aunntt

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n. 1998 BR BR

Nada sei, do por que estar viva neste mundo. Entre tantas dimensões, por que minha alma resolveu ter a experiencia desta?

n. 1998-10-21

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Estou presa em mim



Penso...
Logo sei que preciso de um pouco mais de mim
Quero encher-me de ternura e adornos
Quero amar-me em prontidão 
Ser minha própria amante nas noites escuras
Ser somente minha preciosa raiz

Penso...
Logo sei que preciso da conexão de outra luz que habita em mim
Em rezas nas florestas 
Na meditação que vem do subconsciente
Minha única opção é tentar me estimar
Sem que a dor consuma toda a minha alma 
Ser desejada em preces


Sei que meus olhos castanhos não me enganam 
Sei que meus sentimentos são acasos
Sei que toda a minha maturidade é precoce 
Todos os meus sonhos se vão dentre os meus dedos 
Sou pequena de conhecimento, preciso me conhecer 
Ser apenas eu, quando gritarem o meu nome
Me reconhecer no quadro
Entender quem vive dentro de mim 
Devorar meus medos em carne
Derrubar os bloqueios deste escuro infernal 
Preciso entender as palavras ditas por mim 
Saber interpretar meus poemas arrependidos

Penso...
Logo sei que preciso de uma conexão com o meu eu
Feito bruxa com sua feitiçaria 
Degustando de sua terapia diária
Pois tua alma se torna livre
E a minha está presa.

aunnt

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Poemas

2

Não desconfia de mim, meu amor.



Quanta desconfiança envolve este amor
E que machuca a alma pois sei do meu valor
E que destrói minha mente pois entendo a minha dor
Sobre cada desconfiança que tras para mim...

E estou disposta a tentar entender toda a sua furia
E estou disposta a tentar acolher este teu pensamento 
Mas jamais iria trair a minha própria virtude 
Mas jamais iria assumir algo que nunca fiz

Quanta desconfiança envolve este amor
Entre tanta vida que nos resta
Entre tanto amor vivo em nossas conversas
Ainda sim, existe uma desconfiança imersa
Que ali aos poucos se desespera 
nos mostrando o verdadeiro futuro que nos espera...

aunnt
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Mesmo sofrendo



Senti como se fosse real
O toque cigano 
O olhar confuso em meio a multidão

Em nossa volta só existia o fim
Nada jamais traria mais prazer do que aquelas mãos
Judiado pelo passado, sangrou ate a morte

Nunca havia visto algo tão deslumbrante 
Após ver teu corpo nu
Nunca havia desejado tanto 
Nunca, jamais havia amado como eu te amo

Sua pela me afunda
Dentro de você estive respirando
Com o seu corpo profundo em um ciclo sem fim
Indo e voltando até não aguentar mais
Atormentado pela felicidade 
Sofrer seria mais facil... 

E no final, eu apenas senti como se fosse real
O toque mentiroso 
O olhar misterioso em meio ao meu caminho
Existe hoje o nosso fim
E nada, jamais me fará desistir desse prazer que encontro em suas mãos
Mesmo explodindo meu coração.

aunnt
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Comentários (10)

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Leoncio
Leoncio

Não presta

Eu amo seu estilo!

casihandanga

Sua forma de escrever é um show. Gostaria de escrever assim.

Rato
Rato

Gostei muito dos seus poemas, parabéns!

CORASSIS

Escreves de forma única e bela ! Parabéns