Claudio Silveira

Claudio Silveira

n. 1971 BR BR

Amante da literatura Brasileira, Escritor liberal, Psicanalista Clinico, Ludovicense genuíno da terra dos cocais onde canta os sabiás.

n. 1971-08-17, São Luis-MA

Perfil
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Eu Morri.


EU MORRI
Claudio Silveira

Eu morri e não me viu partir
Eu morri quando de mim esqueceu
Eu morri quando partiu sem adeus
Eu morri quando das lembranças me apagou
Eu morri quando com brigas me afastou.

Eu morri quando tuas lagrimas secaram
Eu morri quando teus abraços me abandonaram
Eu morri quando não mais escreveu pra mim
Eu morri quando meu nome se tornou fim.

Eu morri dentro de suas decisões
Eu morri sob teus gritos e empurrões
Eu morri quando minha foto rasgou
Eu morri quando do pesadelo não me despertou.

Eu morri quando a raiva foi mais que o amor
Eu morri quando tua arrogância me separou
Eu morri sem a chance de falar
Eu morri apenas por tentar.

Eu morri quando vi vidas morrerem tambem
Eu morri quando não disse mais amém
Eu morri junto de outras mortes
Eu morri por azar ou falta de sorte.

Eu morri quando a saúde me deixou
Eu morri distante dos meus
Eu morri na solidão, no leito de hospital
Eu morri na escuridão, afastado de todos
Eu morri sozinho sem compaixão.

Eu morri quando dos outros me afastei
Eu morri quando do mundo me isolei
Eu morri quando a dor cicatrizou
Eu morri quando não senti mais amor.

Eu morri, apenas morri quando o sentido adormeceu
Eu morri quando a família se desfez
dai, eu morri de vez.
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Poemas

50

Declínio.


DECLÍNIO.
Claudio Silveira

Não foi apenas  a criança que chorou
foi o homem que sofreu também
não foram lagrimas do homem
o sofrimento foi da humanidade.

olhei para mim e me percebi em extinção
quando vi que meu igual se destruía
por achar que todos também
precisavam pagar por seu desejo arrogante
de ser deus.

252

Semente.


SEMENTE.
Claudio Silveira

Uma semente foi lançada
na fertilidade de um coração árido
que se achava infértil
mas que regado com carinho
aprendeu a brotar.

E de lá nasceu esperança,
raízes  profundas procuraram agua
de fontes que achavam que eram secas
mas que jorraram vida para frutificar.

cresceu como arvore poderosa
enraizada no mais profundo sentimento da alma
onde nem a pior das tempestades poderia 
colocar no chão novamente
a semente que ali se firmou.

Da semente a vida se fez
num solo agora fértil
deu o fruto com a certeza
de um novo amanhã.
249

Alma Minha.


ALMA MINHA.
Claudio Silveira

Ó alma minha porque essa angústia
será que não percebes que é mais um dia de chuva.
Não te desespere com a dor que te assola,
ela vai passar.

Onde está tua força ó alma minha,
por onde caminha tua fé,
quem te mandou desistir.

A turbulência vai passar,
o que sentes agora já não é novidade para ti.
Vem e descansa pois o teu alento está na luz.

Ó alma minha não chores por causa da dor,
ainda que ela pareça infinita ela se irá
como se nunca tivesse existido.

Descansa alma minha
é hora de dormir.

309

Amigos no tempo.


AMIGOS NO TEMPO.
Claudio Silveira

Olhares encantados, correria às avessas
pulávamos sem medo de cair,
onde o perigo morava, era ali que vivíamos.

Não éramos amigos, éramos irmãos,
não éramos irmãos, éramos mais que amigos.
A vida fez de nós laços para desafiar a distância.

O tempo que se foi e não deixou recado,
a roupa que cresceu, os sapatos esticaram,
as brincadeiras mudaram, mas eu e você 
continuamos a achar que jogar pedras
na agua sempre foi nossa melhor brincadeira.

Brincamos com o tempo, corremos das memorias,
fomos, somos e seremos parte de nossas vidas.
De certo que não importa as mazelas do tempo,
ainda assim seremos sempre crianças e amigos.

313

Nunca será meu sempre.


Nunca me percebi sorrindo.
Das vezes em que chorei foi por coisas banais,
onde sentimentos conscientes não faltavam.

Nunca falei de mim, pois de certo mentiria.
Minhas verdades são escassas,
não porque sou uma farsa,
apenas não me vejo assim.

Nunca fui sozinho,
ainda que na solidão fiz casinha.
Dentro dela sempre existiu alguém.

Nunca direi nunca, 
pois o nunca é utopia de alguém
que sempre fugiu dos momentos bons da vida.

Nunca sorri, nunca falei, nunca estarei.
Nunca será meu sempre.
298

Sempre foi eu e você


SEMPRE FOI EU E VOCÊ.
Claudio Silveira

Nunca foi acaso. Sempre foi destino
se estava escrito nas estrelas eu não sei
se os poemas falavam de nós, eu não li
melodias talvez tenham nos cantado, sei lá.

Nunca foi às avessas, sempre foi Deus
os filmes expressaram nas suas telas talvez nossa história,
os livros em suas linhas tentaram nos copiar
e nem assim conseguiram explicar um pouco de nós dois.

Nunca foi culpa do tempo, o tempo só observou
olhou para nós dois e nos deu o tempo necessário
para que dentro do nosso tempo pudéssemos viver o tempo
de cada um de nós.

Nunca foi eu, nunca foi você
sempre foi nós dois.
Sempre foi meu coração dentro do teu coração,
sempre foi seu coração dentro do meu coração.
Sempre foi eu e você.
466

Fuga


FUGA.
Claudio Silveira

Fugir para onde pensamentos meus,
que devaneiam por labirintos tortuosos
que vagueiam por caminhos enganosos
por lugares sem nenhum lugar.

Fugir para onde alma minha
que se desconecta da ilusão
que se apaga da emoção
que se choca com o coração.

fugir para onde, quando não há fugas
quando o único lugar certo para se esconder
é no escuro de você mesmo.

Então não fujo mais,
pois dentro de mim resolvi ligar a luz.

367

Incondicional.


INCONDICIONAL.
Claudio Silveira

Incondicional, foi assim que o teu amor
me arrebatou dos sentimentos da morte
abraçou-me com perfeição
colocou-me no coração.

incondicional, assim foi teu sacrifício
quando da beira do abismo
pulou em meu lugar.

Incondicional, sem condições te amei.
dos teus olhos senti toda profundidade
dos teus sentimentos.
me amou incondicionalmente.
366

Acalma-te Coração.


ACALMA-TE CORAÇÃO
Claudio Silveira

Acalma-te coração
não veja como tu pulsas
perceba somente que bates, mesmo dormindo.
acalma-te coração pois você ainda vive.
365

Calebe - Agente da Escuridão


CALEBE - AGENTE DA ESCURIDÃO
Claudio Silveira

Calebe se escondeu do holofote
viu Sulamita gritar
no seu socorro começou a falar
veio de longe seu braços, suas pernas e olhos
Sulamita sobreviveu.

onde está Calebe que não se vê
ele não brilha e não faz barulho
ele não dorme pois é escudo.
Calebe ó pobre Calebe, venha para a luz.

Como agente da escuridão Calebe sumiu
foi ele quem Sulamita salvou.
no resultado de sua vigília
do olhar de Sulamita veio a gratidão.

Calebe de longe observou
Sulamita nos braços de outros chorou
sabendo que foi Calebe quem verdadeiramente a resgatou.

363

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