O Músico, poeta cantor e compositor CARLOS SILVA, segue a trajetória de cantadores utilizando o canto falado em seus shows, palestras e apresentações em unidades de ensino fundamental e superior.
A natureza é um manto costurado pelas mãos de Deus, para enfeitar o jardim da criação. O Homem, (também criado por Deus), seria a peça chave designado para CUIDAR e proteger com toda sua dedicação, a esse vasto tapete ornado de cores tantas em sua vegetação sublime, onde várias vidas por aqui habitada. Fauna e flora, rios e cachoeiras abundantes riquezas minerais, vegetais e o animal do homem, nao entendeu que ele estava ali para cuidar de Tudo, e principalmente dos outros animais, estes chamados de irracionais. Mas o homem, movido pela desobediência e ambição percebeu que desmaiando a mata e matando os animais, tornar-se-ia rico, abastado e poderoso. Deus? NAO! Deus nao faria mais parte das suas ações, e nao seria mais necessário obedece-lo. Assim, com o avanço do tempo, foram sumindo árvores frondosas, pássaros raros, rios e cachoeiras conheceram o mercúrio com o poder das bombas que rasgavam a terra e nos leitos dos rios procuravam pedras que brilhassem, e que muito valor tivesse no mercado. Brancos arrogantes, faziam fortunas no mercado negro. Negro, porque negro se eram os brancos que de forma desumana tingia de várias cores o jardim que Deus plantara e a este entregara sob recomendações de cuidados?
Araucárias, jequitibás, sucupiras, mognos, Cedros, aroeira, até onde a Lei (amparada numa justiça que se diz cega) ajudou destruir tantas madeiras de lei? De quem é a terra? De Deus e dos bichos, mas o homem aprendeu fazer arame, cercou o quanto quis, queimou o resto, e tem por seu o que nunca lhe pertenceu. DEUS? NÃO! No mundo quase destruido pelo homem, eles dizem que o Criador de tudo, nao é mais dono de nada. Assim pensam eles. Deixe-mo-los que assim pensem, pois hão de prestar contas de tudo e por tudo, no momento que se fizer necessário. Mas isso, só o dono de todo esse tapete, saberá agir no justo momento, onde nao mais cairá em vão uma árvore e nenhuma vida mais será ceifada.
O Músico, poeta cantor e compositor CARLOS SILVA, segue a trajetória de cantadores utilizando o canto falado em seus shows, palestras e apresentações em unidades de ensino fundamental e superior.
Criado entre as cidades de Nova Soure, e posteriormente em Itamira município de Aporá, a 180 Kms de Salvador, o musico carrega em sua bagagem o aprendizado colhido no meio de feira do interior baiano. Casado com Sandra Regina, tem 05 filhos e está aguardando o primeiro neto.Em 1981, participa de uma banda musical em Itamira(Ba) TRANZA A QUATRO, numa mescla de repertorio que variava de Beatles a Luiz Gonzaga, onde dá os seus primeiros passos como instrumentista (baterista da banda) ao lado de Hélio Dantas, Zé Milton E Carlinhos.
Retorna a São Paulo, em 1982 e começa trabalhar em siderúrgica e deixa um pouco a carreira de lado. Em 1997, Conhece o Maestro Vidal França e produz o primeiro demo um ano depois: O CANTO DO MEU CANTO, que conta com a participação da cantora e compositora Mazé e de Zé de Riba. Tocam na noite paulistana na região do bixiga, onde Carlos Silva, inserido no mundo artístico por Vidal França trava conhecimento com boêmios onde forma mais tarde muitas parcerias musicais. A musica de trabalho do cd era LEMBRANÇAS DE MATO GROSSO DO SUL. Um passeio cultural pelas cidades do Ms, enaltecendo a riqueza pantaneira daquele estado.
Em 2000 lança um outro single: NASCEU NA BAHIA O BRASIL, por ocasião dos 500 anos do Brasil. Em 2001, produz um cd experimental regravando essas obras já lançadas, com o titulo: ABRA OS OLHOS.
Em 2003 sob a produção de Ney Barbosa compositor da Chapada diamantina da cidade Rui Barbosa na Bahia, entra em studio e com o selo da JBS grava o cd: RETRATANDO.
Participa de vários programas de rádio na capital Paulista, São Paulo Capital Nordeste com o pesquisador paraibano Assis Angelo e na Radio Atual com Malu Scruz.
Varias Rádios comunitárias e Tvs, recebiam a arte cantada de Carlos Silva, que de mochila recheada de Cds, percorria o Brasil divulgando a sua arte de cantar e agora atribuía á sua carreira, poesias em forma de literatura de cordéis.
