Carlos Silva

Carlos Silva

n. 1963 BR BR

O Músico, poeta cantor e compositor CARLOS SILVA, segue a trajetória de cantadores utilizando o canto falado em seus shows, palestras e apresentações em unidades de ensino fundamental e superior.

n. 1963-04-14, São Paulo

Perfil
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O TAPETE DE DEUS


A natureza é um manto costurado pelas mãos de Deus, para enfeitar o jardim da criação.
O Homem, (também criado por Deus), seria a peça chave designado para CUIDAR e proteger com toda sua dedicação, a esse vasto tapete ornado de cores tantas em sua vegetação sublime, onde várias vidas por aqui habitada.
Fauna e flora, rios e cachoeiras abundantes riquezas minerais, vegetais e o animal do homem, nao entendeu que ele estava ali para cuidar de Tudo, e principalmente dos outros animais, estes chamados de irracionais.
Mas o homem, movido pela desobediência e ambição percebeu que desmaiando a mata e matando os animais, tornar-se-ia rico, abastado e poderoso.
Deus? NAO! Deus nao faria mais parte das suas ações, e nao seria mais necessário obedece-lo.
Assim, com o avanço do tempo, foram sumindo árvores frondosas, pássaros raros, rios e cachoeiras conheceram o mercúrio com o poder das bombas que rasgavam a terra e nos leitos dos rios procuravam pedras que brilhassem, e que muito valor tivesse no mercado.
Brancos arrogantes, faziam fortunas no mercado negro.
Negro, porque negro se eram os brancos que de forma desumana tingia de várias cores o jardim que Deus plantara e a este entregara sob recomendações de cuidados?

Araucárias, jequitibás, sucupiras, mognos, Cedros, aroeira, até onde a Lei (amparada numa justiça que se diz cega) ajudou destruir tantas madeiras de lei?
De quem é a terra? De Deus e dos bichos, mas o homem aprendeu fazer arame, cercou o quanto quis, queimou o resto, e tem por seu o que nunca lhe pertenceu.
DEUS? NÃO! No mundo quase destruido pelo homem, eles dizem que o Criador de tudo, nao é mais dono de nada.
Assim pensam eles. Deixe-mo-los que assim pensem, pois hão de prestar contas de tudo e por tudo, no momento que se fizer necessário.
Mas isso, só o dono de todo esse tapete, saberá agir no justo momento, onde nao mais cairá em vão uma árvore e nenhuma vida mais será ceifada.

Carlos Silva..
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Biografia
O Músico, poeta cantor e compositor CARLOS SILVA, segue a trajetória de cantadores utilizando o canto falado em seus shows, palestras e apresentações em unidades de ensino fundamental e superior. Criado entre as cidades de Nova Soure, e posteriormente em Itamira município de Aporá, a 180 Kms de Salvador, o musico carrega em sua bagagem o aprendizado colhido no meio de feira do interior baiano. Casado com Sandra Regina, tem 05 filhos e está aguardando o primeiro neto.Em 1981, participa de uma banda musical em Itamira(Ba) TRANZA A QUATRO, numa mescla de repertorio que variava de Beatles a Luiz Gonzaga, onde dá os seus primeiros passos como instrumentista (baterista da banda) ao lado de Hélio Dantas, Zé Milton E Carlinhos. Retorna a São Paulo, em 1982 e começa trabalhar em siderúrgica e deixa um pouco a carreira de lado. Em 1997, Conhece o Maestro Vidal França e produz o primeiro demo um ano depois: O CANTO DO MEU CANTO, que conta com a participação da cantora e compositora Mazé e de Zé de Riba. Tocam na noite paulistana na região do bixiga, onde Carlos Silva, inserido no mundo artístico por Vidal França trava conhecimento com boêmios onde forma mais tarde muitas parcerias musicais. A musica de trabalho do cd era LEMBRANÇAS DE MATO GROSSO DO SUL. Um passeio cultural pelas cidades do Ms, enaltecendo a riqueza pantaneira daquele estado. Em 2000 lança um outro single: NASCEU NA BAHIA O BRASIL, por ocasião dos 500 anos do Brasil. Em 2001, produz um cd experimental regravando essas obras já lançadas, com o titulo: ABRA OS OLHOS. Em 2003 sob a produção de Ney Barbosa compositor da Chapada diamantina da cidade Rui Barbosa na Bahia, entra em studio e com o selo da JBS grava o cd: RETRATANDO. Participa de vários programas de rádio na capital Paulista, São Paulo Capital Nordeste com o pesquisador paraibano Assis Angelo e na Radio Atual com Malu Scruz. Varias Rádios comunitárias e Tvs, recebiam a arte cantada de Carlos Silva, que de mochila recheada de Cds, percorria o Brasil divulgando a sua arte de cantar e agora atribuía á sua carreira, poesias em forma de literatura de cordéis. 2003, foi o ano que conheceu a coperifa e o poeta Sergio Vaz que o convidara a participar do projeto na Zona Sul de São Paulo. Fez programas de televisão como Tv Cultura, Rede Record e rede globo, Tv Alterosa em Minas Gerais. Carlos Silva dedicando-se á literatura, é convidado a participar da antologia poética O RASTILHO DA POLVORA e de um cd de poesias da coperifa, produzidos pelo Itau cultural em São Paulo. Viaja pelo Brasil pelos Estados de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, segue pelo Nordeste, Bahia, Pernambuco e Paraíba, agora amparado pelos cds e cordéis produzidos sempre de forma independente. 2008 Lança o mais recente trabalho fonográfico: O BRASIL EM VERSOS CANTADOS, que traz algumas parcerias com os seguintes colegas: Moreira de Acopiara, Chico Galvão, Joilson Kariri e Nato Barbosa.Morou por quase dois anos na cidade de Ilheus onde aproveitou bem essa passagem pelo sul da bahia e divulgou em Itabuna, Vitoria da Conquista a sua modalidade do canto falado. Seus principais parceiros musicais: Sandra Regina, Vidal França, Zé de Riba, Mazé Pinheiro, Lupe Albano, Karina França, Rhayfer (Raimundo Ferreira) Batista Santos, Ney Barbosa, Edinho Oliveira, Cida Lobo, Edmilson Costa, Paulo de Tarso Marcos Tchitcho e Nininho de Uauá.Forrozeando, o artista percorre a região nordeste, apresentando o seu trabalho em feiras culturais, dividindo os palcos da vida com artistas como: Azulão baiano, Zé Araujo, Cecé, Asa Filho, Antonio Barreto, Franklim Maxado, Kitute de Licinho e um punhado de gente bôa. As musicas são um filme para se ouvir, e cada frase, é um pedaço de poesia rebuscada na cultura popular e no solo sertânico chamado Brasil. Seus projetos futuros: Um novo cd, misturando versos e cantigas, o livro Poemas Versos e Canções, e muitos livretos de cordéis que pretende lançar a cada mês, para apresentação nas feiras culturais e colégios, bibliotecas e outros espaços culturais. CORDÉIS

