Carlos Silva

Carlos Silva

n. 1963 BR BR

O Músico, poeta cantor e compositor CARLOS SILVA, segue a trajetória de cantadores utilizando o canto falado em seus shows, palestras e apresentações em unidades de ensino fundamental e superior.

n. 1963-04-14, São Paulo

Perfil
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O TAPETE DE DEUS


A natureza é um manto costurado pelas mãos de Deus, para enfeitar o jardim da criação.
O Homem, (também criado por Deus), seria a peça chave designado para CUIDAR e proteger com toda sua dedicação, a esse vasto tapete ornado de cores tantas em sua vegetação sublime, onde várias vidas por aqui habitada.
Fauna e flora, rios e cachoeiras abundantes riquezas minerais, vegetais e o animal do homem, nao entendeu que ele estava ali para cuidar de Tudo, e principalmente dos outros animais, estes chamados de irracionais.
Mas o homem, movido pela desobediência e ambição percebeu que desmaiando a mata e matando os animais, tornar-se-ia rico, abastado e poderoso.
Deus? NAO! Deus nao faria mais parte das suas ações, e nao seria mais necessário obedece-lo.
Assim, com o avanço do tempo, foram sumindo árvores frondosas, pássaros raros, rios e cachoeiras conheceram o mercúrio com o poder das bombas que rasgavam a terra e nos leitos dos rios procuravam pedras que brilhassem, e que muito valor tivesse no mercado.
Brancos arrogantes, faziam fortunas no mercado negro.
Negro, porque negro se eram os brancos que de forma desumana tingia de várias cores o jardim que Deus plantara e a este entregara sob recomendações de cuidados?

Araucárias, jequitibás, sucupiras, mognos, Cedros, aroeira, até onde a Lei (amparada numa justiça que se diz cega) ajudou destruir tantas madeiras de lei?
De quem é a terra? De Deus e dos bichos, mas o homem aprendeu fazer arame, cercou o quanto quis, queimou o resto, e tem por seu o que nunca lhe pertenceu.
DEUS? NÃO! No mundo quase destruido pelo homem, eles dizem que o Criador de tudo, nao é mais dono de nada.
Assim pensam eles. Deixe-mo-los que assim pensem, pois hão de prestar contas de tudo e por tudo, no momento que se fizer necessário.
Mas isso, só o dono de todo esse tapete, saberá agir no justo momento, onde nao mais cairá em vão uma árvore e nenhuma vida mais será ceifada.

