Claudia Maria de Andrade Loureiro

Claudia Maria de Andrade Loureiro

n. 1966 BR BR

Humilde, culta, generosa, valente, solidária e plena de ternura na grandeza de sua alma refletida na beleza de sua arte.

n. 1966-03-26, São João de Meriti - RJ

Perfil
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HIATO

Havia fadas, havia a aura luzente de promessas
infinitas... e minhas mãos, minhas mãos vazias
e o meu peito tão repleto... e eu agora ando a esmo
nas curvas do teu corpo e em tuas extremidades.
O supremo de minha alma desejando tudo o que
ficou para trás nas montanhas distantes onde
nascemos. Como éramos antes... eu preciso que
sejamos. Eu quero retornar ao meu verdadeiro
lar, segurar entre meus dedos o que se esvai
em teu silêncio, eu teus movimentos vazios de
palavras, em teus pensamentos ausentes de nós.
E eu quero a voz e o sentido que dê razão as minhas
lutas e que dê vazão as minhas guerras.
Há um bosque sombrio a atravessar minhas estradas
quando meus versos tentam penetrar tua essência
no vigor violento das minhas temáticas tônicas.
E há os versos lassos nas estrofes que me guiam,
E hás as rimas apáticas no meu poema descompassado.
Estar ao teu lado é lacuna, lapso, clareira, hiato!...
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Biografia
...Humilde, culta, generosa, valente, solidária e plena de ternura na grandeza de sua alma refletida na beleza de sua arte. Assim é Claudia Loureiro. A sua gênese poética não é meramente filosófica, idealista ou descartável, mas o é, antes, vivida, sofrida na forja do âmago, o que confere a essa fantástica poetisa, mensageira do lirismo duradouro dentro da efêmera realidade – propriedade indisponível da alma do poeta – plenos poderes para exibir seu estilo segundo a “graça” da forma pessoal da poesia, dispensando as exigências impostas pelos tabus da globalização estereotipada do mundo moderno, consumista e indiferente..." (Afonso Stael)

Poemas

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HIATO

Havia fadas, havia a aura luzente de promessas
infinitas... e minhas mãos, minhas mãos vazias
e o meu peito tão repleto... e eu agora ando a esmo
nas curvas do teu corpo e em tuas extremidades.
O supremo de minha alma desejando tudo o que
ficou para trás nas montanhas distantes onde
nascemos. Como éramos antes... eu preciso que
sejamos. Eu quero retornar ao meu verdadeiro
lar, segurar entre meus dedos o que se esvai
em teu silêncio, eu teus movimentos vazios de
palavras, em teus pensamentos ausentes de nós.
E eu quero a voz e o sentido que dê razão as minhas
lutas e que dê vazão as minhas guerras.
Há um bosque sombrio a atravessar minhas estradas
quando meus versos tentam penetrar tua essência
no vigor violento das minhas temáticas tônicas.
E há os versos lassos nas estrofes que me guiam,
E hás as rimas apáticas no meu poema descompassado.
Estar ao teu lado é lacuna, lapso, clareira, hiato!...
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Comentários (1)

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marcos aurelio

Muito bom o texto abraço