2003, foi o ano que conheceu a coperifa e o poeta Sergio Vaz que o convidara a participar do projeto na Zona Sul de São Paulo.
Fez programas de televisão como Tv Cultura, Rede Record e rede globo, Tv Alterosa em Minas Gerais.
Carlos Silva dedicando-se á literatura, é convidado a participar da antologia poética O RASTILHO DA POLVORA e de um cd de poesias da coperifa, produzidos pelo Itau cultural em São Paulo.
Viaja pelo Brasil pelos Estados de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, segue pelo Nordeste, Bahia, Pernambuco e Paraíba, agora amparado pelos cds e cordéis produzidos sempre de forma independente.
2008 Lança o mais recente trabalho fonográfico: O BRASIL EM VERSOS CANTADOS, que traz algumas parcerias com os seguintes colegas: Moreira de Acopiara, Chico Galvão, Joilson Kariri e Nato Barbosa.Morou por quase dois anos na cidade de Ilheus onde aproveitou bem essa passagem pelo sul da bahia e divulgou em Itabuna, Vitoria da Conquista a sua modalidade do canto falado.
Seus principais parceiros musicais: Sandra Regina, Vidal França, Zé de Riba, Mazé Pinheiro, Lupe Albano, Karina França, Rhayfer (Raimundo Ferreira) Batista Santos, Ney Barbosa, Edinho Oliveira, Cida Lobo, Edmilson Costa, Paulo de Tarso Marcos Tchitcho e Nininho de Uauá.Forrozeando, o artista percorre a região nordeste, apresentando o seu trabalho em feiras culturais, dividindo os palcos da vida com artistas como: Azulão baiano, Zé Araujo, Cecé, Asa Filho, Antonio Barreto, Franklim Maxado, Kitute de Licinho e um punhado de gente bôa.
As musicas são um filme para se ouvir, e cada frase, é um pedaço de poesia rebuscada na cultura popular e no solo sertânico chamado Brasil.
Seus projetos futuros: Um novo cd, misturando versos e cantigas, o livro Poemas Versos e Canções, e muitos livretos de cordéis que pretende lançar a cada mês, para apresentação nas feiras culturais e colégios, bibliotecas e outros espaços culturais.
CORDÉIS
Na casa de Juão Putêncio Alguém foi lhe visitar Todos vestido de branco Com máscaras pra evitar A contaminação do vírus Que estava a se espalhar
Senhor João boa tarde Como está a sua lida Tá se precavendo bem Nessa terra tão querida? Eu vim falar de uma campanha Pra cuidar melhor da vida.
O Senhor tá urinando bem Ou tem alguma dificuldade Já fez exame de próstata La no posto da cidade? O senhor tem que se cuidar Por conta da sua idade
Esse negoço de “prosta” É que o doutor incarca o dedo? Não gosto nem de falar Quanto mais de manhã cedo E lhe confesso que eu Não gosto desse enredo
O Agente foi explicando Que isso é uma prevenção Que com um simples exame Pra esse tema em questão Seria feito sem o toque Disso não tinha precisão
Mas é melhor prevenir Do que então remediar É um ditado bem antigo O Senhor já ouviu falar Pois essa doença mata Sem medir tempo e lugar
Juão Putencio encarou Os visitantes e disse: Isso é coisa do capeta Que inventou essa “Inventice” Butar o dedo no botão Eu não permito essa tulice
La vem essas modernagens São elas que me consomem Maquinas que ver por dentro Então outras atitudes tomem Inventem uma para o reto Pra não tocar no anel do homem
É muita “Humilhatividade” Esse fato eu não aceito Cume qui a pessoa estuda Sendo cabra de respeito Pra depois enfiar dedo No traseiro do sujeito?
E se o cabra gostar Do jeito cás coisas tão Tudo aqui tá revirado Mudando de posição Esse “inzame” é sem vergonha No meu, não metem dedo não
Eu como abroba todo dia Inda mastigo a simente Essa doença não me pega Nem mermo se ela tente Eu cá estou privenido Disso não caio duente
Minha amada vovó Dotô Ela tinha muita sabença Que aprendeu com os índios Lá das bandas de Olivença Ela tinha receita pra tudo E curava qualquer duença
Mas eu cá lhe agradeço Pela visita recebida Mas estou sempre me cuidando Na empreita dessa lida Pois o que mais gosto Dotô É de zelar da minha vida
Agora me dê licença Pois preciso me ausentar Tenho coisas pra fazer Que eu não posso adiar Mas se eu sentir alguma coisa Eu irei lhe procurar
Aqui termina a visita Na casa de SEU JUÃO A equipe foi embora Agradecendo a atenção João depois disse a si mesmo NO MEU NÃO METEM O DEDO NÃO
Toda essa comicidade Foi somente pra ilustrar O início da narrativa Que irei apresentar Então a nossa historia Vamos aqui começar.
