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O Ato de Ser

No mais breve ato de Ser surge uma profunda tristeza causando um enorme desalento em todo o meu mundo provocando todo um esmorecimento na minha razão de viver.
Busco razões concretas para entender o significado da vida, na mais bela melodia de violino descubro um pequeno traço de felicidade, porém, assim que esta termina volto à tristeza e à amargura de viver e de encarar aquilo que me confronta todos os dias.
Os meus medos, os meus sonhos, a realidade
Poderei dizer que fui eu que a construi?
Ou
Foi construída para mim em prol de diminuir o meu pensamento e assim tornar-me um indivíduo ignóbil e desprovido de pensamentos próprios.
Perco-me nas minhas falácias e viajo por meras ilusões que sustento com um fim de dar um objetivo à vida, de preencher certos espaços vazios que não foram feitos para ser preenchidos.
O amor torna-se algo mais que um mero sentimento, ultrapassa o subjetivo e o objetivo, torna-se quase que um Deus, é omnipresente, grandioso, no entanto, incompreensível.
Assim como todos os Deuses este não foi feito para ser compreendido, estamos à sua mercê.
Muitos o temem, outros tantos o desejam, eu apenas fico-me pelo ficar, pelo querer sentir e pelo jogar fora.
O desejo de amar e ser amado ultrapassa qualquer pensamento razoável, torna-te desprovido de um pensamento sério e coerente. Torna-te algo que jamais imaginaste ser.
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Poemas

1

A morte está à espreita

A morte está à espreita
A contagem é feita
O destino é incinerado
Temporário, efémero

 

Corrompido por falsos Deuses,
Ilusões, sonhos, pensamentos
Que axioma este

 

Devaneios, noites de lua cheia acompanhadas de desespero
O Ser é feito de antíteses e antinomias

 

Somos prosa e somos verso
Somos tudo e somos nada
Somos desespero e angústia
Depressões e medicamentos
Melancólicos e tristes

 

Pedras da calçada lavadas pela chuva e logo a seguir pisadas
Desprezados pela sociedade e corrompidos à mínima coisa
Fracos e impotentes
Submissos ao Destino, Submissos ao Sistema
100

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