Carlos Silva..
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Biografia
O Músico, poeta cantor e compositor CARLOS SILVA, segue a trajetória de cantadores utilizando o canto falado em seus shows, palestras e apresentações em unidades de ensino fundamental e superior. Criado entre as cidades de Nova Soure, e posteriormente em Itamira município de Aporá, a 180 Kms de Salvador, o musico carrega em sua bagagem o aprendizado colhido no meio de feira do interior baiano. Casado com Sandra Regina, tem 05 filhos e está aguardando o primeiro neto.Em 1981, participa de uma banda musical em Itamira(Ba) TRANZA A QUATRO, numa mescla de repertorio que variava de Beatles a Luiz Gonzaga, onde dá os seus primeiros passos como instrumentista (baterista da banda) ao lado de Hélio Dantas, Zé Milton E Carlinhos. Retorna a São Paulo, em 1982 e começa trabalhar em siderúrgica e deixa um pouco a carreira de lado. Em 1997, Conhece o Maestro Vidal França e produz o primeiro demo um ano depois: O CANTO DO MEU CANTO, que conta com a participação da cantora e compositora Mazé e de Zé de Riba. Tocam na noite paulistana na região do bixiga, onde Carlos Silva, inserido no mundo artístico por Vidal França trava conhecimento com boêmios onde forma mais tarde muitas parcerias musicais. A musica de trabalho do cd era LEMBRANÇAS DE MATO GROSSO DO SUL. Um passeio cultural pelas cidades do Ms, enaltecendo a riqueza pantaneira daquele estado. Em 2000 lança um outro single: NASCEU NA BAHIA O BRASIL, por ocasião dos 500 anos do Brasil. Em 2001, produz um cd experimental regravando essas obras já lançadas, com o titulo: ABRA OS OLHOS. Em 2003 sob a produção de Ney Barbosa compositor da Chapada diamantina da cidade Rui Barbosa na Bahia, entra em studio e com o selo da JBS grava o cd: RETRATANDO. Participa de vários programas de rádio na capital Paulista, São Paulo Capital Nordeste com o pesquisador paraibano Assis Angelo e na Radio Atual com Malu Scruz. Varias Rádios comunitárias e Tvs, recebiam a arte cantada de Carlos Silva, que de mochila recheada de Cds, percorria o Brasil divulgando a sua arte de cantar e agora atribuía á sua carreira, poesias em forma de literatura de cordéis. 2003, foi o ano que conheceu a coperifa e o poeta Sergio Vaz que o convidara a participar do projeto na Zona Sul de São Paulo. Fez programas de televisão como Tv Cultura, Rede Record e rede globo, Tv Alterosa em Minas Gerais. Carlos Silva dedicando-se á literatura, é convidado a participar da antologia poética O RASTILHO DA POLVORA e de um cd de poesias da coperifa, produzidos pelo Itau cultural em São Paulo. Viaja pelo Brasil pelos Estados de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, segue pelo Nordeste, Bahia, Pernambuco e Paraíba, agora amparado pelos cds e cordéis produzidos sempre de forma independente. 2008 Lança o mais recente trabalho fonográfico: O BRASIL EM VERSOS CANTADOS, que traz algumas parcerias com os seguintes colegas: Moreira de Acopiara, Chico Galvão, Joilson Kariri e Nato Barbosa.Morou por quase dois anos na cidade de Ilheus onde aproveitou bem essa passagem pelo sul da bahia e divulgou em Itabuna, Vitoria da Conquista a sua modalidade do canto falado. Seus principais parceiros musicais: Sandra Regina, Vidal França, Zé de Riba, Mazé Pinheiro, Lupe Albano, Karina França, Rhayfer (Raimundo Ferreira) Batista Santos, Ney Barbosa, Edinho Oliveira, Cida Lobo, Edmilson Costa, Paulo de Tarso Marcos Tchitcho e Nininho de Uauá.Forrozeando, o artista percorre a região nordeste, apresentando o seu trabalho em feiras culturais, dividindo os palcos da vida com artistas como: Azulão baiano, Zé Araujo, Cecé, Asa Filho, Antonio Barreto, Franklim Maxado, Kitute de Licinho e um punhado de gente bôa. As musicas são um filme para se ouvir, e cada frase, é um pedaço de poesia rebuscada na cultura popular e no solo sertânico chamado Brasil. Seus projetos futuros: Um novo cd, misturando versos e cantigas, o livro Poemas Versos e Canções, e muitos livretos de cordéis que pretende lançar a cada mês, para apresentação nas feiras culturais e colégios, bibliotecas e outros espaços culturais. CORDÉIS

Poemas

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Caminhar é preciso



Andante buscando o rumo, pisando em estrelas de sonhos de lidas e pó.
Pó cintilante carrega o e espargos no corpo, a vontade desse infindo caminhar em busca de mim, sempre em torno do meu eu, que jamais me deixa.
Um eu que me segue, me acompanha, me acalma e me socorre, me corrigi o caminhar, mas não me censura e nem me trava os meus certeiros passos, por compreender que o meu caminhar é preciso.
Envolto em meus pensares, tornei-me translúcido na certeza que um foco de razões me atravesse o corpo; que por vezes mostra-se exaurido, mas ergue-se pela certeza em memorizar que caminhar é preciso sim, pois o futuro não está onde já caminhei mas sim onde ainda irei caminhar.
Para trás, nem lembranças deixei para que estas não me inspirem a voltar.
Assim, como o navegar, o caminhar também é preciso.

Carlos Silva.
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79 CIDADES DO MS

VAMOS CONHECER AS 79 CIDADES DO ESTADO DO MATO GROSSO DO SUL.