A equipe se dirigiu Pra casa de Bastião Um matuto desletrado Que lhes deu toda atenção Mostrando sua gentileza Desde a entrada do portão
Nobre Senhor Bastião Mais cedo vir eu não pude Quero aqui lhe perguntar Se tá tomando atitude E cuidando direitinho Pra ter sempre sua saúde?
Doutor estou me cuidando Com certa dificuldade Ando pouco enxergo menos Faço as coisas com vontade Mas deixe eu começar a prosa Sem rodeio e sem maldade:
Fico cá imaginando Flutuando a mente em nada Me perguntando seu moço No correr dessa estrada Qual será a sensação De receber uma dedada?
Nos tempos do meu avô Do bisavô e de papai Não se via essas coisas E nada disso me atrai Por aqui não entra nada E com certeza só sai
Vem agora umas campanhas Se vem do norte, ou do sul Ou trazida da Alemanha Da Rússia ou de Istambul Pra enganar minha ciência Chamam de NOVEMBRO AZUL
Homem que é homem não aceita Essa tal situação Receber uma dedada Isso é invenção do cão O Mundo tá esculhambado No meu, não entra dedo não.
Querido Sebastião As coisas estão mudando Os Homens querem viver E estão melhor se cuidando E se os dias de suas vidas Estão de fato aumentando
Respeito o seu pensamento Mas quero aqui relatar O Câncer de próstata mata Por isso temos que cuidar E fazer essa campanha Pro mundo todo alertar
Não fere a masculinidade Mesmo sendo desagradável Pois o Homem é machista Isso pra ele é insuportável Mas cuidando no tempo certo Lhe fará um ser saudável
Por isso viemos aqui Com carinho lhe alertar Se cuide a todo instante E se quiser engajar Essa tão bela campanha Venha junto pra somar
Caros amigos acreditem Devemos nos precaver Na narrativa acima Muitos não querem entender Que o cuidado é necessário Disso não temos que morrer
Lá vou contar uma história Que não é nenhum segredo Usar palavras diretas Pra não perder o enredo Homem que é homem se cuida Supera o trauma do dedo
O toque que o médico faz É pra fazer a prevenção A próstata pode crescer Em inevitável evolução Se cuidar é necessário Tome a sua decisão
Novembro azul é só um símbolo De uma perfeita campanha Assim como é o AMARELO E o ROSA com força tamanha As cores não salvam ninguém Mas, mais saúde a gente ganha.
A machesa não ajudará Se é isso que você pensa O toque retal evitará A propagação da doença Se cuide e queira o seu bem Por isso fará diferença.
O câncer é doença terrível A sua missão é matar Destrói sonhos e vida Sofrimento vem pra causar Se proteja, a vida lhe ama Não desista nunca de lutar.
Não é um exame imoral Nem causa constrangimento Pois ele se faz necessário Para evitar um tormento O fato é sério é real Evita um pior acontecimento.
Um dia iremos morrer Mas se puder se cuidar Viverás um pouquinho a mais Para essa vida gozar O CANCER DE PRÓSTATA É UM MAL Mas você pode evitar.
Peste muita atenção À campanha do mês de novembro Traz a cor azul para o homem Amarelo foi pro mês de setembro O rosa pro Mês de outubro Dessas cores bem me lembro
Então vamos prevenir Alertar a nossa gente Essa campanha é forte Seja você inteligente É QUESTÃO DE ATITUDE Pra viver alegremente.
