Que triste a identidade sem alteridade Como veria o mundo, se fosse tudo da mesma cor? Como perceberia um cheiro, se tudo exalasse o mesmo odor? Como sentiria o clima, se tudo emanasse o mesmo calor? Como teria na boca o gosto, se tudo tivesse o mesmo sabor? Como me tocaria a música, se o seu tom nunca mudou? Como reconheceria a si, Se ao outro nunca encontrou?
Se nada vejo além de mim, então, sou tudo! Se tudo tão pequeno sou, então, meu tão pequeno tudo sou!
Oi! Meu nome é E... Oi E. O que você acha deste tempo? Que pergunta clichê para iniciar uma conversa. Mas, ainda assim, eu gosto dela. Por quê? Como você descreveria este tempo? Bem, está quente, mas parece que irá esfriar. E o que você acha do tempo em que vivemos? É um tempo que muda muito rápido, mas permanece o mesmo. Você percebeu? Sim. Então? Também gosto desta pergunta clichê. Sente um pouco! Estava pensando nisso. Neste adorável banco com uma bela vista para o parque? Neste tempo que vem mudando. Belo chapéu. Obrigado, vi alguém usando em uma série. Lembro dele Mr. White. Então, você também assistiu. Gosto de filmes e série legais. Mas, o que você acha legal? Aquilo que me faz pensar. Bem, se penso muito em algo ou foi muito legal ou muito ruim. O muito ruim me faz pensar como melhorar. Pensar como melhorar também parece algo legal. vê aquelas nuvens. Parece que irá chover. É verdade. Mas o que você percebeu de diferente? Somos como elas. Levadas pelo vento? Carregadas de medo e esperança. Águas que brotam, águas que afogam. Algumas logo passam, outras que demoram. Poderei lhe encontrar novamente? Não sei que nuvem eu sou. Olharemos então o tempo juntos.
... Oi E. Como está o tempo? ... by E.
152
A noite não está clara hoje...
Que triste a identidade sem alteridade Como veria o mundo, se fosse tudo da mesma cor? Como perceberia um cheiro, se tudo exalasse o mesmo odor? Como sentiria o clima, se tudo emanasse o mesmo calor? Como teria na boca o gosto, se tudo tivesse o mesmo sabor? Como me tocaria a música, se o seu tom nunca mudou? Como reconheceria a si, Se ao outro nunca encontrou?
Se nada vejo além de mim, então, sou tudo! Se tudo tão pequeno sou, então, meu tão pequeno tudo sou!
by E.
201
Que tarde agradável hoje ...
Não vejo os passo que deixei na areia As ondas do tempo já as levaram Mas a praia não é mais a mesma levo parte dela sob meus pés
Saudades dos dias que não voltam Misturada aos dias que não virão Uma trilha apagada pelas águas Já não mostra de volta o caminho
Os efeitos sozinho não se leva De escolhas indeléveis que nos marcam Partilhados como a luz que nos nutre Dado o encontro, deles não escapam
by E.
146
A manhã está fria hoje...
Nem boa, nem má se apresenta Vejo no fio de seu gume a essência Para alguns aquela que alimenta Mas quando chamada de branca se mancha Do forte vermelho que sustenta
Do corte se vê o poder No instrumento que a ele provê Para na busca dos brancos sinais Não de água os solos regais
Quão nebulosa descrição Construída nesta comparação Talvez lhe deva elucidação
Da afiada lâmina à Política À mão deve-se a escolha lícita
by E.
155
Esta noite poderia ser fria...
Vejo de retalhos uma colcha tão diversos em cores como num mundo de sabores
das já desmembradas formada as memórias mantém preservadas ainda que de maneira transformada
por várias mãos costurada de muitos tecidos remendada uma obra ainda inacabada
De sempre ser continuada Permanece também necessitada até também ela ser desmembrada
Mas que graça tão apreciada Em outras colchas já amadas ser por seus retalhos eternizada
by E.
136
A noite não será quente hoje ...
Sedentos às folhas vão mesmo que seja em vão Já o quente Sol dos diálogos dissipa de minha mente o orvalho.
Ao som dos risos que não alegram minhas ideias encontrar-me buscam mas como fantasmas se desfazem diante da atenção de meu olhar
O calor do dia não acompanha onde os pensares se apanha nem sua ausência refrigela esta tão nebulosa janela
Quando o frio Sol da manhã Iluminará minhas persianas Sem que embora leve Aquela nevoa tão leve?
by E.
140
O dia hoje está nublado...
Me encontro na alteridade que não proferi de mim mesmo Tão verdadeiras palavras
Conhece-me em ti reconheço-ti em mim irmão nas dores sofridas presentes em cada partida
Já não me sinto tão só mas só ainda gostaria de estar não apenas nos devaneios do pensar mas no horizonte a contemplar
by E.
159
A tarde está quente hoje...
Nas entrelinhas das linhas não escritas Escuto uma história no inaudito sem a virtude do herói para falar ela vem do centro do pulsar
como a sombra na parede da caverna mais que as marcas sobre tábula rasa se desfazem sem revelar ou desvelar tudo aquilo que queriam mostrar
Vendo o invisível ao papel um dia alguém irá notar um conto vetado a recordar
Talvez após um belo epitáfio Espero que antes da despedida Estas letras sejam compreendidas