Daniel Feijoo e Caldas Almeida Pinto

Daniel Feijoo e Caldas Almeida Pinto

n. 1976 PT PT

onde se procura a esperança - poesias e contrastes entre tempos e lugares https://www.instagram.com/danielfeijoo22/

n. 1976-02-07, Valença

Perfil
23 273 Visualizações

Passos Acertados

por entre estes lugares

cheios de tudo e nada

na rua sempre marcada

nas entradas das estradas

 

submersas, horas certas

enviadas, por todas as vias

marcadas, ser acompassado

desse ir-se vogando, 

entre gentes acertando:

 

cada passo dado

cada trilho novo

momento marcado
Ler poema completo

Poemas

247

Cantar a noite em poesia até se acender a luz do novo dia

E quando não sobra mais nada

Quando o tempo no dia se acaba

E tudo parece se esgotar

 

A melodia que traz a harmonia

A essência de lume

e vida que anima

 

A intensidade desse momento

Desse tempo e lugar

 

A mensagem de suavidade

em mais pura verdade

Que nas entrelinhas

dos sonhos se deixa sibilar

 

Esses teus olhos

tão iluminados

Faces de cores rosados

 

Lágrimas tantas

em silêncio lavradas

Gemas mais preciosas

que acendem madrugadas

 

E nas noites recatadas

Voltar a Entoar

Cânticos às estrelas,

ao som do mar

 

E à luz do luar

ao nos aconchegarmos de mansinho

Para se poder chegar ainda sozinho

 

Ali onde as névoas da vida

Nos vestem e nos guiam

Para trazer bem ao de cima

 

Algo dessa magia

Tão bem decorada

Que nas lendas

e nos relatos antigos

Assim nos era trazida e contada…

 

E o artista perene

Assim nos olha ao passar

sem ser ânimo leve

assim sem definir

nos descreve

Deixando alguma flor de arte

para nos poder coroar

 

E nessa pena que no peito levamos

Quando por ele de novo passarmos

Apenas luz de estrelas

nesses olhos fechados

 

paragens mais belas

Que a seus pés

sempre deixamos…
45

Ser de Arte - a poesia

Ser de arte e poesia

Essa que por dentro

sempre amanhecia

Que se entretecia

nesse fio mais fino

Horizonte garrido

nesse amanhecer

 

Pintado de cores opacas

Outonos baços no ocaso

Assim a se poder deixar acender

Com a luz suave desse cor leitosa

 

Que vem do campo à cidade

E nos transporta

a outra forma de ser formosa

 

E dançamos

Entre as sombras

mais bem perfiladas

E cantamos

Com as folhas nos ramos

E as águas que segredam

palavras borbulhadas

 

Segredos que as marés

trazem de novo a teus pés

nessas praias bem amadas

Onde as tuas caravelas

descobertas improvisadas

Jazem de novo amarradas

Vindo desde terras cheias

Dessas recordações plenas

 

Trazidas à luz do dia

para serem servidas

 

Nesse banquete dos mais simples

Nesse andar devagar dos humildes

Nessa trova nova ao se ir alentando

 

De se ir cantando vida entre tanta gente

E nesse cantar não mais se sentir sozinho

 

Ao se entregar esse mais belo presente

E assim o compor e cantar com carinho
42

Sonhos de Artista Poeta

Quando os teus sonhos se desprendem

Frutas maduras entre a estiva

E se deixam ficar nessa terra húmida

Ainda de si mesma despida

 

Nessa humidade que nos permeia

Que se sorve toda cheia

 

Desse primor mais humano

De se entregar o que é amado

 

Nessas lágrimas levadas

Nessas horas vagas

Nas que nos é permitido pensar

Em tantas maneiras de se entregar

 

O que se sente, o que se imagina

O que se sonha para esse novo dia

 

Sempre a se deixar escorrer

Até chegar esse algo anunciado

Que é o sonho mais bem descansado

Do artista poeta que se desprende

 

Do que é do que pensa

e se deixa ao som da corrente

 

Desse rio levando

ao mais amplo mar

Desse algo mais íntimo

que à tona quer aflorar

 

Entre o céu estrelado

Nesse porto varado

O barco dos sonhos repousa

Assim entrelaçado

Amarrado

Pelos fios de medo

que se tenham desfiado

 

Até um dia vogar

Nessa maresia a inspirar

Horizontes sempre renovados

E lugares longínquos

jamais almejados

 

E nesses momentos

 de emoção

e pensamentos

 