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LEVITANDO JUNTO AO MAR
LEVITANDO JUNTO AO MAR
Feito sopro raivoso de vento no mar, cá estou eu revolto em meus pensamentos, como se a brisa densa da primavera tangesse meus sonhos e deixassem que meus pés toquem e sintam a sensibilidade dos meus passos, próximo a beira da praia. O vento insiste em brincar comigo, e sopra mais forte, as ondas estalam por sobre a areia em busca dos meus pés. E ao encontra-los, beija com espumas a planta desses pés carregados de estradas sopradas por tantos ventos. Ouvir o vento, sentir a areia, deixar o mar vir ao encontro dos meus pés, é tudo cronometrado por uma orquestra invisível, mas que trás a sonoridade desse sopro tão forte. Meus ouvidos captam esse som e eu me divirto de olhos fechados, mas de mente, ouvido, coração e braços abertos para receber esses carinhos. Agora, sinto a calmaria, e o furor do vento, tornou-se brisa suave, harmoniosa e leve. As ondas, cumprindo o seu trajeto no seu vai e vem, ainda brincam com os meus pés, que não fazem a menor questão de afastar-se dali. É uma recompensa relaxante dada pela natureza. Olho pro céu, estendo um sorriso pro alto, agradecendo por estar ali sendo agraciado por aquele instante e sinto que o vento atende essa minha gratidão, pois de leve, sopra-me o rosto e eu ainda com os olhos fechados, imaginando como se (tal qual o vento) também pudesse flutuar na maciez de tão bela leveza rumo ao infinito de paz . Vejo o horizonte e sei que não é o fim do mar, pois além desse horizonte, outros tantos horizontes existem para proteger os oceanos que nos fazem viajar em sonhos náuticos, juntando pedaços de imaginação como se fosse uma colcha de retalhos de sonhos e desejos. A mente humana vaga, voa leve sem precisar distanciar o corpo, daquele mesmo lugar onde agora estou. Dou asas ao meu imaginar, e por elas sou conduzido a flutuar tendo um fundo um som de piano, em notas tão doces, que fazem-me ouvir as gaivotas entoar o seu canto a plainar por sobre a beleza infinita daquele mar que agora me serve de inspiração. Vida, vida que banha, que sopra,que trás canções imaginárias, faz-me em ti também flutuar ao som das gaivotas, do piano, de ventos, das ondas desse maravilhoso e tão sagrado mar de sonhos tantos. Paz para o meu espirito levitando sobre o mar.
Carlos Silva. 30 de Outubro de 2020.
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UMA DATA PARA NAO ESQUECER
ALBERTO DE JESUS DOS SANTOS segue pela rua, noite fria de uma insistente garoa. Seus passos aumentam de acordo o ritmo dos pingos que agora tornam-se mais fortes. Estava ansioso para chegar em casa, pois era aniversário da sua filha Rebeca que estaria completando naquela data, naquela noite de garoa os seus 6 aninhos de vida. Ele aumenta os passos por vários motivos que impulsionam seu caminhar. Eis que surge na mesma rua uma viatura de polícia, que ao passar por Alberto, freia bruscamente e já lhe dá a voz autoritária: ENCOSTA NA PAREDE. Bairro de classe média, todo mundo é suspeito, principalmente sendo negro, andando em passos apressados pela noite e com o tempo chuvoso, dava o tom característico (Na visão do policial) que se travava de um suspeito. Ele tenta falar algo mas é interrompido. O policial desce de arma na mão e diz: Mandei encostar na parede, seu preto safado. Seria pela cor o emprego da elevação do tom de voz daquele funcionário público, que ao vestir uma farda e empunhar uma arma, agora tornava-se tão arrogante?. Alberto obedece e já começa MANTER O CONTROLE DA SITUAÇÃO, pois sabia que naquele momento, sua pele estaria em plano de condenação por parte daquele policial. O que você tem nessa mochila crioulo? Ele responde: É um bolo que estou levando para o aniversário da minha filha Senhor. Bolo de aniversário? Tá chique em negão. Deixa eu ver, abra essa mochila. Alberto tenta fazer com cuidado para não amassar o bolo, mas o policial puxa com força e o bolo cai na calçada. A Ira de Alberto se inflama, mas ele tenta não transparecer isso para não piorar a situação. Sarcasticamente, o REPRESENTANTE DA LEI DIZ: - Que pena, negão, parece que não vai ter mais aniversário. Ele pisa no bolo enquanto pergunta ao indefeso contribuinte (que inclusive paga pela farda, pela viatura, pela gasolina, mas só não paga pela truculência desse despreparado policial) Você tem passagem pela polícia? Mostra os seus documentos, negrinho. Ele pede autorização para pegar sua carteira (lentamente) pois não queria fazer nenhum movimento para que o seu interlocutor não achasse que ele estava reagindo aquela