Campo Grande, Dourados, Três Lagoas.
Corumbá, Ponta Porã, Maracaju.
Sidrolândia, Naviraí, Nova Andradina
Amambai, Rio Brilhante e digo a tu
Coxim, Carapó e Miranda São as belezas, do Mato Grosso do Sul.

Jardim, São Gabriel do Oeste Anastácio
Aparecida do Taboado e Bela Vista
Ribas do Rio Pardo Chapadão do Sul
Terras de sonhos de amor e de conquista
Itaporã Ivinhema e Ladário Tanta riqueza na visão de um cordelista.

Bataguassu Cassilândia e bonito
Itaquiraí e Terenos quanta riqueza
Nova Alvorada do Sul Costa Rica
Cada pedaço de chão é Realeza
Rio Verde de Mato Grosso Fátima do Sul
Mundo Novo por aqui beleza.

Sonora, Porto Murtinho Iguatemi
Coronel Sapucaia Agua clara e também
Nioaque Camapuã e Paranhos
Deodápolis e Eldorado logo vem
Brasilândia Aral Moreira Batayporã Tacuru
São Lembranças que na minha mente tem.

Dois irmãos do Buriti e Sete Quedas
Angélica e Guia Lopes da Laguna
Glória de Dourados a Anaurilândia Antônio João Muitos Rios para passeios de escuna
Japorã Bodoquena Pedro Gomes
Um paraíso Pantaneiro só falta Duna.

Santa Rita do Rio Pardo Inocência
Laguna carapã Jaraguari e Bandeirantes
Juti, Selviria Vicentina e caracol
Douradina, Corguinho e Rochedo, interessantes Paraíso das Águas Alcinópolis e Rio Negro Novo Horizonte do Sul e Jateí são fascinantes.

Taquaruçu Ribeirão Aqui termina
Inspiração por Deus abençoada
O estado do Mato Grosso eu amo tanto
Cada pedaço dessa terra tão amada
79 cidades aqui eu citei
Para que fique no cordel bem registrada.

Carlos Silva.
Poeta, cantor e compositor (Autor da musica) *LEMBRANCAS DO MATO GROSSO DO SUL*
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A FAUNA A FLORA E O FOGO.



O pantanal virou quintal da Amazônia.
A triste realidade visível é que agora, é ali que arde em Chamas os descuidos de um país que não se interessa pelas vidas verdes que na terra habitam.

Muitos não percebem (OU FINGEM NAO PERCEBER) que de uma formiga a uma onça pintada, de um tamanduá a um jacaré, todos estão expostos a extinção pelo fogo que mata a fauna, e sufoca a flora

Tenho muito medo que em pouco tempo, sejamos cinzas, e que nossos corpos talvez venham sentir o que a nossa riqueza vegetal e mineral sentiram numa consumação ardente, que aos olhos do mundo cresce em cada ato irresponsável cometido pelo homem.

O tríplice F, (FAUNA, FLORA E FOGO) estão paralelamente ligados.
A cada instante, alguém aperta o dispositivo evocando as chamas para cumprir o seu desastroso papel.
Culpados? Não há. Nunca há um só culpado.
Eles também fazem parte de uma outra existência que todos conhecem, pois são chamados de TRIPLO I ou seja: São Invisíveis, Intocáveis e Irrepreensiveis.

Enquanto isso, o verde chora suas vidas ceifadas.

Carlos Silva
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PÁSSARO ERRANTE

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SOU DE ONDE CHEGO


Sempre lutei pela vida e com a vida.
Por Deus, sempre me senti com a certeza da sua proteção.
Por vezes tantas, errei caminhos, mas nunca confiei em atalhos, pois quem desvia do caminho traçado pór Deus, renega as bênçãos que somente Ele prepara para nós.

Não tive pais ricos e nem recebi por heranças algo que tivesse me dado uma posição melhor na vida.
Nunca acreditei naquilo que não me pertence.

Em parentes, destes em nada dependi, exceto (MESMO VIVENDO DISTANTE) o respeito por cada um, torcendo e pedindo a Deus a sua proteção para todos.

A construção ou constituição da minha família, não foi feita na cidade em que fui criado, onde por vezes tantas tentei fixar-me, sem perceber que meu tempo por ali já havia se passado. Tudo muda de forma muito veloz.
A metamorfose da vida, das coisas e até mesmo das pessoas sem que percebamos, altera todo nosso existir.

