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TEMPESTADE

TEMPESTADE 

Embriagado no silêncio da tua presença…

Enleado na dúvida das sinuosas lágrimas…

Sobre um olhar cansado da dúvida semeada…

Dispersa-se a nevoa sobre a nossa lápide…

Teus olhos, evasivos, profetizam a partida…

E esse teu abraço, o gélido e difícil inverno …

A luz esmorece-me ao negro da solidão…

Como um farol que se apaga ao naufragado…

Assim me encontro sem ti, meu saudoso cais de abrigo…

Estou só…sem rumo… perdido na umbra da tempestade…

Que se abate sobre mim furiosa, impiedosa e corrosiva …

Daí partirás minha flor… pétala a pétala  por entre o temporal…

Deixarás em mim umas raízes profundas e um caule espinhoso…

De onde brotará  as memórias  que colocarei  na nossa lapide…

 

Por: coyote351
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Poemas

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TEMPESTADE

TEMPESTADE 

Embriagado no silêncio da tua presença…

Enleado na dúvida das sinuosas lágrimas…

Sobre um olhar cansado da dúvida semeada…

Dispersa-se a nevoa sobre a nossa lápide…

Teus olhos, evasivos, profetizam a partida…

E esse teu abraço, o gélido e difícil inverno …

A luz esmorece-me ao negro da solidão…

Como um farol que se apaga ao naufragado…

Assim me encontro sem ti, meu saudoso cais de abrigo…

Estou só…sem rumo… perdido na umbra da tempestade…

Que se abate sobre mim furiosa, impiedosa e corrosiva …

Daí partirás minha flor… pétala a pétala  por entre o temporal…

Deixarás em mim umas raízes profundas e um caule espinhoso…

De onde brotará  as memórias  que colocarei  na nossa lapide…

 

Por: coyote351
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