abordagem. O POLICIAL PEGA A CARTEIRA E ABRE LENTAMENTE PARA CONFERIR A DOCUMENTAÇÃO. Usa a lanterna para melhor fazer a leitura, Um outro policial desse da viatura e pergunta: Tudo bem ai Sargento? Sim, está tudo bem. Só vou conferir os documentos desse crioulo. A gente bem que podia dar uma ciranda com ele né não? Deixa esse preto ir embora, é só mais um vagabundo vagando pela rua. Alberto continua imóvel e sem que eles percebam aciona o celular, como se fizesse uma comunicação em secreto. O debochado policial rir e acha até interessante a ideia da CIRANDA. Mas é aconselhado a apenas fazer a revista. Aquilo não era uma revista, era na verdade uma humilhação, pela qual o Sr. Alberto passava naquele momento
Ao analisar a documentação, o Sargento fica estarrecido, olha para a sua PRESA, ali imóvel á sua frente sem lhe dizer uma palavra sequer. Ele olha para o colega, e ao fazer a leitura, da identificação onde se lia: “República Federativa do Brasil – Ministério da Defesa, EXERCITO BRASILEIRO (Serviço de Identificação do Exército) Carteira de Identidade numero (xxxxx) Lei 3069 de 08 de Janeiro – e Lei 2136 de 29 de agosto de 1983 Nome ALBERTO DE JESUS DOS SANTOS TENENTE CORONEL R1”. Afasta-se , faz continência e começa pedir desculpas. Nisso um carro preto com 5 oficiais do Exercito, chega naquele exato momento, um helicóptero faz a varredura do local com possante holofote. Eles rendem os policiais da viatura, e perguntam ao TENENTE CORONEL ALBERTO: Está tudo bem Senhor? Sim. Quero que prendam esses marginais fardados imediatamente, comunique aos seus superiores que tratem da expulsão imediata da corporação e prisão desses maus servidores. O Arrogante policial ia falar algo, mas o Tenente ordenou: CALE A SUA BOCA SEU IDIOTA. Eu tinha deixado o meu carro a poucos metros daqui porque tinha furado o pneu e a garoa foi aumentando e eu tive que aumentar os passos para chegar em casa quando você de forma irresponsável me fez perder o bolo de aniversário da minha filha. Você terá tempo para pensar na merda que você fez, achando-se superior a outra pessoa por conta da sua pele. As providencias foram tomadas, conduziram os policiais para a sua respectiva corporação onde foi lavrado o BO, onde os ocupantes da viatura tiveram suas prisões efetuadas para procedimentos futuros regido pela legislação. Lição: Não se olha, não se mede e nem tampouco se condena alguém pela cor, pelas vestes, pela aparência, pela forma de falar, de andar, de comer, ou pelo local onde mora, pelo partido que vota, pelo time que torce, pela cidade ou estado que vive. Cada cidadão tem o direito de ir e vir, pois este direito lhe é assegurado pela Constituição Nacional Brasileira , conforme art. 5º, da Constituição que diz: Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens.
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UMA DATA PARA NAO ESQUECER
“UMA DATA PARA NÃO ESQUECER”
ALBERTO DE JESUS DOS SANTOS segue pela rua, noite fria de uma insistente garoa. Seus passos aumentam de acordo o ritmo dos pingos que agora tornam-se mais fortes. Estava ansioso para chegar em casa, pois era aniversário da sua filha Rebeca que estaria completando naquela data, naquela noite de garoa os seus 6 aninhos de vida. Ele aumenta os passos por vários motivos que impulsionam seu caminhar. Eis que surge na mesma rua uma viatura de policia, que ao passar por Alberto, freia bruscamente e já lhe dá a voz autoritária: ENCOSTA NA PAREDE. Bairro de classe média, todo mundo é suspeito, principalmente sendo negro, andando em passos apressados pela noite e com o tempo chuvoso, dava o tom característico (Na visão do policial) que se travava de um suspeito. Ele tenta falar algo mas é interrompido. O policial desse de arma na mão e diz: Mandei encostar na parede seu preto safado. Seria pela cor o emprego da elevação do tom de voz daquele funcionário público, que ao vestir uma farda e empunhar uma arma, agora tornava-se tão arrogante?. Alberto obedece e já começa MANTER O CONTROLE DA SITUAÇÃO, pois sabia que naquele momento, sua pele estaria em plano de condenação por parte daquele policial. O que você tem nessa mochila crioulo? Ele responde: É um bolo que estou levando para o aniversário da minha filha Senhor. Bolo de aniversário? Tá chique em negão. Deixa eu ver, abra essa mochila. Alberto tenta fazer com cuidado para não amassar o bolo, mas o policial puxa com força e o bolo cai na calçada. A Ira de Alberto se inflama, mas ele tenta não transparecer isso para não piorar a situação. Sarcasticamente, o REPRESENTANTE DA LEI DIZ: - Que pena, negão, parece