Fantasma do ouvido
Arde os ouvidos, após calafrios entupidos de tanto escutar, espectros ainda que voadores
Abateram, eu vi!
Esta noite
Ao dormir!
Não tenha medo de fantasma,
Espectro?
Avejão?
Pode ser um bom assunto,
Olhar para um defunto
E sorri!
Do qual não tenhamos diálogos,
E sim, monólogos de assustar!
Assombração,
Apagão,
A paixão,
Aparição,
Dos fantasmas de agora,
Obrigado, não posso esperar.
Ouvi
Vi
Visão
Desconcertar
Era um
Eram dois
Fanáticos agnósticos
Fantasmas
À gorar!
Vamos rezar?
Coelho da Matta
Ouvindo fantasmas
Arde os ouvidos, após calafrios entupidos de tanto escutar, espectros ainda que voadores
Abateram, eu vi!
Esta noite
Ao dormir!
Não tenha medo de fantasma,
Espectro?
Avejão?
Pode ser um bom assunto,
Olhar para um defunto
E sorri!
Do qual não tenhamos diálogos,
E sim, monólogos de assustar!
Assombração,
Apagão,
A paixão,
Aparição,
Dos fantasmas de agora,
Obrigado, não posso esperar.
Ouvi
Vi
Visão
Desconcertar
Era um
Eram dois
Fanáticos agnósticos
Fantasmas
À gorar!
Vamos rezar?
Coelho da Matta
Trágica poesia
Tragédia é assim.
Olha que coisa assombrosa:
Temos mesmo que...
Simplesmente chorar?
Realmente explicar?
Não.
De tamanha sacanagem...
De querer o bem,
La vem,
O naturalmente mal!
Tragédia não tem querer.
Sim...
Natureza invisível,
Imprevisível!
Inexplicável
Não quero te ver.
Não.
Muito menos,
Te viver.
Coelho da Matta
Tempo ruminar
O tempo faz presente, diga pro passado.
Já foi?
Sim.
Como fica? Caramba... Tá indo....
Espera ai!
La fora tem tempo com capricho de todo agora.
Eita, amanhã planejo tudo.
Estou à planejar.
Sim é aquele futurinho, que preciso alcançar.
O passado esterco ou o presente à degustar.
Opa! Tem rumino aí.
Deguste bem os mais horrores ou os melhores sabores.
O efeito colateral é o mesmo.
Do salmão ao peixe espada, da picanha ou toda salada.
Não tem jeito!
Sempre sai aquela "cagada".
Coelho da Matta
Homem E.T
Tinha tristeza e alegria em cada canto.
Claro mais emoção a todo tempo!
Calma vem a bonança.
Calma sem tolerância.
Calma quanta ganância.
Silêncio na honestidade!
Cura da eternidade?
Cabeça pequena para coisas grandes!
Cabeça grande para coisas pequenas!
Era um passar a qualquer tempo ao custo do nada.
Era um querer alongar a vida a custo da própria briga!
Sua cabeça, nunca refletia seu corpo.
Beleza, de sorriso no canto, de pleno saculejo. Desde grande, quando era carinhoso...
Pensava como formiga, comia como hiena, dançava como pavão, sonhava como um dragão.
Entrando no castelo dos reinos aristocratas.
Para buscar uma vida farta. Nunca teve sequer algum receio....
Este homem nao aparece no "chaves"!
Nem em desenho animado.
Será que achamos no "Netflix" ou em alguma seriado?
Claro que não.
Somente no mundo real de alguma realeza social, meio encostado!
É a simples vida de um ser tridimensional, nascido do cruzamento de um jumento com um E.T , misturado com outros gêneros que ainda iremos conhecer...
Será que já viu algum por aí?
É só se aperceber....
Tem vários!
Coelho da Matta
Será que explica?
Quando falamos quando escrevemos ficamos mais leves dentro do nosso mundo interior.
Cada um tem a sua forma de exorcizar e colocar suas angústias e riquezas no lugar.
Mas todos temos a certeza que falar e se comunicar é a melhor maneira de se colocar e refletir dentro do social mundo cataliazador de merda que vivemos.