Poemas

79

MEDINDO O TEMPO E A SAUDADE


Meus passos encurtaram o caminhar, meu corpo treme pois sente o peso dos anos acumulados que me fizeram escrever a história do meu prosseguir.
Sinto minha voz reverberar e tambem mudar o tom.
Meus ouvidos também sofreram as ações do tempo, e por vezes faço um esforço enorme para tentar entender o que me dizem.
Chego a ficar nervoso num profundo lamento de incapacidade de socialização.
Minhas vistas turvam as imagens e sempre tropeço por nao enxergar direito.
Hoje, contemplo a lentidão do caminhar amparado por moletas que nunca imaginei destas fazer uso.
Meu filho entra no meu quarto e me chamou: Pai.
Porque nao está lá fora com a gente?
Olhei para ele com a ternura de sempre e lhe respondi com voz embargada:
Não quero dar trabalho mais do que já dou meu filho.
Olhei em seu rosto, com um certo lamento, e vi seus labios tremendo ao mesmo tempo que dos seus olhos brotaram lágrimas.

Ele me abraçou e disse: Ô meu pai, meu velho querido e amado pai, mais trabalho eu te dei na vida e o Senhor nunca reclamou meu velho!.
Agora choravamos juntos, para dividir os nossos sentimentos, como a dizer e comprovar em gesto (como aquele que ali acontecia), que sempre foi assim e sempre seria até o fim do meu viver.
Meu filho disse em soluços: Eu te amo meu pai, meu velho querido. Você sempre foi e será o melhor amigo que Deus me deu na vida.
Você é o meu maior orgulho pai. Nesse momento, eu senti uma saudade enorme de lhe pegar no colo, joga-lo para cima e apara-lo vendo o seu largo sorriso e sua confiança que eu o seguraria. Eu o abracei tao forte que se naquele instante eu me despedisse da vida, faria satisfeito a minha passagem pois estaria amparado nos braços do meu filho.
Ele me olha e diz: Pai, muito obrigado por tudo que você fez pra cuidar de mim, da mãe e dos meus irmãos.
As tuas lições meu velho, ficarão comigo por onde eu for. E se eu conseguir ser para os meus filhos a metade do que você foi pra mim, terei conseguido ser um excelente pai para eles, pois a base de tudo foi você meu pai. Meu espelho, meu norte minha bússola de vida.
Nesse momento, meus olhos eram rios de corredeiras felizes e eu agradeci a Deus por estar ali vivendo tudo aquilo, e um filme colorido exibindo bela história, passava em minha mente, e foi ali que eu pude ver imaginar e sentir sorrindo pra mim, a figura do meu pai.
Nisso, entra meu netinho correndo e diz: Vovô vamos lá pra fora, o seu amigo sol ta lhe esperando.
Eu lhe abracei com tanto carinho e ele perguntou: Por que você está chorando vovô e o papai também? Foi meu filho quem lhe respondeu:
Porque o amor, de tão grande que ele é, por vezes, nos faz chorar de alegria, de saudade e de muitas lembranças boas. Né pai?
Sim meu filho, o amor é o maior sentimento que Deus nos presenteia, para nunca esquecermos que Ele é um pai de bondade sem fim.

