Ser e Estar
ecos desse futuro presente
nos guia entre rios de gente
um lugar calmo e sereno
aonde ser e estar
ouvir essa melodia garrida
em cada eco palavra de vida
sentir essa alegria em cada dia
voltar a crer sem mais duvidar
entrar na sintonia que por dentro vivia
criar novas metas, encontrar estradas esguias
viajar, em teus pés assim o palpitar, desse estar mais perto
de cada ser e lugar, e querer de corpo inteiro assim se chegar
inteiro o tempo, integro o ser a passar
sentir que se está cada vez mais perto
meta futura que te foi dada a sonhar...
Voltaremos a Avançar
quando se juntam, dois ou três
quais crianças que sentes e vês
seres humanizados, pelos trilhos vivos e os campos sonhados
pelas veredas mais cheias de vidas, ora assim estando vazias:
onde punhas o olhar vias a tua força de vida voltar a germinar
onde colocavas tempo, dedicação era aonde se ouvia coração;
a sós proclamando que mão em mão, amando, voltaremos a nos juntar
nesse recanto - remanso - aonde havia todo o tempo para se voltar...
Timor cantar d'agua
qual ser humano descalço e confiado
como quando nos foi dado assim viver
ali e além
aonde a montanha
beija o céu distante
e os rios são qual o mar
ao voltar a se ver
- nem doce nem salgado -
água que nos embala
esse algo em todo o lado...
Em Timor pés descalços
pairando sem sobressalto
aonde a erva não pára de crescer
nem o ser que aprende a passar
se volta assim a perder...
e o monte é sempre alto
se quiser ver e erguer o olhar
deixando a luz do sol e luar
assim voltarem a passar
Trilhos dessas Humanidades
no dom dessa humanidade
esse estar e ser em verdade
desse ser e estar à vontade
o que não tem tempo nem idade
que paira e voga entre arvoredo
indo daqui a além em segredo...
Ecos da cidade a mais
e veredeas... iluminadas
cheias de tanto se andar
desses relanços de escadas escondidas
entre ruas e pedras polidas
até os beirais aonde ainda
nos vemos sem nos falar
estes ecos de viver
assim entre o estar e ser - atuais
tanto que se mostra e se deixa passar
entre o que era vivo, o que está assumido
e ainda o que poderemos voltar a encontrar
caminhos de luz e de sonho
neste lugar enorme - medonho
noite após noite tanto ser a silenciar
seus devaneios, ainda entre os recreios
das praças cheias, das vias que creias
assim qual ver e pintar...
nesses poemas aonde ias,
nessas rimas de poesias
saindo sem sequer se pensar...
Ecos da Cidade
numa cidade cadente
cheia de humanidade e de gente
alamedas preenchidas
olhares de soslaio, reflexo
dos ecos de outras vidas...
aromas que se entrelaçam
enquanto uns e outros passam
Em cada Batimento
Em cada batimento desse coração
Que por opção bem clara e assumida
Nos abraça e envolve ao longo da vida
E nos faz sentir a voltar ao nosso lar
Esse momento fugidio
Entre outono e estio…
Esse algo puro e singelo
Que preenche o vazio
De cor e vida qual elo
Simples melodia…
que nos anima a voltar
Em cada momento
Algo simples desse ser atento
Desse algo a nos humanizar
Cidade que nunca Dorme
Nessa cidade que nunca dorme
Nessas avenidas, ora cheias, ora despidas
Das nossas mais simples melodias
Humanidades se encontrando todos os dias
Ecos de Vida
Ai aonde a vida aninha
Nesse coração que se detinha
Em cada passo numa vereda qualquer…
Sentir vida por nós adentro a acontecer;
Em cada momento de silêncio maior;
Nesse recanto que cresce no interior
Nesses claustros ainda cheios de vida
Veredas e trilhos que nos animam
A voltar a caminhar:
Nesse sentir devagar
E nesse contexto ameno,
nesse tudo calmo e sereno
Sentir as cores de vida preenchida,
A germinar assim sem despedida,
Apenas a nos tocar nesse divagar
Espaço Interior desse ser maior
Esse algo assim a se encontrar
Nó que se estende em derredor
Assim sempre a nos entrelaçar…
Integrar sem ir nem voltar apenas o descobrir devagar
Algo dessa essência a se concentrar e nos alimentar…
Dessa vida que rejubila:
Dessa água cristalina
Assim ainda a borbulhar;