Chegar a forjar

Uma nova aliança

Entre o que a mente subentende

E que o coração nos conta sem cessar

 

Até deixar em obra esse presente

Que nesta vida é dom para se partilhar
37

Momentos

Nesses momentos que abraço

Ainda que a dor do que faço

Se estenda por mim adentro

 

Nesses tempos sendo afastados

Nos que o sentimento era claro

E as manhãs mais bem saudadas

 

Nesses instantes nos que

 como dantes

 

As palavras nos são levadas

E ficam no silêncio gravadas
49

Mundos de ilusão entre devoção e paixão

na sensação de cansaço

 

Ir mais além

E nesse eterno abraço

entre tempo e espaço

 

Encontrar alguém

 

Que nos saiba

Que nos ouça

 

quem baila nessa eternidade

Entre o ser a saber e saudade

 

Reconhecimento

 

lento

Por dentro

Fluindo

 

Qual sangue ou alento

Qual esse algo bafejado

 

Na cara reflexo levado

Entre a luz do olhar

E o sorriso velado

 

Ao se ter encontrado

Quem bem nos queira amar

Sem se ver essa imagem

Que sopra qual aragem

Nesse vale ao luar

Nessa luz fugidia

Que se estende

entre a noite e dia

 

 

Nesse flagrante desejo

sendo reflexo que vejo

 

Ao te encontrar

nesse momento

 

o mais simples

 

o calor humano

 

Deixa o vidro molhado

De tanto se rir ou chorar
14

Procuramos...

Procuramos desde onde

o sentimento terá nascido

da emoção do ser querido

da devoção de ser ter entregado

nesse peito assim ferido…

 

Pelo amor no coração cravado
26

Sonhos quais estrelas cadentes

Se folego restasse

Para dar esse passe

De algo mais sentido

Mais profundo e vivido

 

Assim qual luar

a roçar folhas ao de leve

A deixar os ramos dançar

Nesse encanto tão breve

 

Suave toque de verdade

Entre esse ser de cidade

 

olhando horizontes iluminados

Quando os campos estrelados

Lá no cimo dos céus bordados

 

Seguem a clamar que nos amam

E em estrelas fugazes se apagam

 

Para podermos chegar a desejar

 

Esse sonho jamais concretizado

Nesse lugar jamais encontrado

Assim ainda em prosa levado

Sendo o verso em ti plantado

 

Esperando a primavera de vida

Para chegar a germinar

Nesse tempo de saudade

Dessa tua mais íntima verdade

Dessa coragem ao se voltar a avançar

Por onde não havia caminho marcado

E alcançar esse algo mais bem amado
25

Luz no Estio

Nesse lugar onde abraço

Os sonhos, ideais 

e o cansaço





De pregar às sombras

nas que me desfaço

De instilar alento

ao lume baço

 

Nessa cristal bafejado

Pelo tempo mais amado

 

Nesse sentido sentimento

tudo o que se leva dentro

 

Nessa flor aveludada…

Suave frágil perfumada

 

Que quando tocada

Pela imaginação mais fértil

Se abre ou se perde

Entre luzes e melodias

Fantasia de alvorada

 

Qual barca ancorada

Entre as marés

Esperando

 a tua chegada

Para ser desamarrada

E vogar entre o que és

 

E nesse sentido mais amplo

Nesse algo mais vazio

Escrever de novo o teu canto

Plantando a tua luz no estio…
30

a luz iluminava esse sopro que por dentro nos levava...

Até que essa luz

no peito ancorada

 

Nos levou a navegar

 

Pelos céus mais distantes

Onde estrelas cintilantes

 

Marcam novos horizontes

E elevam velhos instantes

 

E nesse momento

Ainda bem amado

 

Até o ocaso

 

Aparece de uma e mil cores

Assim como recém-pintado;
15

Nessa sala partilhada, na alegria e na tristeza pintada

Nesse alegre tristeza

De se estar a partilhar

A mesma mesa

 

Onde se apoiam os sonhos

Onde se deixam – risonhos

 

na que deixámos

O que cremos e amamos

Assim sem mais…

 

Apenas nos levantando

Desses mais finos vitrais

 

Por onde a luz translucida progride

E o que se leva por dentro

mais intenso se vive

 

E quando assim se ilumina

E a inspiração em nós se aviva

A estância na que se vivia

Assim nas sombras a vogar

 

Parece largar amarras

E nos levar a bem amar
48

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.