Beto B.

Beto B.

n. 1976

Sou sozinho com a poesia.

n. 1976 , Brasil

Perfil
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O Poeta das Extinções Recentes

N. 310

O verso para dizer tchau à paz da extinção
Deixa apenas o voo das mulheres mais rápidas
(O verso) diz tchau à pré destruição natural...
Escapa mais rápido que os ladrões que fugiram...



[B., Beto. O Poeta das Extinções Recentes. Clube de Autores, 2021, p. 176.]

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Biografia
Eu era o José Alberto Brandão Pires.

Poemas

41

O Poeta das Extinções Recentes

N. 365 

Xinavane sentiu, bem ferida (esfinge)
Sem alívio, pesada, bonita, dolorosa
Contaminada, destruída, imortal, severa 
E madura (bananeira). Chamberlaim viveu
De coração partido, partido! Partido e 
Frio (tapete voador rasgado). Xinavane 
Era linda, dolorida (rosária) bem suja
Rasgada (sonhadora) magoada (cantando).



[B., Beto. O Poeta das Extinções Recentes. Clube de Autores, 2021, p. 142.]

6

O Poeta das Extinções Recentes

N. 86

Outro, um convidado antigo, Ubiratam
Fez da outra alma, Suyani, um sorriso contido...
Contou que o pequeno pai, Toriba, morrera
Chorou, lá na Projeção de Mollweide...
Passo a passo, foi possível ouvir 
Os regozijos acumulados no topo 
E as ervas e as plantas secas...
Morreu, estava escrito, lei para esquecer
Esquecer igual a perda de um passarinho...
Peixinhos, lâmpadas, teias de aranha.



[B., Beto. O Poeta das Extinções Recentes. Clube de Autores, 2021, p. 141.]

6

O Poeta das Extinções Recentes

N. 519

Sente lástima desenvolvedora, fica cansada. 
Um desafio, desafio, desafio correspondido.
Imagina, torturante, se defenestrar pelo balcão.
Não faz seu desejo por alucinações. 
Preparada para aprender um relacionamento
Assina ter um poder de modo junco do pedido 
De tempo às pobres, confundidas com deusas
Tropicais sozinhas, que se relacionam com o mal
Com fichas telefônicas de orelhões e diafragmas.



[Beto B.. O Poeta das Extinções Recentes. Clube de Autores, 2021, p. 139.]

5

O Poeta das Extinções Recentes

N. 655

Apesar de nós sermos cruéis
Querendo não apenas o sonho...
O milagre da vida vem assim
Nos vemos apaixonados com o 
Milagre voltando ao coração...
Querendo seguir juntos para
Sempre, no solo forte dos dias.



[B., Beto. O Poeta das Extinções Recentes. Clube de Autores, 2021, p. 138.]

6

O Poeta das Extinções Recentes

N. 615

Os objetos têm vidas acordadas... não ligam
Para os sonhos que eles e elas sonham...
Sonham que são animais ganhando dinheiro... 
Não se importam com seus sonhos e pesadelos
Só servem às vidas... não são indiferentes... 
Sonham que vivem 365 vidas maravilhosas
De sonhos e de animais que se importam



[B., Beto. O Poeta das Extinções Recentes. Clube de Autores, 2021, p. 137.]

3

O Poeta das Extinções Recentes

N. 443

Quando a noite veio ser recipiente
Para o caos do pôr do Sol, cresceu...
Foi terrível ser amargo e ser sombras.
Os presentes foram à meia-noite e
De manhã, a ansiedade da dor teve
Uma colher de chá e um dossel grave
Para o medo de cair ou ser puxado.



[B., Beto. O Poeta das Extinções Recentes. Clube de Autores, 2021, p. 135.]

5

O Poeta das Extinções Recentes

N. 656

A beleza de viver parece séria
Não tem piedade e não despreza
Nosso charme. Somos grandiosos
Na magia da vida. A segunda fé
Existe: sem a mágica não há dó.
O tempo não tem parcialidade...



[B., Beto. O Poeta das Extinções Recentes. Clube de Autores, 2021, p. 127.]

4

O Poeta das Extinções Recentes

N. 550

No vapor... o contraste pelos 
Lados e por baixo da pele dos 
Olhos narradores... esperando 
Perto do filtro de barro... o 
Lugar manuscrito na cozinha e 
No fim da linha dos versos...



[Beto B.. O Poeta das Extinções Recentes. Clube de Autores, 2021, p. 124.]

5

O Poeta das Extinções Recentes

N. 517

Túmulos enchiam os jardins.
Eu enterrei meu primeiro amigo
Em junho. As pessoas amaram
O passado. Já está escuro, e
Agora só respeitam um futuro
Meio estrelado (ou com trevos de 4



[B., Beto. O Poeta das Extinções Recentes. Clube de Autores, 2021, p. 123.]

5

O Poeta das Extinções Recentes

N. 574

As linhas das cortinas... As flores... 
Os olhos... Os beijos de cigarros... 
Os chicletes grudados nos tapetes...
O calor... As lágrimas... Os insetos..
O cheiro da fumaça nos lençóis.



[B., Beto. O Poeta das Extinções Recentes. Clube de Autores, 2021, p. 113.]

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