Com Ípsilon e 2 Ns_07

Com Ípsilon e 2 Ns_07

n. 1995 BR BR

Um eu vagando pelo mundo do mal do século e bem distante desta órbita terrestre.

n. 1995-10-27, Inhuma - Pi

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Chore!

- Por que choras?
Por isso, aquilo...
- Mas não vale o teu choro. Não chores!

Chore! 
Se sentir vontade, chore!
Grite, esperneie!
Demonstre sua dor!
Você não é obrigado a guardar todo um sentimento que te faz sofrer dentro de si!
Coloque-o pra fora!
Chore!

Não entendo como o ser humano pode querer que outro o guarde dentro de si.

Se sentir vontade, chore!
Chore tendo a certeza que sua dor vai passar!
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Poemas

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Idas e Vindas

Alguns amores vêm
Outros vão
Há também os permanecem
E os que não
Mas nada é em vão
É preciso muita sabedoria para organizar cada tipo de amor em suas caixinhas adequadas,
Maturidade para aceitar os amores que se foram,
Tempo para superar a dor,
E acreditar que podemos ter um que permaneça
E quando isso acontecer, 
Devemos deixá-lo livres e sermos livres,
Afinal, de que adianta "ter" um amor preso? 
Amor não é prisão
Prisão é poder
Liberdade é amor
E quando encontrarmos essa tal liberdade
Que deixemos o outro ser quem quiser
Que sejamos quem quisermos
Sem medo de sermos deixado de lado
Só amando e sendo amado
Sejamos todos livres
Sem medo de ser quem realmente somos
Sem máscaras
Sem maquiagem


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A chave

A porta do meu coração está sempre fechada,
mas todos têm a chave para abri-la.
O problema é que tem que ter um certo jeitinho para destrancar a porta
E nem todo mundo compreende isso
Ou não tem paciência e nem insistência
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Simplicidade

Eu gosto de abraços que apertam
De olhares que invadem a alma
De apertos de mãos que regeneram
De palavras que fortalecem
De amizades que enriquecem a alma, não o bolso
Da riqueza da simplicidade, não da pobreza da superficialidade
Dos risos altos e largos
Das lágrimas da felicidade alheia e própria
Do ombro que apara a água salgada quando a ferida dói
Do peito que acolhe
Da ajuda sem nada em troca
Das danças desengonçadas sem vergonha
De cantores desafinados no chuveiro
Das imperfeições mais que perfeitas
Do probrema, xirca, não do corretor automático
Do filme que uma janela de ônibus proporciona
Do acolhimento ao desconhecido
Do estender a mão no escuro e vendado
De tudo que é verdadeiro e imortal, mas também passageiro

PS. Se teve algum erro, é por causa de algum vulto que borrou minha visão. Às vezes as coisas só fazem sentido no silêncio de uma noite vazia, mas cheia de respostas
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