contemplativo

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n. 1966 BR BR

Inspirações hoje em dia vêm vez por outra por não ter exposto o que escrevia quando ela pulsava e escrevia mais. Quem sabe volte, pois há uma fagulha.

n. 1966-03-27, Belo Horizonte

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Obrigado amor!

Nunca poderei pagar as cores
Com as quais você colore meus dias
Nunca pagarei as alegrias
Que curam minhas dores
Nunca pagarei tudo que me proporciona
Não pagarei quando me emociona
Com seu doce e terno olhar
E se fosse obrigado a pagar
Nunca estaria ao teu lado
Mas sou um feliz endividado
Tentando pagar um pouquinho
Do teu amor, do teu carinho
Com o pouco que consigo fazer
Mesmo sabendo que não mereço
Pois não pagarei o que não tem preço
Nem terei o mérito de merecer
Obrigado amor por me cuidar
Aceitar estar aqui do meu lado
Aceitar meu precário cuidado
Me dar o privilégio de te amar.
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Poemas

2

Ela

Uma linda flor chamada Loiva

Enfeita o jardim da minha vida

Uma bela mulher que fascina

Pelo seu jeito de menina

Pela personalidade tão querida

 

Uma Loiva que é minha esposa

Uma mãe que qualquer filho quer

Esposa que qualquer marido deseja

Por isso meu coração festeja

Não há como não amar essa mulher

 

Mulher para ser sempre amada

Esposa preciosa a se valorizar

Força encontrada na tristeza

Alegria unida com beleza

Felicidade conjugada com amar

 

Deus me dê vida eterna

Quero estar sempre ao seu lado

Quero viver a vendo sorrir

Existir enquanto ela existir

Ama-la e por ela ser amado

 

Família feita para a vida eterna

Ela me deu uma família maravilhosa

Filhos que não existem iguais

Tornam um privilégio sermos pais

Botões da mais bela rosa

 

Que Deus cuide de ti e a abençoe

Que Ele ouça as minhas preces

Que sejas feliz para a eternidade

Contento-me apenas com a felicidade

De que possas ter o que mereces
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Antialérgico

A dor da existência

De viver sem referencia

Tentando achar a freqüência

Que diminua o cansaço...

E por isso às vezes eu acho

Que morrerei sem entender

Como a gente vem a sentir

Uma dor por só por existir...

 

Nem é pra entender

Algo que não se pode descrever

Que não tem remédio a prescrever

E às vezes não tem nada a ver

É só esperar que o tempo passe

Como se com isso cessasse

Trazendo melhora pra face

Ajudando a manter o disfarce

De quem nunca mal passasse...

 

Não dá pra tentar explicar

Pois parece que assim piora

Melhor estático, sem melhora

Esperando chegar a hora

Que algum alívio se manifeste

E o desejo de sumir conteste

Deixando que só lutar reste

Para que só existir preste...

 

A mente é complicada

Constrói a dor de um nada

A deixa bem estruturada

Não podendo ser ignorada

Muito menos explicada

Enquanto o tempo passa

E a gente se sente a caça

Da existência que disfarça

Mas que no fim fica com a taça

Por nos deixar na desgraça...

 

Assim vou levando

De tanto levar adoeço

Pago direitinho o preço

Daquilo que não mereço

E fica como adereço

Pra exibir pro futuro

Como prova de que fui puro

Ao me jogar contra o muro

Sem saber que era duro

E é por isso que não curo...
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