Antonio Danilo Herculles

Antonio Danilo Herculles

n. 1992 BR BR

Poesias Aforismáticas Existenciais

n. 1992-05-29, Tauá - Ce

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Deixe ir…

Nem toda ida é um adeus,
Nem toda chegada é uma partida…
Não se desespere mariînha,
O mar na certa me voltará…

Nem todo torto a sorte cura,
Nem toda sede má deve matar…
Toda feita de ternura,
Com todo sol ei de vir contar meu ser-tão…

Mas cá pra cá sonho meu,
Nem todo adeus é para sempre..
todo o mar deve vir me deixar,
Deixe ir! Deixe! Volta! Deve voltar…
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Poemas

5

Aforismos sobre Culpa.

- A culpa é um sentimento pró-criado/pré-criado, é neste caso, imposta para nós, na maioria das vezes, de forma rude em demasia. Pois bem, o acesso da culpa, se nos atentarmos, é a presença dos outros e de toda a cobrança comunitária em nós; não é necessariamente nossa, mas sim, um sentimento desatinado/depositado/deixado pelo outro. Como um exalar de essências.

- Por alto, nossa essência é sentimento que conosco habitua este mundo; essa lembrança de passo de dança, e com efeito, é o sentimento que deixamos com os outros, e que, logo após, tem tendido a se transformar em culpa.

- Por isso, não quero que sintas culpa ao lembrares de mim, seja livre!
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Propositalmente sigo!

Uma vez me disseram que a vida era simples.

Eu não acreditei.



Mas depois de um tempo observei,

Que as coisas são verdadeiramente simples

Para quem as olha de modo simples,

E todas as outras são ao mesmo tempo complexas, profundas.

É nesse caso, uma questão de perspectivas,

Mas com tudo, apenas seguem, todos com o mesmo propósito;

Tens apenas de reconhecer o que melhor lhe agrada.



Um sopro é a vida e não deixa de ser. Segue à ventura!

Simplesmente ou complexamente; aceitemo-la.
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Lembranças Essenciais

Lembro-me como se fosse amanhã que deveras a felicitude bater até se abster na minha porta.

Lembro-me como se fosse amanhã do meu desespero de abraçar o mundo inteiro sem com-juras o fazer.

Lembro-me como se fosse amanhã de mostrar para meu próximo o quanto ele é importante apenas por ser quem o é.

Lembro-me como se fosse amanhã de pedir a bênção aos meus ancestrais, meu pai mãe.

Lembro-me como se fosse amanhã "que a força esteve o tempo todo em mim" (Gonzaguinha).

Lembro-me como se fosse amanhã como lembro do dia e da noite, da claria de estrelas que estremece meu coração e todo o solo tortuoso em noites de escuridão;

Daí lembro-me como se fosse amanhã dos meus amigos e suas acalentadas e saborosas conversas, os guardarei sempre em meu peito, (res-peito).

Lembro-me como se fosse amanhã de olhar nos olhos da mulher da minha vida e dizer-te-lhe do mais puro encanto que és a mim tua volúpia e o que o que além disso se desvai.

Lembro-me como se fosse amanhã dos mestres que muito ensinaram-me a sobre-vi-ver, sem isso não saberia o tentar – sábios são em seus movimentos.

Lembro-me como se fosse hoje que meu amanhã é meu desejo de vi-ver, espectro que invade meu ser.. Antes do fim sou grato pelo ontem e o amanhã nada ser...
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Descaminho

Me devanearei, me debandarei,

Me perderei nos teus cheiros,

Nas tuas tranças discordiais,

Tais e quais são sua própria perdição, se perca então..



Nem o ser primeiro,

O Avohai das tiranias,

Discordaria desta tua afeição,

Nem mesmo se fosse um ser místico de outra dimensão..



Perdição ao que desde sempre esteve perdido,

A ilusão é pensar que encontrará alguma saída,

Pois em seus primórdios perdida está.

Perdida irá sempre está..



Não adianta tentar achar saída,

Não há o que pestanejar,

Pois já vigara em suma consciência,

Nem tira, nem há o que pôr.

Só há descaminho e preciso caminhar..

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Velho vendedor de sonhos: O Mundo

Não me poupes, nem me mostres meu caminho

Não me tenha de elogios, nem me diga tuas verdades

Não me force, nem arranque o meu mal pela raiz, nem meu bem

Pois o que tenho de melhor e o que tenho de pior são justamente o que de melhor tenho pra vi(r)-ver.

Não tenho pernas compridas para ainda agora acompanhar o que me faz ser

Não sou daqui, nem vim pra ficar, estou só de passagem, não perco viagem e as minhas bagagens ei-lo de convir comigo contar.

Minha sina, é a mesma que a tua, somos feitos do mesmo barro batido e untado, curtido e aprimorado

Mais ainda, não se deve com desventura olhar para a terra,

Terra é antes um elogio, uma mãe, terra é mar-ia donde o mar não mais vai;

Terra é como um sinônimo para Maria, mas o mar nunca deixa de cessar, e a terra sempre há de se esfascelar.
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