Baal_Otavio

Baal_Otavio

Uma contradição ambulante.

n. , Vila dos Lanhados

Perfil
3 152 Visualizações

V - Nego o que me condena

V
Nego o que me condena
a seguir em frente
honrando a renúncia
com rescisões de difíceis decisões.

Mas, digna - inclinas-te
entretanto, pela indefinição
neste mundo rasteiro, rareia
a visão da queda e do chão
corrompendo os olhos - sem função?
(Bernardo Almeida)
Ler poema completo

Poemas

10

IX - Da eutanásia ao suicídio

IX

Da eutanásia ao suicídio
nenhuma falência
é desumana
quando toda queda
é espontânea.

A vida é um erro de percurso
que tentamos consertar.
(Bernardo Almeida)
http://bernardoalmeida.jor.br
333

VIII - Histórias? Contem-me algumas

VIII

Histórias? Contem-me algumas
das quais esqueci - preciso sonhar
antes de dormir
com indecências rubras, vívidas
tímidas experiências lúbricas e inadvertidas.

Histórias? Contem-me algumas
que me façam gozar antes de acordar.

É preciso saber viver com a certeza
de que o amanhã não virá.
(Bernardo Almeida)
279

VII - na esperança da sorte que nos surge

VII

na esperança da sorte que nos surge
como promessa, aceitamos aguardar,
pela dispensa, antes da deserção,
intuindo a precipitação de dias melhores;
inventamos a temperança, convidamos
os mentores da solidão para nos convencer
a compreender a importância
de retroceder como invenção poética
estética, atemporal - extrusão
que se concretiza, tal qual uma incógnita,
sem representação, na imanência
perene e irrefreável da eruptiva rebelião
dessa construção insólita e inacabada
(Bernardo Almeida)
279

VI - É para contestar

VI
é para contestar que
autenticamente nascemos.

Vivemos para ser vis
enquanto hostilizados
permanecemos
(Bernardo Almeida)
298

V - Nego o que me condena

V
Nego o que me condena
a seguir em frente
honrando a renúncia
com rescisões de difíceis decisões.

Mas, digna - inclinas-te
entretanto, pela indefinição
neste mundo rasteiro, rareia
a visão da queda e do chão
corrompendo os olhos - sem função?
(Bernardo Almeida)
302

IV - Recuar, com sofreguidão

IV
Recuar, com sofreguidão
faz recrudescer a posterior
força da resistência - insurreição
(Bernardo Almeida)
300

III - Fugaz é a mágoa irrisória

III
Fugaz é a mágoa irrisória
da derrota: desistência iminente
penitência convalescente
mas, quase sempre, obediência
reverente - como na escravidão
(Bernardo Almeida)
337

II - Pastoreio a demora

II
Pastoreio a demora
Que corrompe a memória
Nela reverbera a ausência
De consistência inodora
Na consciência ilusória
E impermanente
Do tempo presente
(Bernardo Almeida)
305

I - Há um mar que nos derrete

I
Há um mar que nos derrete
Na decomposição dos dias
Há um ar que nos devora
Na demolição da aurora

No oceano em que me escondo
Há secura, imprudência e gozo

Corro para não chegar...
(Bernardo Almeida)
318

Volúpia errante


Navegar é ir de encontro

Ao som inaudito do verso

Ainda a ser concebido

É uma tara, um manifesto

Contra a homofonia

De tudo que já está mapeado

Visto, lido e digerido

É partir em busca de si próprio

Lançando-se ao desconhecido

Sob o risco de encontrar-se

Emaranhado nas rédeas soltas pela loucura

Lendas, mitos e estrofes - o mar a desferir golpes

Para o navegante não triunfar

Inconsequência, eis a arrogância do desbravador

Ah! A pequenez de governar

Deixo aos monarcas de todas as eras

Corruptos, medíocres, medrosos

Dos tronos, escravos irreparáveis

Eu quero é desbravar!

Entrar para a história por uma outra porta

Que já existia, mas estava oculta

Até antes de eu chegar

(Bernardo Almeida)
305

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.