teu mistério quase 
místico é algo como mansa ave 
e o meu roçar suave passeiam 
com graça tangencial no seu brio,
flertando sibilante e visceralmente.

Doce é a ambição pela tua turgidez
de alta voltagem e do teu mais 
terno amplexo que têm fortemente 
se preparado - e a cada novo 
eflorescimento tem se encaixado.

Não quero esconder que te quero
bem colado com beijos de Cambuí,
indecoroso, atrevido e abusado,
porque lado a lado sinto que os teus 
planos são de amor e fogo apaixonado.

30

Pitangas-pretas

Trazer o discreto deliquescente
pôr nas tuas mãos a fermosa 
para desmanchar de prazer,
Revolver - filar o teu corpo;
em cativanza vir total a maer,
para que nada mais nos escape.

Renovar a merencória conquista
de pacificamente despertar 
os estados e nossas atmosferas,
Jazer o mundo até a próxima 
cena de espasmódicas quimeras
em indomáveis adstringências. 

Elevar a temperatura e o clímax 
para atravessar as auroras,
Deixar que a alva Lua alcance
como voyeur e do assento
ledo me aposse como mulher
plena em sinuoso movimento.

Colocá-lo para descansar meio
em meio ao eflúvio vivido,
despertar e sair como Eva 
insinuante e tátil pela mata,
sem temer que estejam olhando,
e colher pitangas-pretas 
para o café-da-manhã nubívago.

57

Palmeira Juçara

A liberdade não rima com vertigem, 
e jamais conhece a linearidade,
só abre a guarda com tranquilidade,
diante da paragem como paisagem
com clareza nas nossas vistas.

Debaixo da Palmeira Juçara,
​por isso deixo dançando livre,
rendendo culto firme e convicto 
ao desembaraçado, leve e solto,
e o que é inexorável - o Ano Novo.

Por isso, ao Ano Novo sempre 
devoto com sublime cuidado 
lealdade plena, visceral e etérea -
cultivando o que fato e veludado,
e constrói presença perpétua.

30

Comentários (19)

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Eu moro no interior do Estado de Santa Catarina. A minha vida é na pacata cidade de Rodeio, Médio Vale do Itajaí.

Minha cara poetisa... sabe como gosto de teus textos... as vezes comento as vezes não... mas ver as estrelas como tu a vê...somente pelo meu sonhos que em uma noite parecia que meu corpo estava acima das nuvens , onde tinham tantas estrelas pequeninas e acordei com esta forte comossão. ( me parece que tu viajas muito ) ? bem abraços e muita saúde. A todos os seus. Ademir.

Olá amiga Poetisa.... belo texto poético ... estás a procura do bem viver , mantendo o significado de seu bem querer. pessoalmente , acho teus versos um encontro da natureza que frutifica teu belo coração. Parabéns. Ademir.

Olá cara poetisa.... tu fizeste bem fazer da paz uma rebeldia , em poema de grande alegria. abraços.

Ok... Poetisa muito belo este testo poético.