Claudio Silveira

Claudio Silveira

n. 1971 BR BR

Amante da literatura Brasileira, Escritor liberal, Psicanalista Clinico, Ludovicense genuíno da terra dos cocais onde canta os sabiás.

n. 1971-08-17, São Luis-MA

Perfil
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Gaiolas.


GAIOLAS
Claudio Siveira

Quando clamamos por liberdade
e nos aprisionamos por pensamentos
percebemos que os construtores
de gaiolas ao nosso redor
somos nós mesmos.
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Poemas

50

Corpos que se tornam um.


CORPOS QUE SE TORNAM UM.
Claudio Silveira

Quimeras das emoções
sensações, devaneios
desejos sem causa, que chega sem pausa.

flamas ardentes que queima o corpo quente
desliza pelo suor latente
de corpos carentes, cientes, regentes.
Sonetos de melodias, sussurros, histerias
gemidos, gritarias.

Fluidos que se trocam, orgasmos que afloram
tudo tem sentido, ou sentido algum
das mãos que saem toques,
da boca que saem estrofes, e tudo que resta
são dois corpos que se tornaram um.
258

Um Minuto de Mim


UM MINTO DE MIM.
Claudio Silveira

Um minuto de mim
jamais me será devolvido
passará como tempo esquecido
da contagem dos meus dias será removido.

Um minuto de mim, poderá ter valor
se for gasto com amor,
sem desperdício dos segundos
segundo por segundo vivido nesse mundo.

Um minuto de mim durará para sempre
no tempo, no espaço e na mente
precioso como fruto e suas sementes
pois é parte de minha vida
do passado, do futuro e do presente.

259

Recordar sempre, esquecer jamais.


RECORDAR SEMPRE, ESQUECER JAMAIS.
Claudio Silveira

Sentidos que me lançam dentro infinito
um tempo dentro do tempo
uma voz que acorda
recordações da memória.

Lembranças da época de criança
uma festa, uma dança
beijos de menino
docinhos, carinho.

Aquilo que nos satisfaz
que mesmo na velhice
o bem nos faz
recordar sempre, esquecer jamais.
274

Tem Dia


TEM DIA
Claudio Silveira


Tem dia que a tormenta me assola
que me esconde e vai embora.
Tem dia que a chuva que cai
molha minha mente e se desfaz.

Tem dia que nem o sol é bonito
clareza escura que sussurra gritos.
Tem dia que não me encontro
que me procuro meio tonto.

Tem dia que o sorriso não sai
que da boca se vai.
Tem dia que o dia deixa de ser dia
para que esse dia não volte mais.
250

Emanoel


EMANOEL
claudio Silveira

Medo era o que me cercava
minha alma clamava e ninguém escutava
Angustia me abatia, nas tormentas eu temia.

Um grito ecoou até o terceiro céu
meu clamor acordou o silencio de Emanoel
uma voz do infinito bradou sobre mim
e em meio aos soluços, percebi que não era o fim.

do seu trono desceu, me viu cair
me socorreu. um Deus se importou comigo
tirou-me das trevas e me deu abrigo.
tomou-me em seu colo,
enxugou-me as lagrimas
e me disse: eis-me aqui filho.
294

Paixões de Dois Mundos


   PAIXÕES DE DOIS MUNDOS.
Claudio Silveira.

Não foi inocência, foi carência.
Desejos fugaz, pensamentos tenaz,
sentimentos voraz.

Não foi por acaso, foi mais que um caso
corpos que se laçaram,
com línguas entrelaçadas dentro
de um prazer que não teve espaço.

Não foi destino, foi profecia cumprida
foram provérbios escritos
foi desejo sabido
foi mundo dentro de mundo,
tudo já decidido.

259

Mundo de Arrogantes.



Mundo de Arrogantes.
Claudio Silveira

Das janelas do mundo

onde meus olhos se encontram
percebi que o homem que vive dentro de mundos
se transforma quando seu mundo
é perturbado pela presença de outros mundos.

Quisera eu poder ver o mundo como
o soberbo olha para entender que a insignificância
do seu mundo já perdido dentro da arrogância
não pode mais coexistir em meio aos que
preferem um mundo melhor.

 
256

O que levar da vida.


O QUE LEVAR DA VIDA
Claudio Sivleira

O que levar da vida senão um sorriso,
senão um abraço, senão um laço.
O que levar da vida senão um afago,
senão pequenos pedaços
de corações tão amados.

O que levar da vida além de lembranças,
dos tempos de criança sem medo de crescer.
O que levar da vida onde tudo é passageiro,
onde riquezas se desgastam,
que sem pena de ninguém, conduzem ao cansaço.

O que levei da vida senão a certeza
de que a vida foi vivida,
com boas lembranças jamais esquecidas
levadas para linha do tempo gravar
por toda vida de muitas vidas lembrar.
250

Renovação.


Renovação.
(claudio Silveira)

Como quem havia criado novamente se renovou,
de volta trouxe sentido, restaurou-se o amor.
Como fênix, das cinzas voltou a vida,
renovada das feridas que o tempo deixou.

Renovação de pensamentos, de sentimentos
de momentos, renovação de atitudes,
de licitudes, de altivez, de lucidez.

Renovação quando se quer,
quando se é, renovação do sorriso
renovação de emoções esquecidas
renovação de alianças firmadas e não mais separadas.

Renovação do amor, da aliança eterna
de juramentos no altar,
de palavras que não podem calar.
renovação dos corações, que mais forte que laços maternos
seguirão firmes até o fim, como sinal de um amor eterno.
285

Liberte-me.


LIBERTE-ME
Claudio Silveira

Retires tuas mãos dos meus olhos,
permita-me ver-te sem barreiras,
quero perceber-te por inteira,
mesmo que seja vista passageira.

Retires teus lábios de minha boca,
desenlace de mim essa ternura,
deixe-me sentir tua fraqueza,
liberte-me desses beijos de certeza.
297

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