Chanceler

Chanceler

n. 2000 BR BR

n. 2000-09-23, Rio De Janeiro

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Poemas

11

Escandalizado

Há espaço suficiente para manter-se
Mas era pequeno e não fechado bastante
Olhando por cima de certo ângulo

Daria para enxergar tamanha vergonha
Que ambos faziam no pouco espaço do chão
Escandalizado qualquer um ficaria
217

Reflete Tudo

Corpo nu refletido nos dois espelhos da sala
Visões diferentes apenas da parte baixa
Buraco de um caco caído no chão

E Quando a garota o encaixa no lugar
O exato mesmo angulo das duas partes
Reflete tudo para fora de sua casa
238

Bar Vermelho

Quatro idosos portugueses jogam as cartas
Na mesa triangular fora do bar vermelho
Que amanhã estava transmutando-se

Madrugada anterior corpo morto no chão
Ainda estava presente aos pés da mesa
Fumaceira enquanto um dos velhos reclama
252

Não há Duração

Não sabia que ordem não era encontrada
No Quarto dele tampouco na casa inteira
Ela assim era até convidada

Não sabia da poesia não tão boa
Que animado a dedicava cada uma
Impressão ruim não há duração no futuro
238

Sair Ileso

Ele desconhecia a essa obrigação
De estar presente quando a manhã chegasse
Afinal jamais viu algum exemplo

Então tradicional como sempre ele fez
Acontece que a fúria desta era maior
E Fez com que ele não pudesse sair ileso
221

Enigma Do...

Estalagem erma mais alta que a cidade
Cortina preta aberta move com o vento
Todas as casas se alastram de quem vê

Quem o faz é a primeira figura coberta
A segunda pretende manter-se mesmo dentro
Protegida por quatro paredes não tão baixas

Os raios de sol acertam e fazem reluzir
Amarelo brilhante nas paredes abaixo
Duas figuras na meia tarde ainda
236

Enrustir Novamente

O que ele sempre quisera experimentar
Ela nunca achava seus pedidos estranhos
Se os fazia sentir tamanho prazer

Ir fundo o suficiente somente ela
Quando ela foi embora teve de aceitar
Tendo que enrustir novamente suas ações
253

Cigana Adormecida

O Chão se alastra igualmente sem pessoas
O típico calor muda para a friagem
A Mulher carregando poucos pertences

Deita-se na areia onde pouca luz bate
Amanhã ela continuará com seu rumo
A Criatura ao lado a vigiando
266

O Desejo Incompleto

Para o fundo do poço a ninfa olhava
Frustrada com o máximo que conseguia ver
Estava bem longe de outras pessoas

Não que havia alguém capaz de ajuda-la
O corpo dado no que tinha sido perdido
Nua estava no auge de sua decepção
294

Sonho do Sentenciado de Morte

Uma Visão cinco metros acima das nuvens
As mesmas alastram-se como um mar profundo
Nuvens vermelhas até o horizonte

Com dois corpos celestes semelhantes à lua
Paralelamente um faz frente ao outro
Tal foi o sonho que teve antes da sentença
268

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