Antonio Aury

Antonio Aury

Do Ceará para o mundo!Vivo com mania de felicidade!

n. 0000-12-27, Ceará

Perfil
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Ternura

Ternura

Letra: Aury Música: José do Ribamar



Mais uma vez vou-me embora
Sair por este mundo afora
Mas sei que vou conseguir
Mais uma vez tenho que partir
Sem direito a dizer adeus
Ficar ausente dos carinhos teus
A vida é assim, amor
Eu tenho que ir



Mas após todo o meu lutar
Voltarei correndo
Correndo para ficar
Ficar junto de ti,
te abraçar
Ouvir tua voz,
Em teus braços me abrigar
sentir teu cheiro
Pois o amor que é verdadeiro
Nasce e renasce no ideal de cada
guerrilheiro!

Aury
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Biografia
Aury(Antonio Aury de Macêdo Torquato) nasceu aos 27 de Dezembro, de parto gemelar, na zona rural de Lavras da Mangabeira-CE; filho de João Antonio Torquato Gonçalves e Maria Juvenita de Macêdo Gonçalves. É neto do Poeta Lobo Manso.

Poemas

2

O Turbilhão -


O país nunca tinha passado
por momento de grande divisão!
Certamente é coisa de letrado essa ideia
de gerar confusão!
Está ficando tudo enviesado e esta Terra
tornou-se uma simples possessão!
Os mais novos não tinham reclamado
pois não tinham visto o que é a inflação!
Hoje não frequentam nem supermercado
nem festa, nem baile e nem salão!
Só Deus sabe o que temos passado
com o monstro que entregou nossa nação!

Somos 40 milhões de desesperados
sem direito a arroz ou um prato de feijão
Somos vítimas da casta dos endiabrados
que nos mantém na Nova Escravidão!
pois novamente nós fomos derrotados
por um cabo, um sargento e um capitão!

Tem dias que me sinto um derrotado
Por sofrer sendo mais um na multidão
Que todos os dias fica de braço cruzado
Por ter seu posto ocupado por um desocupado
e por aqueles empregados usuários de galão!








Certamente não fomos enganados
AAury
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A Vizinha

A Vizinha


Sou a criança e a mulher 
que fica mais forte a cada dia
Sou a amante preferida de toda a burguesia
mostro minhas vergonhas de queimar na prece
Sou obrigada a amar pois sou
a cereja de bolo refinado que tanto cresce!

Sob meus pés qualquer um sofre qualquer um padece
E faço derramar lágrimas de sangue e de agonia 
comigo você sonha e tem pesadelo na sua utopia 
Deixo debruçado e qualquer um insone
Humilhado durante uma centena de noites sem saber
que já é dia!
Sou sem dúvida quem consome 
a lama da sociedade que é tua e minha!
 Muito prazer!
 O meu nome é fome!
Você não sabe, eu sou sua vizinha!

Antonio Aury!
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