que não vai ter mais aniversário. Ele pisa no bolo enquanto pergunta ao indefeso contribuinte (que inclusive paga pela farda, pela viatura, pela gasolina, mas só não paga pela truculência desse despreparado policial) Você tem passagem pela polícia? Mostra os seus documentos negrinho. Ele pede autorização para pegar sua carteira (lentamente) pois não queria fazer nenhum movimento para que o seu interlocutor não achasse que ele estava reagindo aquela abordagem. O POLICIAL PEGA A CARTEIRA E ABRE LENTAMENTE PARA CONFERIR A DOCUMENTAÇÃO. Usa a lanterna para melhor fazer a leitura, Um outro policial desse da viatura e pergunta: Tudo bem ai Sargento? Sim, está tudo bem. Só vou conferir os documentos desse crioulo. A gente bem que podia dar uma ciranda com ele né não? Deixa esse preto ir embora, é só mais um vagabundo vagando pela rua. Alberto continua imóvel e sem que eles percebam aciona o celular, como se fizesse uma comunicação em secreto. O debochado policial rir e acha até interessante a ideia da CIRANDA. Mas é aconselhado a apenas fazer a revista. Aquilo não era uma revista, era na verdade uma humilhação, pela qual o Sr. Alberto passava naquele momento
Ao analisar a documentação, o Sargento fica estarrecido, olha para a sua PRESA, ali imóvel á sua frente sem lhe dizer uma palavra sequer. Ele olha para o colega, e ao fazer a leitura, da identificação onde se lia: “República Federativa do Brasil – Ministério da Defesa, EXERCITO BRASILEIRO (Serviço de Identificação do Exército) Carteira de Identidade numero (xxxxx) Lei 3069 de 08 de Janeiro – e Lei 2136 de 29 de agosto de 1983 Nome ALBERTO DE JESUS DOS SANTOS TENENTE CORONEL R1”. Afasta-se , faz continência e começa pedir desculpas. Nisso um carro preto com 5 oficiais do Exercito, chega naquele exato momento, um helicóptero faz a varredura do local com possante holofote. Eles rendem os policiais da viatura, e perguntam ao TENENTE CORONEL ALBERTO: Está tudo bem Senhor? Sim. Quero que prendam esses marginais fardados imediatamente, comunique aos seus superiores que tratem da expulsão imediata da corporação e prisão desses mal servidores. O Arrogante policial ia falar algo, mas o Tenente ordenou: CALE A SUA BOCA SEU IDIOTA. Eu tinha deixado o meu carro a poucos metros daqui porque tinha furado o pneu e a garoa foi aumentando e eu tive que aumentar os passos para chegar em casa quando você de forma irresponsável me fez perder o bolo de aniversário da minha filha. Você terá tempo para pensar na merda que você fez, achando-se superior a outra pessoa por conta da sua pele. As providencias foram tomadas, conduziram os policiais para a sua respectiva corporação onde foi lavrado o BO, onde os ocupantes da viatura tiveram suas prisões efetuadas para procedimentos futuros regido pela legislação. Lição: Não se olha, não se mede e nem tampouco se condena alguém pela cor, pelas vestes, pela aparência, pela forma de falar, de andar, de comer, ou pelo local onde mora, pelo partido que vota, pelo time que torce, pela cidade ou estado que vive. Cada cidadão tem o direito de ir e vir, pois este direito lhe é assegurado pela Constituição Nacional Brasileira , conforme art. 5º, XV, que prevê:
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O EIXO DO MUNDO
"O eixo do mundo" Carlos Silva. ________________________ Meu corpo vive pesado mas a mente continua nutrindo a leveza que tanto necessito para discernir as minhas dosagens de suportartações, dos necessários passos que ainda posso dar.
O mundo mudou, saiu do eixo desde longos anos passados, dos impérios conquistados por triunfos de guerras, os despojos dos vencidos e acumulos desses tantos bens conquistados.
Uns inventaram o fogo, outros os extintores. Uns inventaram a dor, outros os milagrosos comprimidos para cura. Uns inventaram a fome, outros às feiras e os seus grandes Supermercados.
Do Egito à Caldas de Cipó no sertão da Bahia, só mudou as datas e o tempo.
De Hiroshima e Nagasaki até a pequena cidade de Banzaê, só não tivemos as bombas, mas outros artefatos chegaram atingi-la com estilhaços visíveis sentidos por cada um.
Herdamos as guerras, a fome (HOLODOMOR) as pestes, o separatismo social, as discriminações de variáveis formas. Deram-nos campos de concentrações de outras formas modernas, e muitos daqueles que (venceram na vida) chamam aos outros de derrotados fracassados e etc. Estes, porém, preferiram os caminhos dos sonhos, da caridade, da honestidade, da irmandade e do amor a Deus e aos seus semelhantes. Daí então, para findar essa narrativa, faço a seguinte indagação: Quem de fato venceu na vida?