Aprendi com o tempo a dizer que EU SOU DE ONDE CHEGO e, com a mesma vontade que cheguei, também posso partir sem previo aviso.

Ja amei muitos lugares. Todavia, hoje procuro apenas adaptar-me para viver, sem ter expectativa de vinculos que me prendam.
Sim; Hoje eu sou de onde chego e onde recebam  bem minha familia e eu.

Amigos, os tenho sob um olhar carinhoso. A vida me presenteou com tantos que de alguns ainda sinto saudades e vontade de rever.
Outros porém, metamorfosearam tanto que já não nos cabemos tanto.
A vida exerce o poder de mudanças e temos que estar preparados pra isso e respeitar essas fases transformadoras nós formam nesse mundo como seres suscetíveis a tantas transformações. O que temos que fazer para vivermos em harmonia com tudo isso? Aceitarmos que cada um de nós, somos metamorfosicos É que tudo contribui para um aprendizado diário.

Quero amar a todos, mesmo sabendo que a reciprocidade desse sentir, pode não ter a mesma troca ou cumplicidade.

Paz para todos e que a vida nos faça melhor a cada instante, para que recebemos de Deus (além da sua proteção) o seu sorriso ao saber que estamos bem e muito bem com Ele, conosco e com todos ao nosso redor.

Carlos Silva
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MINHAS LEMBRANÇAS COM O IMORTAL ANTÔNIO TORRES.

MINHAS LEMBRANÇAS COM O IMORTAL, ANTONIO TORRES

As lembranças impulsionaram a vida, e num instante lá estava eu aplaudindo o tão homenageado cidadão, agora acolhido não só pela sua cidade, não só pelo seu estado, mas também por todo o mundo.
De Pilões (Lugar onde dividira suas primeiras vivencias no planeta terra) para o mundo.
Aprendeu recitar uma poesia de Castro Alves, e hoje a declama utilizando o jeito engraçado que empregara nas primeiras visões com o mundo literário, provocando risos e afagos de carinhos pela expressão sincera ao relembrar os tempos idos, da sua querida professora.
Seus olhos ergueram-se para o mundo, e, feito duas Torres altas, avistou a real vida em forma de letras que foram se juntando até leva-lo para a casa de tantas letras fundada por José Maria Machado de Assis.
Hoje, crescido Homem, vestiu um fardão bonito, sorriu, lembrou-se de imediato da ladeira grande que o separava do outro mundo por viver, e bebeu em lembranças, as memorias vividas pelo seu “Velho povo” que para trás ficara.
Podia nessa visão, avistar o junco miudinho escondido num vale tão seu e tão de tantos que ainda hoje por lá vivem.
Lembrou do avô, dos pais, dos irmãos, dos amigos. Lembrou também da sua amiga Sônia entoando em notas sonoras, uma cantiga que ele jamais esquecera.
A ladeira grande, o Junco, o fardão, o numero 23, quantos números passara em sua vida até ali?
O Numero da idade, o numero de anos afastado do torrão, o numero de tantos outros números, agora dava lugar para outro que o acompanhará pelo resto do todo da sua vida.
Quer dividir com todos, os holofotes o descobrem, pra chegar ao numero 23, foram 17 obras espalhadas pelo mundo em tantas línguas.
Não é mais do Junco, é do mundo e para sempre o será, pois agora é imortal. E por onde assentou-se Machado de Assis, Jorge Amado, Zélia Gatai, hoje senta-se com a força de duas Torres, o filho amado do junco Antônio Torres.
O dia 26 de Abril de 2014, fora um marco histórico na cidade que repousa num vale, hoje conhecido por todo o mundo, através da escrita de Antônio Torres.
E lá estava eu na biblioteca que leva o seu nome. A convite de Ronaldo Torres (Seu irmão) fui convidado para participar do almoço. Que honra, que alegria, que momento inesquecível para mim, acomodar Antônio Torres no meu carro junto com Tom Torres e dirigirmo-nos para a casa do amigo e escritor Luiz Eudes.