Tá bom vô. Agora vamos todos la pra fora pois o dia está muito bonito.

Mas antes de sairmos daqui, vamos nos dar um abraço.
Abracamo-nos e eu lhes disse: Vão indo!, eu irei em seguida.
Eles saíram, eu me ajoelhei com certa dificuldade, para agradecer a Deus pelo privilégio de ter sido o reflexo do espelho do meu pai, hoje no rosto dos meus filhos.
Gratidão, também é um gesto de um grande amor

Carlos Silva
135

A MINHA POESIA É PRETA


Quero Solanizar meu canto
e quando o trem anunciar que tem gente com fome
alimenta-las-ei com os meus versos, inspirados na força negra do seu dizer.
SE TEM GENTE COM FOME; DAI DE COMER.

Dormirei no quarto de Despejo
que me fora cedido por Carolina Maria de Jesus, onde lerei seus rabiscos que nao foram publicados.
Preciso entender a vida
para melhor dizer ás coisas que faça o povo sonhar com a liberdade além pele.
Valei-me meu querido São José... do Patrocínio.
"Eu não te ordeno, te peco", com a mesma pureza que teve Maria Firmina dos Reis, rogai pela poesia, que ao mundo todo alimentou desde o início do seu existir.

Sou eu também que grito em PROTESTO a lhe dizer: Sou eu meus irmãos, que ao lembrar dos meus avós, ainda sinto o brado de um outro Carlos, como se fizesse em versos, um tributo a Carlos Assumpção, e assim o faço, para que a sua obra tão rica circunde e nos encontre a todos..
Sim! Sim Senhoras e senhores, a minha poesia é preta.

Carlos Silva.
97

UM DIA, O TEMPO JÁ FOI TODO MEU


Um dia, eu tive um Pai zeloso, uma mãe carinhosa, irmãos biológicos e de criação ao meu lado.

Eu tinha uma casa que vivia cheia de gente, da família e de visitantes.
Eu tinha tios e primos, amigos...
Meu Deus, quantos amigos eu tive!
Falávamos as mesmas linguas:
A língua da criança inocente, birrenta e até mal criada, a língua do adolescente envolto em suas revoltas inexplicáveis mas que eram necessárias e inevitáveis para a formação e aprendizado de vida.

Eu entrava em muitas casas sem ser convidado pois éramos todos conhecidos.
Mas o tempo foi passando e a linguagem adulta foi se dissipando na névoa das transformações dos seres, a ponto de nao nos entendermos como antes, pois o diálogo mudara o teor e nao dava mais para traduzir as nossas línguas. Definitivamente, nao nos entendíamos mais.

Bati asas e voei em busca de outros espaços, mas um dia voltei tao esperançoso achando que a mesma inocência das línguas estavam a minha espera.

Nao! Eu nao tinha mais o primor dessa inocência Pois ela somente existia na minha lembrança.
Os meus amigos, nao existiam mais, pois como eu, cresceram, mudaram, ficaram mais sérios.
Alguns deles tão sérios que desaprenderam sorrir, abraçar, perderam o brilho do olhar que nos aproximava e afastaram as suas mãos, recoando-as para que as minhas nao as alcançasse.

Minha casa, nao existia mais, o vazio das lembranças fizeram-me aceitar as perdas e chorei num lamento sozinho temendo mostrar a muitos o tamanho da minha dor.
Os meus pais nao existiam mais, meus irmãos (biológicos e de criação) nao existiam mais. Eu estava ali, mirando o passado e me sufocando nas lembranças em teimosas lágrimas. Senti -me estranho entre tantos que em outrora foram meus conhecidos.
Restaram alguns conhecidos, onde trocamos cumprimentos frios e distantes carregados de um perceptível afastamento e já nao nos identificamos como antes.
Pudera... O tempo mudou ou moldou-nos tanto, que achamos que a nossa (estranheza) seja normal.
Hoje, em muitas casas eu nao entro pois não mais faço parte daquele convívio de outrora, e poucos daqueles amigos tantos que eu tinha, nunca me convidaram para ir até sua morada.
De fato eu nem sei a cor dos seus móveis, a estética da sala ou da sua cozinha.

Creio que há tempos já nos despedimos num tempo passado e tão distante.
Sim, há tempos que já nos despedimos, (apesar de na minha vã insistência em tê-los), como se APENAS PARA MIM, o tempo nunca tivera se passado.

Ainda sinto saudades de todos e de tudo, mas nao posso dividi-la com ninguém.
Conforto-me em saber que: Um dia, o tempo já foi todo meu.