Engraçado que no mundo moderno, somos capazes de convivios múltiplos, de crenças e religiões inteiramente diferentes e difusas.
Uns acreditam no pai deus, aquele que protege de todo bem e do mal, monoteístas. Outros em deuses animais que uma vez ao ano podem comê-los e simplesmente ja o satisfaz.
Ha aqueles que vão além, misturando homem racional e animal transcendental. Outros que buscam as luzes naturais cosmos distantes com estudos científicos com linguagem metafísica.
O bem estar social, esta inteiramnete ligado a cultura como instrumento regulador das nossas atitudes. Quando estudamos alguns pensadores por exemplo, muitos acreditam que a religião é um excelente mecanismo da socialização pacífica do bem estar, ajudando assim a inserção da cultura das relações humanas nesse mundo ambíguo da guerra e compaixão que vivemos.
Coelho da Matta
Planeta-mente
Pensamentos mais rápidos do que a velocidade da luz.
Entre galáxias, planetas, astros desconhecidos.
Dentro da nave do corta luz.
Fica quieto olha pra frente, não faz tanta pergunta:
Esta já respondi!
Faz outra:
Aquela não quero ouvir!
Então essa?
Ahhhh... essa eu já perdi.
Vai longe ao alcance do seu pensar.
Achou? Voltou.
Da galáxia de cada um.
Subitamente, sabiamente, a mente de toda gente.
Fala quieta e sorridente como achar um planeta diferente.
Unicamente, a galáxia se forma ao eclodir.
Pensou? Passou.
É a nave do corta luz?
Não, foi o cometa que nos seduz.
Coelho da Matta
Lugar da fé
Lugares da fé são aqueles que nos fazem chorar.
Aperta o peito, nó na garganta, vem a esperança do bem estar!
Pensamentos soltos, sombrios ou de flores belas a abrochar.
Não faz mal: vem a fé, ai estamos.
Estamos na face da Terra.
Curtindo o prazer da carne,
E de toda sensação da cura da alma.
Mesmo consternados com tamanhos assombramentos, sim.
A fé tem esses momentos,
Nos fazem delirar.
Se a fé está aqui?
Se a fé está ali? Sim.
Felizmente ela está.
Fé, não deixa sair, não vá embora do seu lugar.
Ateísta fé...
Religiosa fé...
Não deixe de estar presente!
Com capricho de todo credo,
Necessitamos da fé na mente.
Coelho da Matta
Arlequim
Alegre ao pranto ou de sorriso no canto,
Bolas na face a máscara falante.
Escondido atrás do grilo pulante,
Aos desafios de cada gargalhada e gestos desconcertantes.
Julgado á parte.
Cultura especial.
A cada imaginação,
Ou pecado capital?
Aos belos prazeres sorridentes.
Estimulando a cor dos olhos.
De quem não vê.
De quem não lê.
De quem simplesmente sente!
Maquiavélico Arlequim,
Ao brio da sua própria astúcia!
Audácia de malabarista.
Mímico teatral?
De putos e espigas pujantes!
Não é palhaço,
Não é magico,
Arlequim é mesmo, uma intriga pessoal.
Coelho da Matta
Jambeiro
Pecado aos pecadores,
Dos invejados aos invejosos!
Aos dias de poucas palavras,
Somos todos jambos copiosos.
Fruta doce de mel na boca.
Carregado de flor vermelha.
Descascando ao passar do tempo.
Pé de Jambo não tem pêra.
Do lixo ao luxo.
Do luxo ao lixo.
Frenético na vida.
Fanático na terra.
Vai cair, vai cair, vai cair.
Se segura jambo doido.
Faz tão bem ao existir!
Não há mal nenhum nascer...
Faz parte do não saber!
Corre, Corre, Corre....
Vamos todos apodrecer.
Aos estúpidos dias perplexos!
Meus pêsames de quem tem "razão".
Aos desafios da nossa caminhada.
Que pé de Jambo que nada!
Não tem nenhum condão.
Coelho da Matta