Na confusão, (levado pela emoção) esqueci da minha amiga Cristiane Alves. Que furo, que Gafe, mas eu tenho certeza que ela entendeu e me perdoará pelo fato. E o que eu teria para conversar com Antônio Torres que fora acomodado no banco da frente?
Mas a conversa surgiu e um fato do momento fora comentado:
No caminho, conversamos sobre a discriminação racial que ainda impera no Brasil, citando o fato do Dançarino DG e o modo como perdera a vida. Segundo uma reportagem que eu assisti um dia antes, o jornalista disse que a ONU afirmou que a policia do Brasil, é a que mais mata no mundo. Que vergonha pro País verde e amarelo, envolto em tanta corrupção, impunidade onde a (des) justiça impera a ponto de nos envergonhar.
Antes do almoço, desembainhei o violão e na sala de entrada da casa do Luiz Eudes, improvisamos uma cantoria, onde Antônio Torres já se encontrava acomodado numa rede, repousando o corpo e a mente.
Dediquei a musica QUE SAUDADES DA PROFESSORINHA para ele, em homenagem á sua professora que o incentivara declamar a poesia de Castro Alves. O povo feliz por compartilhar aquele momento cantava acompanhando as trovas de um cantador.
Jorge Pacora registrando aquele momento com sua câmera de documentarista, e o repórter Egídio do jornal Diário do litoral norte, e também repórter e fotografo de um grande jornal do Estado da Bahia estava por ali cobrindo aquele momento festivo.
Almoço farto, e de muito bom gosto com variações da culinária nordestina, servida por Judite e pela Val e sua irmã. Bom demais sô.
De volta para a cidade, mais uma palestra e dessa vez no Colégio Edgar Santos, o homenageado falou da importância daquele momento e da sua emoção por estar vivendo esse momento.
Cristiane Alves, registrava a tudo e fazia comentários convidando o publico presente a se pronunciar( o que pouco aconteceu). Não... Não tinha nada pra falar, queríamos ouvir Antônio Torres falar sobre suas obras, amigos, infância, junco, ladeira, o velho povo etc...
Eu pensava: Quando será que Sátiro Dias reviverá outro momento assim? Nenhum outro município baiano estava mais feliz do que a velha junco naquele momento.
Ela “Sátiro Dias” fora privilegiada dentre os 417 municípios baianos que agora tem um do seu mais ilustre dos filhos, ocupando a cadeira de numero 23 na Academia Brasileira de Letras.
Final desta palestra a próxima seria as 18:00 horas na Câmara Municipal. Tom Torres, Jorge Pacora e eu, fomos fazer um lanche em frente ao colégio.
Tom perguntou: Você vai pra onde poeta, não quer tomar um banho lá no hotel onde estou? Agradeci e respondi dizendo: Eu vou lá pro centro, no quiosque do Suta ( Ou chuta) tomar um café prosear com ele um pouco.