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LETRAS emergentes
"LETRAS EMERGENTES" Carlos Silva.
Ha um entalo que engasga a garganta do poeta. Sao letras pulsando, saltitando com graça, que ja vieram do cerebro, mergulharam no ribombar do coração, futucou todas as artérias querendo se ajuntar ao ritmo melodia e harmonia amparado num afinado instrumento e tudo se faz em canção. Quem a faz, sente esse forte e tao gratificante pulsar e quem a ouve, espalha pela alma a leveza do sentir. Em cada poro instala-se, em cada pelo eriçado sente-se recompensado e um sorriso vem involuntario e satisfatoriamente aos lábios, que, mesmo fechados, entoam em murmurio doce a sequencia da linha melódica. Agora, os ouvidos sentem, levam ao cérebro, repassam pelas arterias e voltam ao coração. E tudo se faz canção transformando as letras em vidas faladas, escritas e cantantes.
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UMA causa COM EFEITO
"Uma causa com efeito"
Saiba que Ainda tem jeito Mude ja o seu conceito Tens linguajar escorreito Que venceria um pleito Se quisesse ser um prefeito Por muitos seria aceito Pois tens um bom aspeito Mas nao tente tirar proveito E nao haja com despeito Em ti não vi como suspeito Tu vives em um parapeito Mas mostra-se bem imperfeito Chega ate ser putrefeito Es um ser um tanto alfeito Faça um mundo perfeito Se em tudo tu vês defeito Voce é que não leva jeito Sua atitude eu enjeito Repugno e não enfeito Voce com esse trejeito Contigo eu não me ajeito Não sabe o que é respeito Não tem amor em teu peito Qual seria o teu preceito? Chega ser um putrefeito Ou não enxerga direito Nunca está satisfeito Tuas ações eu espreito Mas acho que és atreito E faz do largo um estreito Toma teu rumo sujeito Prepara melhor o teu leito Não mereces nenhum preito E pra finalizar o contra feito, DESTRUA AGORA O TEU PRECONCEITO.
Carlos Silva...
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NO MEU MUNDO NAO TEM PONTES
*NO MEU MUNDO NÃO TEM PONTES* ------_______-------_______-------
De onde venho tudo é muito diferente a minha gente rala muito pra viver E essas pontes que dividem a cidade É a realidade que apelidaram de poder.
Nossa quebrada é diferente da avenida mas minha vida no gueto foi bem moldada a minha mente é uma máquina pensante eu sou um tudo quando dizem que sou nada.
Sou o Joãozinho ou o mané la do oriente e sigo em frente ampliando minha visão traçando meta faço a matéria correta porque eu quero Criar a minha direção
eu sou Irene sou as Rosas e sou Lídia eu sou a Ângela também posso ser Joaniza se o meu verso desandar pra outro tema não tem problema a palavra improvisa.
Veridiana, Pagu e Mariana tem meu respeito e confiança de verdade lembro Mafalti Angelica e Ana Rosa estão distantes, em outra realidade.
mas vou seguindo em busca do meu sonhar bem amparado na força de um vencedor pois amanhã, quero ver lá no futuro João Manoel ser chamado de doutor.
Carlos Silva.
835
O COGUMELO DA MORTE
As bombas deixaram marcas. Não só na terra que absorveram o impacto, não só na vegetação que foi toda queimada e destruída, não só nos mares que face a sua irradiação matou milhares de espécies, que em paz por ali viviam a cultuar sua liberdade nadando inocentes sem praticar mal algum. Não só as gravidas que interrompendo seus partos, morreram com suas crias em seus ventres já prestes a dar à luz mas que assinaram uma sentença de morte sem ter direito a defesa. Nem caberia aqui falar dos animais terrestres que sofreram a devastada agressão ferindo-os de morte e mutilações sendo pois, obrigados a serem sacrificados para aliviar as dores causadas pela explosão. As marcas maiores, ficaram, naqueles que autorizaram que o pavio atômico fosse aceso e acionasse o artefato assassino que ceifou de 90 a 166 mil pessoas em Hiroshima e de 60 a 80 mil seres humanos em Nagasaki. Conforme relatos históricos, cerca de metade das mortes ocorreram nos ataques do primeiro dia. Viver com essas marcas é futucar feridas incicatrizáveis. UM GAROTINHO e um HOMEM GORDO provocaram o cogumelo da maldade, que por mais que tentem toda uma humanidade jamais será esquecido. Um LITTLE BOY, apenas um LITTLE BOY fez tanto estrago em Hiroshima, e um FAT MAN, concluía sua brutalidade arremessando-se entre crianças, velhos bichos, plantas, plantações e animais, sem a menor