Carlos Silva.
98

O TAPETE DE DEUS


A natureza é um manto costurado pelas mãos de Deus, para enfeitar o jardim da criação.
O Homem, (também criado por Deus), seria a peça chave designado para CUIDAR e proteger com toda sua dedicação, a esse vasto tapete ornado de cores tantas em sua vegetação sublime, onde várias vidas por aqui habitada.
Fauna e flora, rios e cachoeiras abundantes riquezas minerais, vegetais e o animal do homem, nao entendeu que ele estava ali para cuidar de Tudo, e principalmente dos outros animais, estes chamados de irracionais.
Mas o homem, movido pela desobediência e ambição percebeu que desmaiando a mata e matando os animais, tornar-se-ia rico, abastado e poderoso.
Deus? NAO! Deus nao faria mais parte das suas ações, e nao seria mais necessário obedece-lo.
Assim, com o avanço do tempo, foram sumindo árvores frondosas, pássaros raros, rios e cachoeiras conheceram o mercúrio com o poder das bombas que rasgavam a terra e nos leitos dos rios procuravam pedras que brilhassem, e que muito valor tivesse no mercado.
Brancos arrogantes, faziam fortunas no mercado negro.
Negro, porque negro se eram os brancos que de forma desumana tingia de várias cores o jardim que Deus plantara e a este entregara sob recomendações de cuidados?

Araucárias, jequitibás, sucupiras, mognos, Cedros, aroeira, até onde a Lei (amparada numa justiça que se diz cega) ajudou destruir tantas madeiras de lei?
De quem é a terra? De Deus e dos bichos, mas o homem aprendeu fazer arame, cercou o quanto quis, queimou o resto, e tem por seu o que nunca lhe pertenceu.
DEUS? NÃO! No mundo quase destruido pelo homem, eles dizem que o Criador de tudo, nao é mais dono de nada.
Assim pensam eles. Deixe-mo-los que assim pensem, pois hão de prestar contas de tudo e por tudo, no momento que se fizer necessário.
Mas isso, só o dono de todo esse tapete, saberá agir no justo momento, onde nao mais cairá em vão uma árvore e nenhuma vida mais será ceifada.

Carlos Silva..
922

VAGO, VOGO E VOU.

Pois é Vago, vogo e vou
Pois é, vago, vogo e vou.

Por passagens estreitas mal iluminadas cá com meus botões
Nem no sertão, em noite de breu, é escuro assim.

Pois é vago vogo e vou
Pois é, vago, vogo e vou.

Depois de cada passo Trago no peito as marcas dos nós das cordas
que seguravam o navio, que partiu de mar afora, bem no mei da noite

Olho as tiras de carnes dos corações penduradas,
em árvores calcinadas ( e o navi de mar afora)

Mais um trago e sigo o rumo, pois é, vago vogo e vou

É madrugada, hora incerta, mas é madrugada

Inda vou morar sozinho onde as crianças brincam e colhem, flores de aboninas.

Paro aprumo o passo e vou com medo de ser tingido de incarnado pelas costas.
Por entre uns que gritam mãos ao alto: COM VOZES FARDADAS.

Sigo entre carcaças de canhões e cheiro o acridoce dos corpos queimados,
como se fosse borrachas retorcidas.

Fica abaixo das linha dos olhos um pirão de cinzas poeira pólvora e lágrimas duras
Tamarina morena gostosa vou com as marcas dos nós das cordas no peito
Aperto o passo e sigo pois É: Vago vogo e vou



Letra: Chico Canindé,
Musica: Carlos Silva



849

VEM PRO GUETO

Sou da quebrada
Filosofia
Sou doutorado
Psico periferia


Sociedade
é a virtude da cidade
Vou vivendo sem maldade
na luta para vencer

Eu pago um preço,
ser feliz até mereço,
e assim eu enalteço
O lugar que me viu crescer

La na quebrada,
tenho a historia revelada,
reunindo a malocada
para um churras informal


Sou da quebrada
Filosofia
Sou doutorado
Psico periferia

Cola com a gente,
aqui só tem mano decente,
bom de papo e de mente
Só do bem nada de mal

Filosofando,
estudando vou rimando
por ai sigo cantando
construindo minha historia

Sou mais ou manos,
dou um salve faço planos,
sem terror e sem enganos
preservando a memória

Sou da quebrada
Filosofia
Sou doutorado
Psico periferia

Venha somar
Dar rizada, espante a zica,
Mais bonita ainda fica
se voce souber chegar

Traga uma rima
que é a matéria prima,
vem com tudo vem pra cima
A festa vai começar

Perifazendo
perifase abstrata
Jogo o verbo assim na lata
Esse é meu expressar

Sou da quebrada
Filosofia
Sou doutorado
Psico periferia


Letra de RAP - Carlos Silva.
902

UMA TROPA, MUITAS SAUDADES

Justino, Ezequiel Melchiades encilhem as mulas verifiquem as ferraduras, os arreios e as caixas.

