na tal (c) idade (s)
e nos detalhes destes lugares
onde assim os bem gravaram
palácios desse tudo e de nada
avenidas na noite a iluminar...
nestas festas que antes fazíamos...
na face de rosto que bem sabíamos
nessas celebradas palavras
datas de sempre
que jamais se apagava...
ainda agora se iluminam
pelas as ruas e os beirais
antes eram assim iguais
quais calores humanos
nessas aldeias irmanados
mãos em mãos desatados
eram cores garridas sem mais
humanidades simples reunidas
nessas outras veredas desse outrora
agora, nesta hora assim esquecidas;
lugares de encontro
poesia que se fez um dia
ainda a alvorada nascia
e o ser sonhava a divagar
assim qual poema de suavidade
que nos fala do mar da praia do rio ou cidade
desse campo de fertilidade sem fim
mundo inteiro que deflagra em ti e em mim...
e nos lugares mais humildes
humanidades que vejas e lês sem se findar
aproximam-se seres gigantes
simples lugares onde se voltar a encontrar;
lugares e eventos que levamos por dentro
Nessa cidade
eco sem tempo e sem idade
aonde aninhamos tantos
aonde se passam encantos
por entre os recantos
encontros desapaixonados
entre pares de seres enamorados
nessa sede silente
de se ser humano
entre tanta gente
nessa vontade
corrente qual
rio, ribeiro...
sol soalheiro
brisa a passar
despercebida
a acariciar
por dentro
retalhos de vida
nesse rosto iluminado
qual jardim de cores decorado
nesses portais sem fim nem findar
entramados de folhas erguidas
assim quedas e escondidas
quais as tuas e mais as minhas
todas as que disfarçamos em linhas
vítores aos céus - erguer olhar entre os véus deste tempo a passar... devagar
palácios de pedra alva
aonde ainda a vista nos salva
ao erguer para ver o olhar
e nesse azul bem sereno
encontra o céu todo ameno
de mão em mão abraços dados... desde aqui a outros lados
palácios de fogo a brilhar,
noite inteira,
cidade primeira,
que nos acolhe e escolhe
gesto nobre nos deixa abeirar
nesse outro tempo,
entre o prado e o vento,
assim em silêncio chegávamos,
olhar em olhar, mão em mão
por opção de coração
assim nos abraçávamos
ao som das melodias
que cantávamos...
Cibeles
nesses vítores consagrados,
aqui e além por todos os lados,
quando frio do Inverno apertava,
a gente se reunia em volta do fogo
e ainda mais se abeirava
humanidades destes tempos,
cidades e seus fundamentos;
perto do coração
ventre de pedra erigido,
ali aonde antes era vivido,
pelo batimento da simples opção,
abraço a braços dados,
por aqui além em todos os lados....
assim bem enlevados
por essa melodia e canção
a que nos falava de tudo
o que bem se amava
e se levava perto do coração
cidade de anjos

alturas de encantar nessa cidade sem mar,
oceanos de azul poisados, por aqui e além
- em todos os lados -
onde se atrevam
os bem humanos
ainda a erguer o olhar,
poderão ver poisados
esses anjos sagrados
sobre nós ainda a pairar
efémero sempiterno
Vamos para lugares ainda marcados
Pelos arvoredos quedos ali varados
Pelas presenças dos passos passados
Pedras erguidas pelos antepassados
E sonhamos ao nos deixar desenrolar
Passarela, qual tela em branco
Para se voltar a ver e pintar
E poisando assim seu encanto de novo sobre nós…
Qual uma capa de seda que se entrelaça e conceba
Sonhos em vez de divagações, voz das vivas opções
novas veredas guardadas
pelos corações reveladas
Assim sonoras odes, melodias e estrofes nobres
Que se ouvem ao voltar o olhar o céu e sonhar…
Com outro ser
Sem querer
Com outro lugar
A se desflorar
Com outro jardim em ti em mim
Para de novo se voltar a plantar;
Dessas flores plenas de tempo
Desse algo íntimo fundamento
Tu serena
Para lugares de sonho e bênção
Aonde ainda se ouve
a voz do seu coração
E nesses lugares plantadas,
Sementes a ser germinadas
Pelo mais suave calor…
Ameno, assim qual amor
E sempre assim investida
Da luz da força da vida…
Estejas a olhar bem para quem
Te reconhece em cada dia
Te sabe assim preenchida
Dessa esperança serena
De ser qual amiga amena
E de estar assim
– suave
Subtil, sem mais
Esperando o teu momento
De saltar de fora para dentro
E aqui assim voltar a morar
Qual brisa de primavera
De quem ouve e espera,
Na face a tua simplicidade
A bem nos tocar em verdade
E nos ajudar a voltar a sonhar