piedade, e sem medir tamanha destruição que causaria a um povo que se hoje estivesse vivo, estaria como eu, estudando, plantando, colhendo, fazendo artes, criando seus filhos e netos e ensinando os aprendizados da sabedoria para um existir mais irmanado banhado (AO INVÉS DE ÓDIO) de amor, fraternidade união e igualdade entre os povos. A primeira arma nuclear a ser detonada no mundo, foi a BOMBA TRINITY, isso aconteceu em 16 de agosto de 1945. Desses 75 nos passados, o que somamos para o nosso viver atual? Num oceano PACIFICO, tivemos o espetáculo de uma terrível guerra.Deveriam até(Pelo ocorrido) ter mudado o nome das águas, já que não mudariam jamais o estrago que fizeram por conta do poder. Condenamos tanto as ações de Hitler, sendo que de alguma forma chegamos a imita-lo em gestos e fazeres destrutivos. O PROJETO MANHATTAN doerá por muitos anos nas mentes, nas lembranças e nas heranças dos seus executores, que ao receber a voz de comando, acionaram o gatilho destrutivo, com ou sem os seus consentimentos. Mas já se passaram tanto tempo, o perdão já foi concedido, as mãos foram apertadas e o passado negro, já não existe mais. Esquecer? só esquece uma surra aquele que aplica. Quem a recebe, memoriza cada momento da execução sentida no corpo. O poeta Paulo Eiró, para definir a raça humana e os seus desmandos através do poder do mandar, disse um dia: “O HOMEM SONHA MONUMENTOS E SÓ RUINAS SEMEIA”. Estaríamos nós SERES ditos tão HUMANOS a reconciliarmo-nos com nossos corações e apagar de vez a sangrenta página da nossa história, se desde o começo de tudo, só aprendemos a brigar? Qual a melhor reflexo que o espelho da nossa consciência fará com que vejamos sem sentir o menor instante de remorso por algo que fizemos e que a tantos prejudicou ao longo desse nosso caminhar? Que outras bombas se calem, e que os estampidos não mais ecoem dilacerando tantas vidas inocentes.
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UM QUERER EM POESIA
Eu queria... sim eu queria! Queria fazer uma poesia que furasse o oco do mundo, rompesse as locas de pedras, mergulhasse numa lagoa e se estufasse em busca de um rio, e só parasse de furar o bucho do mundo quando chegasse lá no ultimo mar de não sei onde. Lá, ela acalmaria o cais de vários portos, enxugaria as lágrimas daquelas que amam os Homens vestidos de branco e que em troco de alguns trocados trocam suas experiências deitando-se em vários corpos. A minha poesia entraria nas sinagogas e ensinava aos escribas falantes o verdadeiro amor que o poder de uma palavra tem, sem crucificar em nome de Cristo, uma humanidade que anseia por uma benção de paz. Adentraria nas mansões e expulsaria de lá os vícios da soberba, da prepotência e da arrogância, convertida em práticas de luxurias. Invadiria prisões e libertava os guardas das suas obrigações carcerárias, onde eles por um gesto de irmandade soltariam todos os encarcerados escravos de uma pena maior do que a merecida, imposta por um juiz que nem a vida dele mesmo é tão justa que não mereça também um castigo punitivo pelos seus atos falhos no escrutínio dos seus aposentos. A minha poesia sobrevoaria as igrejas e ensinaria aos padres, bispos, pastores freiras e papas, o real significado do PAI NOSSO QUE ESTÁS NO CÉU. Assinaria (não com a rubra tinta do sangue de inocentes em campos de batalha, mas com o branco da paz), um tratado que amenizasse do mundo tudo a culpa ou a condenação por tudo aquilo que não condiz com o bom viver de um ser humano que guarda e professa a sua fé no Deus criador. Depois ela voltaria para mim, em forma de risos, desenhados de linhos flutuantes em cores azuis, anunciando que a paz no mundo foi consolidada e que os homens de boa vontade agora só falam e cantam munidos de muito amor e paz em vossos corações. Eu queria... sim eu queria! Eu queria que a minha poesia fosse o balsamo benigno que furasse de amor os corações de todas criaturas da terra... (de todos e de todas as criaturas da terra), até ver de perto como uma borboleta beija seu próprio casulo anunciando a chegada de mais uma vida para enfeitar o mundo de um colorido admirável.
Eu queria... sim eu queria! era só o que eu queria. Que a vida me provasse com amor, como é bonito rico e possível vencer e eliminar o ódio dos corações que foram manchados por coisas tão banais. Carlos Silva.