A jornada será longa até atravessarmos o rio, aproveitando que as chuvas nao vieram se não, seria impossível seguir viagem.

Assim, dizia o experiente Zaqueu Ferraz com mais de 40 anos de experiência tocando tropas nesses sertões de grandes segredos.
Os mantimentos eram conduzidos por um burro que só carregava as provisões.
Uma manta de carne do sol, toucinho defumado, rapadura, farinha, banha de porco, produtos para limpeza, querosene, um galão com aguardente pra temperar a guela e afastar a secura do pó da estrada.

O responsável pela guarda conservação e preparo das refeições, cabia ao velho Tião. SEBASTIAO HIPOLITO FERRAZ. Primo do velho Zaqueu.

O Nego Tião (como era chamado pelos companheiros) tinha os dons de ser poeta, Violeiro, cantador e bom de versos rimados, que animava os seus leais amigos de tropa.

Foi ele inclusive, quem deu um nome pro grupo: TROPEIROS DO VELHO FERRAZ.

As currutelas já conheciam o grupo, devido as cantorias do animado Tião, que fazendo uso de um berrante dos tempos que participava das comitivas la pras bandas de Miranda no Matogrosso do sul, sempre trazia como peça indispensável e muito importante nas jornadas percorridas. Ezequiel, vez em quando perguntava so pra ver o delirio melodioso da resposta: Nego Tião. -Diga Ezequié!

O que é que um grupo de tropeiros tem a ver com berrante Tiao? Ele soltava uma sonora gaitada e depois dizia com os olhos brilhando de intensa alegria como se revivendo um passado que lhe fora presenteado com tanto carinho: NADA! É só pra matar a saudade e fazer meu coração sorrir mais feliz.

Ao dizer isso, repetia a sonoridade soprante fazendo do seu choroso berrante, uma gaita pra todos ouvirem e saber que o bom Tião e o grupo TROPEIROS DO VELHO FERRAZ, estavam por ali rompendo campinas e desbravando os sertões numa lida secular, no verdadeiro ofício dos tropeiros, grandes contribuintes para o progresso do nosso brasil, mas que hoje (para a tristeza de muitos) já não existem mais.
Em cada currutela daquelas cercanias, existem placas que marcaram essa atividade comercial de esplendoroso valor, guardando em cada vereda, imortais lembrancas de um tempo feliz.

Tem uma que diz:

OS TROPEIROS DO VELHO FERRAZ, UM DIA POUSARAM AQUI.
Noutra mais adiante pode ser lido: O BERRANTE DO NEGO TIÃO, AINDA ECOA NOS SERTÕES E NOS NOSSOS CORAÇÕES.

Toca Nego Tiao, nesse vasto universo de sonhos, o teu berrante para que os anjos possam nos avisar que voce está em paz e dando suas gaitadas pra fazer do ceu, uma estrada de alegrias.
910

UMA CRÔNICA COM REQUINTES DE SAUDADES

O tempo age em nossas vidas, como um guardião, um protetor invisível, um acolhedor, um corretor de nossas atitudes, um memorizador das nossas ações que nos tornam pessoas que com o passar dos anos, começa sentir saudades de tudo aquilo que a sua mente ainda armazena e traz a tona de um recordar. Por mais distante que tenha sido o ocorrido, a mente sempre armazena, as melhores lembranças das nossas vidas.

Assim, sentado num banco da solidão e bebendo as gotas do meu passado insistente em me fazer recordar, fiz uma mente regresso e comecei viajar nessas andanças do meu cérebro que ainda guarda momentos que forçosamente tenta extrair e exteriorizar, para que eu possa transcrever cada partícula de tempo em que vou recordando.

Saudade bate, coração pulsa, alma sente, e a vida me cobra um proceder como se criança eu ainda fosse, ao ver tantas crianças ainda por mim passar, com a leveza desses infanto recordar que hoje mima o meu ser de gente grande almejando ser “minino de calças curtas” a perambular pela vila com os olhares juvenis onde era proibido não ser, não fazer e não se sentir feliz.

Talvez, você nunca em sua vida, tenha ouvido falar da Serra. Da Serra do Aporá, que fica perto de Cajueiro, (Acajutiba) de Barracão, (Rio Real), Mocambo ou Novolinda, (Olindina) da Natuba (Nova Soure) de Sobrado (Aporá) De Dendê, Bomfim, Vila Rica (Crisopolis). Não! Jamais eu poderia condena-lo por isso, afinal, nossos topônimos talvez estejam muito distantes dos teus. Mas saiba que foi por aqui, nessas imediações entre litorais e sertões que eu fui criado e tido como gente vivente para desbravar essas terras. Oriundo sou de outro local onde por lá deixei enterrado meu umbigo como uma identidade, um pertencimento e uma forma de me achar inserido nalgum canto desse imenso país. Talvez, isso nem implique mais em identificar-me lá onde meu umbigo um dia foi enterrado, pois foi daqui que comecei meu primeiro contato com o povo que passou ser meu povo, com a gente que passou a ser a minha gente, e que por este aceito fui e por isso identifico-me até com o seu modo de falar e de fazer a vida ter sentido nesse viver alucinado em busca dos sonhos que nunca se perdem pelo andar desse mundo tão complexo e cheio de descobertas, lembranças, prazeres duvidas, sonhos e até decepções. Na complexidade desse meu discurso em busca de mim mesmo, é que me apresento para que entendam que eu também tive quimeras que hoje as lembranças tangem o meu viver para esses mais remotos encantos da minha vida. Assim, passo a lhes convidar para conhecer um pouco dessa minha Serra, a Serra do Aporá que fica perto de todas as cidades acima citadas, para não ser redundante.

