Chico Lira

Chico Lira

n. 1993 BR BR

n. 1993-07-02, Paraibano

Perfil
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Mortalha

Um dia hei de vestir-me
Em uma mortalha. Espero eu,
Que não seja preta por dentro,
E preta por fora.
Mas que tenha, no mínimo
Uma fresta reluzida,
Que me aplaque os olhos
Em noite de breu!

Que triste seria se eu morresse
Ser ver a luz do dia;
Ou se ainda ficasse a espera
De um pouco de água...
Lembro-me ainda daquelas
Assombrosas histórias
Que meu povo contava:
De que quem morre sedento
E sem uma vela nas mãos,
Ao menos não entra no céu...
Sabe-se lá os exércitos celestiais
Onde se encontra agora toda essa gente!

Queira Deus que não venha eu
Ser um desses moribundos
Que jazem sem esperança de vida;
Porém, venha eu arrepender-me
Primeiro de tudo, antes que a morte
Me passe a fio da espada,
Assim como fizera com todos esses defuntos.
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Biografia
                                                            CHICO LIRA

        O jovem poeta Francisco Lira de Araújo é o filho mais novo de uma família de cinco irmãos e passou sua infância no interior de Paraibano-MA na localidade de Sítio do Meio. Ainda muito cedo (com um ano e sete meses de idade), perdeu sua mãe, sendo criado pelo pai, e posteriormente pela avó. Aluno dedicado aos estudos, sempre mereceu honras nas escolas por onde passou, recebendo medalhas pelo excelente desempenho nos três anos do Ensino Médio, e exercendo  cargos de liderança nas turmas por onde passou,  onde sempre que possível, era solicitado a ajudar na avaliação dos professores probatórios desses estabelecimentos de ensino.

        Seu interesse nas letras, artes e poesia  foi despertado após o seu ingresso no Seminário Camiliano (São Camilo de Lellis) aos 17 anos de idade, na cidade de Fortaleza-CE no ano de 2011. Durante este período, recebeu aulas de reforço de Literatura dentre outras disciplinas que eram disponibilizadas aos jovens vocacionados, visando prepará-los para o vestibular. Despertou grande interesse pela poesia durante as aulas de Literatura tendo pleno aproveitamento  e produzindo poemas inspirados inicialmente  nas  características das escolas literárias estudadas, depois, criou um estilo singular. Logo seu talento e criatividade o levaram além das fronteiras do Seminário, e com o apoio da direção da Escola Tecla Ferreira (ainda em Fortaleza), onde finalizava o terceiro ano do Ensino Médio, teve seu primeiro poema publicado no jornal Diário do Nordeste, intitulado como "Canção da Praça". Em 2012, saiu do Seminário e retornou à sua cidade natal onde atualmente trabalha na Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, de Paraibano-MA como Mestre de Cerimônias, ministra cursos para coroinhas, frequenta o Curso de Enfermagem e continua produzindo seus belos poemas com estilo único e próprio.


                                                                                           Por: Claudianne Dourado

Poemas

1

Céfas

Pedro é pedra e pedra é rocha,
Rocha é firme e firme é Pedro
Que é pedreiro de pedra firme
E que nem é Paulo, nem João:
João é emoção, Paulo é tendeiro,
Mas tenda é tendão, e de Pedro.
E Pedro é Papa e Papa é pedrinha,
E pedrinha é Bento,
Que é cordão umbilical de pedreira.

E pedra é pé de romeiro apaixonado
Peregrinando rumo a Roma
Ah! Roma tu sim fostes a cidade
Eleita para derramar-se em tuas ruas
O sangue dos mártires eternais...
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Comentários (5)

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Ederson
Ederson

Um talento... Parabéns

Aclesina
Aclesina

parabens chico lira vc me encantou

Jéssica_Fernanda

"Chico Lira, você esta de parabéns nunca tinha olhado seu sito não Depois se for possível que possa mim dar unas aulas de biografia ta bom ? kkk . . . É você esta de parabéns mesmo" !!!

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esta um verdadeiro poeta!

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gostei muito de seu poema vc ta de parabens ! vc esta de parabens!