Cianeto

Cianeto

n. 2000 -- --

sinto e escrevo maus ou bons, se tornam o que são, isso que estás ai.

n. 2000-06-20, penedo - al

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Dose dela




Percebi que o copo estava vazio
Suas laterais estavam sujas
Também percebi que ela bebia
Tomava do gole que não possuía essência
Se saciava da falta que o cheio trazia
Mas ela não via
O copo imundo
A água que ali não tinha
E que a sede que tanto sentia
Era saudade dela mesma.
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Poemas

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O Imaginário




Queria escrever o que se encontra na tristeza
Retratar em letras o sofrimento humano, suas batalhas e alegrias
Queria registrar no tempo a história
Os choros e os risos
Os sonhos e os medos
Queria saber sobre cada um, descrever a beleza em ser
Queria ser mais do que sou
Gostaria de ser Plutão
Queria que esse papel gritasse minhas angústias
Gostaria que o mundo pudesse viver romance e esquecesse tantas guerras
Penso, de certo modo, que a ignorância possa ser desconstruída
Vejo em cada olhar a esperança
Nessa mesa vazia a solidão
Vejo todos que estão ao meu redor
Mas, quem me vê?
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Dose dela




Percebi que o copo estava vazio
Suas laterais estavam sujas
Também percebi que ela bebia
Tomava do gole que não possuía essência
Se saciava da falta que o cheio trazia
Mas ela não via
O copo imundo
A água que ali não tinha
E que a sede que tanto sentia
Era saudade dela mesma.
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