Por favor, queira por gentileza concentrar sua atenção em mais esta narrativa que lhes passo como uma reparação trazida nesse momento pelos deleites das minhas lembranças.

EITA, a idade chegou, o cansaço me veio e a fadiga me alcançou.

Sentado num banco de praça (perto de casa para não me afastar muito) vejo as crianças brincando numa gritaria exagerada como somente elas sabem e podem fazer. Sim, podem. Toda criança pode ter o direito de gritar, extravasar a meninice e ao seu modo ser feliz. Afinal, ser criança, é um curto tempo que passa ligeiro e em nós deixa saudades, ainda que vivamos 100 anos.

Avisto um dos meus netos correndo com seus coleguinhas, e outro que passa na minha frente e feliz grita pra chamar minha atenção: OLHA VOVÔ. Todo orgulhoso em pedalar sua bicicleta.

Meus olhos se enchem de saudades e numa fração de segundos, eu me lembro da bicicleta que papai comprou pra mim e da alegria que eu senti em poder dizer: Eu tenho a minha bicicleta que papai comprou pra mim.
Era pra ir pra escola, pra ir à venda comprar algo pra mamãe, pra dar um recado, pra chamar alguém para ajudar em casa e principalmente para fazer o que o meu neto está fazendo agora: PARA BRINCAR. Preencher o tempo de menino em meio a tantos gritos aproveitando aquela liberdade que só quem é (ou quem já foi) criança sabe o seu significado.

A vida passou, Itamira cresceu o açude que era imenso, diminuiu juntamente com o tanque grande. Quando a gente é criança tudo é grande. O pé da serra era imenso, a ladeira do João Luiz era enorme e atolava carros por lá quando chovia e os tanques transbordavam e as pessoas iam pescar e saiam carregando suas enfieiras de peixes.

Vou tentar Descrever um pouco do meu viver numa vila que me viu crescer, amparado nessa minha meninice ali vivida, mesmo sabendo que a mente, não vai obedecer alguns detalhes que o tempo apagou. Mas deixou alguns lampejos dessas lembranças onde agora passo a fazer a minha narrativa, ou o que sobrou de todo esse meu lembrar.

Existia a praça onde eu morava com minha família, seguindo reto chegávamos à casa de Manezinho e Dona Bemvina que era a mãe de Tinego. O comércio se dividia assim:
Tinha a pensão de Dona Amélia e de Dona Eduarda. A farmácia de Terezinha de Pasquinho, O bar de Manoel de Juca, o Departamento de Correios e Telégrafos (D.C.T) onde minha mãe trabalhava, tinha a loja Santos de Olímpio e o armazém de Guilherme Chaves, (ambos da cidade de Olindina). A loja de Jaldo Mendes (De Inhambupe) as padarias de Seu Zé Batista/Seu Enoque e também a de Noel, a venda de Raimundo do gás, o comércio de Zé do Ouro, a venda de tio Joel, a tenda do Sr. Timóteo, e lá na saída da rua a tenda de “Seu Lalu” (o 10º Prefeito do município) o bar de “Seu” Rozi, a venda de João da Pedra (Pai de Dezinho) a venda de “Seu” Zé da jaqueira (Eram dois irmãos do Retiro), o Bar de Cabo Mário, a cachaçaria de Durval (Pai de Herbert) de Inhambupe, que até hoje mantém o comércio. Na esquina (onde hoje é de João papa, era a venda de Clovis Mendes Vasconcelos). Por ali também tinha o bar de Antônio Vieira (TONHO DE ZÉ VIDA TORTA), a loja de tecidos do Sr. Godofredo Mendes de Souza (O quarto Prefeito), O Sobrado do Finado Mauricio e Dona Julia. No bar que era de Manoel de Juca (Que antes era de Otoniel) foi instalado o primeiro supermercado de Itamira, cujo proprietário era o Daniel (da cidade de Inhambupe).

O beco do mercado (Que por uma insanidade ou falta de conhecimento cultural de preservação de um patrimônio derrubaram para construir uma instalação da prefeitura) que dava acesso, e ainda dá a praça da igreja, onde do lado esquerdo tinha as vendas de Dedézinho do pé da serra e a marcenaria do “Seu” Zé Biita casado com D. Alice do tijuco. No fim da rua (a esquerda) existia uma casa que abrigava a cisterna.

