Aristides Jerónimo

Aristides Jerónimo

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Suposições

Goin', Comin', Fallin'

Se estes céus fossem mar 
Para poetizar nas ondulações
Para verter minhas palavras,
O sopro de minha vida,
Para moldar o mundo em versos de poesia
Para fazer ondas versar como monções

Se este mar fossem os olhos teus
Para me guiar sob teu olhar
E assim, procurando pelo meu
Sob o céu mais sombrio, num dia frio
Mesmo nas manhãs mais nebulosas

Nunca escapar de ti
Porque se de tristeza o mundo for
Como se pintado na mais triste cor
Dor, sem nada que paralele o amor
A existência se findasse
Como se por nada vivesse

Seja minha poesia o mar 
Poesia beirando cantares divinos
Trilhando o céu, criando caminhos
Indo, indo e subindo
Diferentes dos céus que choram como chuva
Lágrimas gotejantes
Vindo, vindo, caindo
...

                                            Atila J.
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Poemas

3

Vislumbres

Ela tiraria o mundo das minhas costas
Se um dia fosse difícil me mover
Eu sei
Abriria minhas janelas 
Se eu estivesse vivendo na tristeza
Sorriria minhas alegrias
Dançaria meus poemas, minhas elegias 
Por que então, se ela é tão perfeita?
Por quê desejo que fosse você?
Quando você está fora de vista
Na minha mente
Quando o sol se derrama e a luz se esvai
Por quê? Porquê busco você, maldita mulher?
Porque às vezes eu olho nos olhos dela 
Aí que eu encontro um vislumbre de nós
Eu tento me apaixonar pelo toque dela
Mas me recordo de carícias passadas
Digo que estou bem e que segui em frente
E minto, da maneira mais desgraçada
Só estou aqui passando o tempo nos braços dela
No anseio de um vislumbre de nós
Diga-me que ele também saboreia sua glória, como sempre fiz
Ele ri do jeito que eu ria?
Diga que agora ele é parte da sua história
Uma que eu nunca vivi
Talvez um dia você se sinta sozinha
E nos olhos dele, você também me veja
Talvez você comece a me procurar 
E ele comece a te perder
E me busque
E também não me encontre

                                          Joji & Atila J.


 

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Sem Você...

Ah querida!!
Quando estou na multidão 
Sob o sol meio sorridente, sem poder andar
Meio morto, longe de meu grito, sem forças a que me agarrar
Abraçado a esse amor desonesto
Ah querida
Vejo casais se amando, que pintura triste 
Vejo rosas florindo num sol morno
Quando estou na multidão 
Ah mulher
Mas sem você não é verão 
Não é chuva que me molha
Nem saudade
Nem vinho, nem filmes, nem beijos 
Todos os dias que te vejo
Quando te procuro e te encontro 
Sob um mar de mundos a meus pés 
Faz frio lá fora
A 29 graus
E a vida segue simplesmente 
Indiferente à toda essa demora
Me ame novamente, me chame
Dance comigo na multidão 
Sem você não há ternura 
Não é verão 
                                          Atila J.

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Adeus, Céu azul

Sob o sorriso tardio de um céu azul
Um lamento ecoa,
Onde o sol se esconde atrás de nuvens escuras.
E escassas estrelas testemunham a queda da inocência,
Enquanto o mundo se desfaz em desesperança e indiferença.
Você vê o quanto este mundo é fragil
Para os horrores que a mente humana constrói? Você vê?
Não erga os olhos para o céu, pois lá reside a tristeza,
Um manto de cinzas cobre a alegria, manchando uma doce promessa.
Ela teme as alturas, onde anjos caem em desgraça
Onde crianças inocentes são envolvidas na amarga dança.
A guerra canta ao som de tambores distantes,
A humanidade se perde em suas vãs disputas
Adeus, céu azul
Adeus, sonhos perdidos no vento,
As verdades são vendidas por um momento
Ousando nos fazer acreditar 
Se a noite cair, serei sua sombra na escuridão,
Se a aurora fugir, serei sua luz na solidão.
Mas neste mundo de ilusões e mentiras,
A esperança murcha como flores em meio ao frio das miragens.
Adeus, céu azul, adeus, paraíso ilusório 
A humanidade se debate em seu próprio funeral.

E a fé se perde nas sombras do purgatório
Nas entrelinhas do destino, onde os deuses se calam.
E assim, sob o véu do céu azul desbotado,
A melodia da tristeza ecoa, um lamento abandonado.
Enquanto os ventos da mudança sopram, frios e impiedosos,
O mundo continua sua dança, rumo ao abismo silencioso.
                                      XXIV
 

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