atizviegas68

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solitários


O olhar tocado pelo plúmbeo

adormecer das ruas da cidade

nos pés plantados de cansaço

rumorejam no empedrado

fundo de engano.


Entorpecidos vagabundos do tempo

fundam nos bolsos mãos anémicas

vítimas sem recursos

tecem ansiedades e

fendem pensamentos em atalhos.


Mitigam odores cores e frestas

procuram um laço um sorriso um ombro

sentindo a palidez na boca

de um pacífico caule

de mortalha descontinua.


Passos ocos atravessam a noite

em adormecido quadro

de horas cismadas,

sem choro, no riscar dos dias

a lâmina da noite, faz febril o corpo.


Na concha da mão envelhecem

perturbando a solidão que o

gatilho da esquina guarda,

para num só esforço, suspirarem

tentações e subirem no esquecimento.


Atiz Viegas

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Poemas

2

amor enleva-me



amor


acordados os desejos


pinta-me a boca de amor-perfeito



amor


em oração enleva-me a fagulha da intimidade


ao eco do silêncio do corpo


ao suspiro trémulo

para em cada momento descer à senda


que me leva à tua morada:


ao gosto de ti


Atiz Viegas

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solitários


O olhar tocado pelo plúmbeo

adormecer das ruas da cidade

nos pés plantados de cansaço

rumorejam no empedrado

fundo de engano.


Entorpecidos vagabundos do tempo

fundam nos bolsos mãos anémicas

vítimas sem recursos

tecem ansiedades e

fendem pensamentos em atalhos.


Mitigam odores cores e frestas

procuram um laço um sorriso um ombro

sentindo a palidez na boca

de um pacífico caule

de mortalha descontinua.


Passos ocos atravessam a noite

em adormecido quadro

de horas cismadas,

sem choro, no riscar dos dias

a lâmina da noite, faz febril o corpo.


Na concha da mão envelhecem

perturbando a solidão que o

gatilho da esquina guarda,

para num só esforço, suspirarem

tentações e subirem no esquecimento.


Atiz Viegas

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