Subindo, sentido a saída para Aporá que hoje se chama Av. Coronel José Simões de Brito (Que até hoje nem sei quem foi, mas carece de um estudo sobre a vida do Homem que empresta o seu nome para uma das principais vias da cidade).

Tinha o armazém do Seu Neném de Pequeno (irmão de Pasquinho) a venda de João de Francisquinha, depois a casa de Paraguai, o comércio do Senhor Cosmo ai vinha à farmácia de Terezinha, - onde fora ali a recepção do casamento de Milton e Esmeralda- A casa de Nezinho de prazer e D. Amélia (Os pais de Zé Renato, ou Zé Tiliba), depois a do Senhor Agenor Mendes de Oliveira 8º Prefeito, (contando com a curta Gestão de Zezito Correia). Seguindo reto iriamos encontrar a casa de Chica Dantas, Tio Lucas, quase em frente à casa de Mané de Zé Santo e Dona Ana (Mãe de Mariazinha, Tais e Louro Som) e seguindo pelo lado esquerdo, a casa de Seu Zuminho e Dona Zefa. (RAPAZINHO DIREITO) era assim que ele chamava meu irmão Raimundo e eu.

E lá adiante a casa de Pedro Bueiro e Dona Martinha, e em seguida a casa e a tenda de ”Seu” Vicente Ferreira, Sinó e toda família, que eu os tinha E TENHO como parte de minha família também, em face de aproximação que tínhamos com eles e com os meninos.

A venda de Ulisses de Cosmo. E do lado esquerdo a casa de Dona Elisa e do lado direito, Dobrava-se ali na esquina que dava acesso a casa do Senhor Pionório, na tão conhecida Rua da Delegacia. Onde vi muitas perversidades acontecer naquela época, com os presos que eram levados para lá. (Por falar nisso, vale ressaltar os nomes dos soldados: Etevaldo, - que vivia maritalmente com Dona Santinha irmã de Tio Sé, e outro por nome Antônio Soldado, que me parece que era da região de Serrinha).
Seguindo até o final, dava acesso ao Caetano (Terras do “Seu” Suta, que posteriormente passa pertencer ao “Seu” Zelito de Celi) que seguindo ia sair lá adiante já perto onde hoje é a casa dos herdeiros do nosso querido ZÉ RIACHÃO – O BRASILEIRO. Dali, seguindo para a direita na bifurcação, ia pro campo de bola (O carecão), mas antes tinha a casa de Seu Mané Felix, passava em frente da casa do “Seu” ZE LAPADA, lá adiante era a casa de “Seu” Chiquinho curador, a casa de Tonho curador, Freboni, Manelinho, Geronisso, Badinho e a esquerda descia pro açude, passava pela casa do “Seu” Marciano, mais adiante, a casa de Domingo futuro, Pedro Cambueiro, “Seu” Bispo até chegar às aguadas.

Na saída da rua (Sentido Inhambupe) primeiro tinha o acesso ao cansa bode (e ainda tem que seguindo por ali vai pra várzea, chapada e por ai afora).

Seguindo pela direita: A casa de Zé Pedro de Negune, Nezinho da Várzea, Dona Vina, (Alguns ranchos de feira) D. Zélia e Mané Dantas. A rua acabava ali.

Mais a esquerda era a saída principal onde hoje é o posto medico (Ao lado da casa de Seu Nestor e Dona Anizia, Mãe de Neuman, Neumize e Neurandi, e mais adiante era o matadouro, onde nas imediações era a casa de Dona Julia (Mãe de Zé de Mauricio, Salvador e Aurélio). Foi ali na casa de Dona Julia, que eu vi chegar o caixão do Sr, Antônio de Mariana, que era proprietário de um caminhão e muito amigo do meu pai, o Sr. Otácilio (PARAIBA).

Lá em cima na saída pelo lado direito era a casa de Chico Surdo e em seguida A malhada de Dona Agda, a casa de Zé Vida Torta e D.Salvelina, E quase em frente, era(E AINDA É) a casa de Totonho e Dona Coité, vizinho de Fraterno e Honorata. Seguindo ainda pelo lado esquerdo, a casa de Dona Mariquinha, João de Pedro a casa da avó de Tizío (Esqueci o nome dela, que era também avó de um sujeito chamado Marivaldo) e o prédio escolar.

Existiam ali quatro entradas para o carrapato: A primeira onde hoje é a casa de Boquinha, a segunda a casa do Finado Teodoro Mendes a terceira após o Prédio, (Vizinho a Zé Caiçara e Dona Moça) em frente à matança de Zé Maia (Pai de Zé Pretinho) a quarta era depois da casa de Seu Zé Pereira, que após a entrada era a casa de Seu Pedrinho e em frente à casa de Seu Do Reis. Passando dessa casa vinha a morada de Bento e Zita (Que eram os pais de Teobaldo, Miudinho, Carminha e tinha uma outra que não recordo o nome). Logo em frente - Colado com seu Pedrinho - morava a finada Caetana e depois era a casa de Zé Maia e Dona Davina, e em seguida era a casa de D.Odete (que era vizinha de Januária de Vitoriano, pai de Marão) e quase em frente morava Pedro Sergipano com a professora Nenzinha e família.