Fui lá pro quiosque do Suta, tomei um café, entrei no carro, troquei a camisa, botei meu chapéu de couro(Identidade) e as 18:00 horas eu estava lá na Câmara municipal. Casa cheia com a presença de 8 vereadores e o prefeito da cidade, secretários, professores, amigos, parentes e visitantes que queria compartilhar aquele momento solene.
Eu via no semblante das pessoas, a alegria por homenagear aquele Homem que nascera naquela cidade, nascera como eles, em meio a dificuldades no solo seco daquele lugar, mas que agora estava encharcado de alegria e muita satisfação.
O olhar do escritor, varria o ambiente e o brilho do seu olhar carregado de simplicidade, era o da explicita gratidão aquele povo, aquele seu povo, que faz parte do velho povo que lhe mostrara tantas historias gestos e costumes da sua gente.
Vivi um grande dia, presenciando a histórica homenagem, que jamais se apagará da minha mente, e nem da mente de todos aqueles que ali estavam.
Imagino o coração dele pulsando alegria, jorrando felicidades, dando orgulho ao seu povo, sua aldeia (como ele citara fazendo uma referência a Leon Tolstoi).
Ele (Antonio Torres) escreveu sua aldeia e mostrou ao mundo o seu velho e tão querido Junco, hoje mais orgulho para todos que ali habitam.
Eu, que não sou de lá, senti o que é ter orgulho de saber que um imortal se fez ali, bem pertinho de todos nós.
Nas minhas poucas palavras, quero externar o meu agradecimento, a minha alegria, a minha satisfação, a minha gratidão por esta data vivida.
O abraço que dei no Ronaldo Torres( Tom Torres) por conhecermo-nos naquele dia, e dividido historias, foi de grande importância para o meu viver. E ter participado de tudo isso, veio em minha mente a vontade de transcrever tais emoções nessa crônica, que o faço com enorme satisfação.
Reencontrar poetas como Raniere (de Caldas de Cipó), conhecer José Olívio, Abraçar Cristiane Alves, conversar com o Prefeito Pedrito, trocar ideias com Wilson Cruz, ver os livros de Luiz Eudes e a coleção por ele mostrada do Antonio Torres, ter conhecido Jorge Pacora, cantado pra tanta gente bonita e comprometida com a literatura, com a arte, com a musica e com a vida, seria impossível transformar essa emoção que estou guardando aqui na mente e no coração.
Mas uma frase escapa-me aos lábios e posso dizer com o coração aberto: Obrigado a Lagoa das Pombas, Malhada das Pedras, ou simplesmente Junco, que a partir do ano de 1926 fora rebatizada com o nome de Sátiro Dias,e que não importando o nome, trás o nome de Antonio Torres, seu filho tão amado e imortal.
159

Minha vida virtual

Minha vida virtual
Carlos Silva

Na base do “Control C”
Eu vivo a copiar
Já não sei me expressar
Vou colar no “Control V”
Eu sou franco a você
Que isso me compromete
Mas aos outros não compete
Se estou certo ou errado
Voltei a ser um desletrado
Por conta da Internet

São dois esses ou é C cedilha?
Eu não sei mais escrever
Vou ter que reaprender
Reestudar a cartilha
No Excel minha planilha
A soma me compromete
Meu PC deu um Reset
Deu erro no resultado
Voltei a ser um desletrado
Por conta da internet

Cebola salsa seringa
Passeio passo passado
Maço macio amassado
Marrenta marreta moringa
Resto restinho e restinga
Tesouro testa tiete
Caniço coçar canivete
Pra escrever tenha cuidado
Voltei a ser um desletrado
Por conta da internet

Açougue açude aguada
Peço no preço desconto
Tontice é coisa de tonto
Um torto torando a tourada
Apressa passando a passada
O teclado tecendo compete
O dedo passeia e remete
Tentando novo aprendizado
Voltei a ser um desletrado
Por conta da internet

Com X ou com CH
Enxoval encher enxada
Desfechar porta fechada
Sendo aqui ou acolá
Pra li pra lá ou pra cá
Verbo averbado ou verbete
Paz faisão ou toilete
O tema é complicado
Voltei a ser um desletrado
Por conta da internet

Exceto ou exceção
Espoleta e excremento
Esmeralda experimento
Espaço estrondo explosão
Enxada enxofre expropriação
Entorse entorta intromete
Exploração ou omelete
Cada palavra um dobrado
Voltei a ser um desletrado
Por conta da internet

Eu uso abreviaturas
Para me comunicar
BLZ pra confirmar
Mudo as nomenclaturas
Desrespeito estruturas
Onde a leitura compromete
Pois a mim já não compete
Viver desinformatizado
Voltei a ser um desletrado
Por conta da internet

O linguajar atual
Perdeu de vez o sentido
Eu deixei de ser sabido
Por tanto erro virtual
Mouse e teclado são um mal
Que o nosso viver acomete
Quem não souber não compete
Fica fora do mercado
Voltei a ser um desletrado
Por conta da internet

Já escrevem sem acento
Não fazem pontuação
A gramaticalização
Não ensina a contento
O pobre do elemento
Tanto erro já comete
Na vida leva bufete
Torna-se ignorado
Voltei a ser um desletrado
Por conta da internet

