carolcoelho

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Virginiana de São Paulo que tem um apreço enorme pelas palavras.

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Ode às Batalhas Marcianas

As vezes
parece que eu estou perdendo
porém não existe batalha alguma.
Tudo o que existe são escolhas.
Não há mais comunhão
só cada um vivendo na sua bolha.

Eu realmente sinto que estou perdendo
quando finalmente entendo
não há nada para perder:
Estou de mãos vazias
e novamente cercada
pela ausência de coisas
que nunca foram realmente minhas.

E cada vez mais eu perco
a vontade, o gosto, o eu
talvez eu precise de alguma luz
pra me tirar do meu próprio breu
e não voltar nunca mais
porém, marte, ainda me dói
esquecer-te-ei jamais.
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Poemas

3

Mercúrio vai a Marte

Talvez eu não esteja
tentando tanto
quanto eu achei que estava,
Mas você precisa entender
que eu me apaixonei
por uma imagem estática.
E eu preciso entender
que é tudo muito dinâmico:
um dia você quer dança na pista comigo
no outro você quer ela no canto.
Vou te xingar em um dia
no outro, te enviar poesias
no outro ainda vou me arrepender
no seguinte vou chorar por você.
Porque é assim que funciona com a gente
e eu só sigo em frente
tentando não olhar para os lados
e manter meus passos fora
da sua felicidade que deixa rastro.

Me diz, Marte, o que eu fiz de errado?
225

De Netuno à Marte

Marte transa com a chama
Insana, profana, ela clama!
Marte transa com a chama
e a cama reclama.

Marte achou outra Vênus
Em frente, estrela-cadente!
Marte achou outra Vênus
um novo deleite mais que suficiente.

Marte não quer nada com nada
Mandou a estrela seguir só em sua estrada!
Marte não quer nada com nada
Marte só quer farra, sem hora de voltar pra casa.

Marte quer novos sabores
não quer saber da profusão de cores
Marte quer novos sabores
com ele vai o cinza e as suas dores.

"Marte não sabe o que está perdendo!"
A estrela diz, mas o coração segue doendo
Marte não sabe o que está perdendo
Segue, estrela. Marte agora está com Vênus
216

Ode às Batalhas Marcianas

As vezes
parece que eu estou perdendo
porém não existe batalha alguma.
Tudo o que existe são escolhas.
Não há mais comunhão
só cada um vivendo na sua bolha.

Eu realmente sinto que estou perdendo
quando finalmente entendo
não há nada para perder:
Estou de mãos vazias
e novamente cercada
pela ausência de coisas
que nunca foram realmente minhas.

E cada vez mais eu perco
a vontade, o gosto, o eu
talvez eu precise de alguma luz
pra me tirar do meu próprio breu
e não voltar nunca mais
porém, marte, ainda me dói
esquecer-te-ei jamais.
235

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