Ao lado dele a roça de Manoel Dantas que ficava em frente à casa de Seu Lucas e Dona Nita, e em frente morava Seu Juca e Dona Zulmira, e ao lado deste, Seu Luiz e Dona Maria (que eram os pais de Dadá, Zé e Alice). A frente morava Dona Nicácia seus filhos e sua filha Izilda.

Ali no sitio residiam Jeronilson, Petu, Rui que foi casado com Amália, Antônio de Apolônio, o Pai de SEU NÉ, Ricardo, D.Raquel (Mãe de Zé) Seu Olímpio, Mané Coruja, Seu Davi (e sua grande família), os pais do finado Zelão, e Seu Amando e chegava às vendas, ali entrada da chapada.

Como não guardar na mente tantas lembranças que hoje mesmo estando grande ainda sinto-me pequeno demais, como se ainda coubesse o meu corpo no afago dessa terra que um dia me teve embalando em seus braços que eram tão meus, mas que o tempo (como um guardião, um protetor invisível, um acolhedor, um corretor de nossas atitudes, um memorizador das nossas ações que nos tornam pessoas que com o passar dos anos crescem) tirou-me de lá, mas nunca me afastou de fato daquele torrão que ainda AO MEU MODO, eu amo sem saber explicar como e nem por que. E, num suspiro de saudades eu afirmo em dizer que eu, sim, que eu sou da Serra, da mesma Serra do Aporá, da então Itamira que um dia hei de ver emancipada, onde hoje pra ela, dedico essas minhas memórias.

Fim... Mas sem nunca terminar, pois amor, nunca termina, aquilo que um dia a vida começou.

Carlos Silva - poeta cantador, Mestre de culturas populares e Itamirense de todo meu coração inspirado nas saudades tão minhas que divido com todos aqueles que entendem o que quero de fato dizer.

Com gratidão e muito afeto, Muito obrigado.

Contatos (75) 99838-5777
E-mail [email protected] Instagran; Carlos_poetizado


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QUARENTENA MUSICAL

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ADMIRAVEL GADO NOVO


Nascemos com cangas streladas ao pescoço e parece que nos ACOSTUMAMOS TANTO COM ELA, que o peso já nao incomoda mais.
Em reclamações solitárias, nao temos o hábito de nos reunirmos como fazem os bois mais experientes.
Gados mansos, novilhas leitosas e bezerros paridos para a servidão futura que os aguardam.
Sendo bezerros brancos, engordarão a outros tantos que passarão a mandar nos outros que aos poucos, nascendo virão para cumprir a mesma sina.
Sendo bezerros pretos, as balas perdidas os encontrarão nas esquinas dos currais tendenciosos da vida.

Sim, nao aprendi berrar, todavia, querem forcar-me ao uso da canga como já fizeram com as minhas 4 ou 5 gerações passadas, que abusando da sua mediocridade sempre disseram: Deus tá vendo tudo isso e um dia essa IN justiça será cobrada.
Até quando entregaremos a Deus as nossas tão desonrosas fraquezas?

Elegemos corruptos desde vereadores a presidentes. Muitos fazem da cadeira legislativa, ou Executiva, sua carreira politica fazendo desta, uma estabilidade empregatícia, alimentando a si, a sua família e aos apadrinhados as custas de miseraveis, portadores de cangas, que a todo e qualquer corrupto, ainda os chama de Doutor e alegram-se ao festejaram a cada dois anos, os novos portadores de ferrões em brasas para marcar o lombo dos seus rebanhos.

Uns dizem tenho 4 mandatos, outros dizem (Como sendo donos das instalacoes do poder publico tenho 5, outro (mais forte) se gaba ao dizer orgulhoso: "ESTE É O MEU SEXTO MANDATO.
PENA QUU EU NAO POSSA ME CANDIDATAR DE NOVO MESMO, RECONHECENDO QUE ESTOU CANSADO DESSA LABUTA, CONTUDO, CIENTE DO MEU DEVER CUMPRIDO, IREI ME APOSENTAR".

Ô pobres Bezerros e bois de cangas,...olha pro patrimonio dele, que tu, exercendo tua imbecilidade, ajudou a criar em troca de alguns favores.
Um é corrupto e o outro corruptor. Em suma: FEIJOES DO MESMO PLANTIO, deixando agora, a terra escassa, mas ainda pronta para ser explorada pelos sucessores de quem de fora, comandará o rebanho assentado na porteira do agora MAJESTOSO CURRAL.

Carlos Silva
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Carlos Silva
Carlos Silva

Gostaria de poder acrescentar mais poesias, mas perdi senha e não sei mais como entrar.