A minha memoria RAM
Virou sapo de lagoa
Pronuncia ficou atoa
Acordo pela manhã
Juízo meio tantan
Já gritei pra Risonete
Quer me deletar delete
Mas não vou ficar calado
Voltei a ser um desletrado
Por conta da internet

Shift Wake Power Sleep
Page up Page down
No teclado é normal
Parece língua de hippie
Ou cabra que pega gripe
Quando a friagem acomete
E a palavra se repete
Torto e desaprumado
Voltei a ser um desletrado
Por conta da internet

Vou encerrar o meu texto
Sem muita abreviação
Isso já nem cabe não
Fica fora do contexto
Eu invento um pretexto
Chega o juízo derrete
Invento um novo verbete
Pra não ficar isolado
Voltei a ser um desletrado
Por conta da internet.
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PÓS PANDEMIA, JA?


Portas se abriram, pessoas circulam livres e irresponsavelmente pelas vias principais.
As barreiras foram desativadas e já se fazem visíveis aglomerações, onde tudo ja está normal no novo normal.

Alguns gananciosos EM CAMPANHAS, correm exageradamente para garantir o seu quinhão lucrativo apertando mãos e ignorando os cuidados basicos para evitar a proliferação epidemica.

Máscaras, álcool em gel, lavagens excessivas das mãos várias vezes ao dia, reclusão em casa, "PUTO DA VIDA POR FICAR PRESO" impossibilitado de exercer minhas funções de músico, poeta, palestrante em escolas, sentindo a falta do público, a falta de abraço, de aperto de mãos, da paga pelos serviços prestados.

Passei por tudo isso fazendo sacrifícios nunca antes imaginado, pra assegurar proteção e saúde a minha família e a quem circular por perto de mim.

A todo instante, jornais SENSACIONALISTAS TORCENDO POR MAIS VALAS ABERTAS traziam as sua informações atraves dos "telefones moveis"sobre mortes e mais mortes e muito mais mortes que eram atualizadas e contabilizadas as perdas de entes que (mesmo sem conhece-los) faziam doer em cada um daqueles que lutaram para preservar a sua família e tantos outros, tomando os necessários cuidados para evitar a contaminação.

Suportei as dificuldades em nao ter ônibus intermunicipais ou interestaduais e vi o povo do meu país e do mundo, refém de um vírus mortal e mutante que a cada instante vem se multiplicando e ceifando tantas vidas.
Só aqui no Brasil foram contabilizadas mais de 120 mil mortes.
Agora, após todo esse cuidado, privação, reclusão e insuportável sacrifício, sou surpreendido por uma gana de irresponsáveis que acham que já descobriram (nao só a cura, mas) o extermínio do vírus, pois estão nas ruas, agrupando-se gastando inutilmente em bebedeiras o auxílio do governo.

O país está se esfacelando (Já afirmaram isso alguns entendidos).
Como digo na música composta em parceria com Helio Braz: E AGORA JOAO?
Quem quiser pesquise lá no YouTube e vejam esse nosso trabalho.

PENSEM: Ainda não temos vacina e se por acaso, formos acometidos por uma nova ação desse vírus o estrago será desastroso. E o maior culpado disso quem é?

Se tiver algo interessante para contribuir com essa postagem comente. Caso contrário, nao perca seu tempo em ler.


Carlos Silva
06.09.2020
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SEGUINDO OS MEUS MUNDOS


Os meus pesados passos marcaram nas pedras de fogo toda minha trajetoria por onde eu deveria firmar o meu caminhar, e as luzes do tempo marcando em compassos lentos e brilhantes cada passagem da minha vida, como se exercendo assim o poder da escolha de uma direção, na rota, ou no traçado insistente desse meu prosseguir.
Vidas em lutas calcadas em solos duros, de pedras insensíveis que por vezes fizeram-me tombar, por não respeita-las como deveria.Mas estas mesmas pedras, serviram-me de apoio para saber levantar.
Passos lentos agora pisam seguros e com extrema macies como se em cada pé, existisse uma bussola. Não, eu não mais cairei pois firme estou a traçar a minha jornada a qual sabiamente o destino fê-la surgir em minha direção.
Meu horizonte, eu já o avistei. Uma aguia sobrevoando a minha determinação do caminhar, mostrou-me com graça através da leveza do seu võo, por onde eu deveria direcionar cada passo milimetricamente dado nessa busca por mim mesmo.
A emissão do som que ecoava em todo trajeto, servia de confirmação a me dizer: SIGA, EU ESTAREI AQUI A TE GUIAR.
No imaginário somos assim, capazes de ver, ouvir, sentir coisas que somente a dotação de um coração puro, pode nos fazer perceber.
As pedras por onde passei, serviram-me de base para lapidar o meu coração, torna-lo mais manso, compreensivo, aceitável, faze-lo sentir que a vitoria até pode acontecer, mas a luta, temos a certeza de trava-la a todo instante como um teste de capacidade para recebermos (OU NÃO) conquistarmos os louros do triunfo nesse longo e tão belo caminhar.
Percebi que minhas lutas eram comigo mesmo, as minhas indisposições eram construidas por mim e os meus desafetos eu mesmo os alimentava.Precisei ficar sozinho, lamber feridas, desprender-me, para juntar uma multidão de pensamentos em mim e respeitar-me como um ser comum, pois somente assim, teria a capacidade a inteligencia e a oportunidade de entender e aceitar os outros como de fato os são.
Cada pedra não é um tropeço, é um marco direcional que nos ensina caminhar com sapiencia da lentidão, respeitando os nossos limites e aceitando as barreiras que os caminhos preparam para nós. Não como forma de impedimento, mas como teste para sabermos ultrapassa-los e seguir confiante de que o futuro, ele sempre estará lá adiante. Quando lá chegarmos(seja lá qual for o objetivo) ele deixará de ser o futuro, pois mais adiante teremos caminhos para percorrer e enquanto não nos acharmos, feito peregrinos, nunca deveremos deixar de caminhar.
Vêdes os andarilhos de beira de estradas? Eles seguem, acreditando que cada passo, (além de necessário) é um impulso para a teima do prosseguir.
Qual a direção? Não importa, somente ele poderá saber onde pretende chegar, todavia, eu, continuarei seguindo os meus mundos.
Carlos Silva BAHIA - BRASIL.
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*RETRATOS DE UMA LEMBRANÇA*



A vida é assim.
Já se foram algumas pessoas que fizeram ( E de uma certa forma fazem e/ou farao) parte da nossa existência. Lembro aqui de Iran, Preto J, Pezao, Pilar, é mais recente a nossa tão doce e sorridente Dora. Daqui algum tempo, vou eu também.
Ficarão apenas as marcas dos passos dados em prol do fazer alguém feliz, ou de uma humanidade que precisa sorrir com a arte que a estas lhes oferecemos.

Mas, como tudo na vida, a lembrança esquecerá e viraremos apenas uma saudade momentânea.
Estaremos numa música, numa poesia, num perfume, num fim de tarde chuvoso ou numa manhã de sol, numa dança, num abraço, num aperto de mão, numa forma especial de dizer um olá ou um tchau.
Existirão várias formas de sermos lembrados.
Todavia, tal qual uma foto num álbum de recordações, Iremos amarelando até desbotar de vez e nossa imagem irá sumindo, sumindo, sumindo...
Outras pessoas virão e com a mesma graça que tínhamos, irá entreter a outros com as mesmas risadas ou com o jeito despojado, alegre, solto e feliz que a todos nos mostravamos em cada encontro proposital ou casual.

Assim é o ciclo do nosso (Tão curto) existir, que cumpre esse rotativo papel de nos ensinar que: Nada é eterno, nem mesmo a saudade que tanto nos faz recordar a falta que faz, a falta da pessoa que tanta falta nos faz.

A todos os que já foram, muito obrigado pelo seu compartilhar humano em nossas vidas. Creiam, nao fora em vão os momentos que a vida nos ajudou partilhar.

Com amor e boas recordações, aqui jazem varias imortais lembranças.
Quer saber? Estamos sim, com muitas saudades.

Carlos Silva
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Comentários (1)

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Carlos Silva

Gostaria de poder acrescentar mais poesias, mas perdi senha e não sei mais como entrar.