Fizeste de ti o contrario de tudo que sempre imaginavas, e quando sonhavas não era sonho o que sonhavas; era pó.
Fizeste da realidade um sonho incapaz de acontecer, e choras com um sorriso de orelha a orelha;
Fizeste das sensações e pensamentos um mundo tão palpável como a pena que agora escreves;
Fizeste das oportunidades coisas tão inoportunas e tão sem nexo que traçava com elas, sempre, a latitude e a longitude de suas ações, mas não procuravas no mapa da atitude um ponto correspondente. E isso te doía ma alma, sim! Então, pulavas da geografia da vida para calculardes no português se realmente teve sem oportunidades ou cem 'inoportunidades', mas não sabias se expressar direito;
Fizeste o maior dos arranha céus com os pés no chão, mas como não sabias nada de geografia, matemática e nem português e bem provável que a frese acima esteja ao contrario:
Saístes para lutar e esquecestes as tuas melhores armas, porque realmente não saístes para lutar - é a batalha era dura!
Fingistes tudo, até mesmo amar; só não conseguiu a fingir a dor que sentias.
Serias capaz de preencher até mesmo o vácuo do universo, mas vale tão fundo que tu és agora, tu não és capaz disso;
Pensas no que queres, não mais com o pensamento e nem com o coração todo esperançoso de conquistar, mas com um suspiro de dó e ódio por não ser capaz de conquistar o que queria.
És só tu o lixo que sabes e acha que é e ainda tudo aquilo que não sabes o que é e nem nunca serás.
E tu choras, tu morres enquanto vivis e tu quereis e tu precisas e tu sentes falta e tu já perdeste tudo isso.
Lembra-te aquele sonho, que agora tão realizado estas...; lembraste? Pois é! Esqueças. Só engulas a seco essas lágrimas de veneno porque são as lágrimas que tu não choraste e mates mais um sonho teu; e logo o que estava quase, quase, quase realizado, mas mates porque algo saiu errado porque todos os teus sonhos têm que existirem já ex-existindo.
Ao invés de praticar atitudes que mudes a vida, aprendas manias bobas que mude a tua feição; aproveites e aprendas uma que te deixe com a cara de bobo e lerdo e boca aberta que realmente és e ponto final.
O que mais deixaras que passasse por ti e fiquem apenas dolorosas marcas e muitas saudades?
Fizeste um enorme buraco em teu coração, feriste com navalha e cicuta os confins de sua alma
Aprendestes a fazer movimentos que não acontecem nunca, e choravas por isso no escuro, mas sempre com sorriso alegre.
Fizeste de tua vida um colorido de uma só cor, e agora todo esse trabalho resultou em vão
Fugiste tanto de tantas saídas e fechastes tantas e tantas portas, que agora, com as chaves em mão, queres abrir aquelas portas, mas já não sabes escolher mais isso.
Tu não dizes, mas tens pena de si mesmo. Da para ouvir isso em teu silencio.
Que fazes em quanto sonhas; será que morres?! Porque tantos sonhos teus nem saem do mundo dos sonhos e já vão direito para o mundo dos mortos; e ainda assim realizaram-se! Ah, Não; não sabes?! Pois se realizaram sim, Porque os teus sonhos existem e ex-existem tudo ao mesmo tempo.
Fingir sempre foi a tua melhor farsa, houve até um tempo em que não sabias mais se fingias de verás ou se fingia que fingias. Por isso Tu és o grande ator e autor e escritor e apresentar e telespectador da tragédia de si mesmo.
Tu és muito e muito pior que a dor, porque a dor dói por vicio da rotina, e tu... Tu machucas-te por vicio da escolha.
Que Fizestes de ti, inútil "pensador"; que esperas da vida?
Que pensas que pensam de ti; que és esperado? Pobre de tu. Tu és o desesperado! Tu és aquele que, por um raro acaso foi esperado, ficou sempre em segundo lugar. E ate mesmo as regras do português contrastaram contra tu: TU segunda pessoa do singular.
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Tem agora o que te faltava antes, tu tens consciência até da morte - mas o que te faltou antes?
Que pensas agora; agora que... Agora que a frustração e sua pátria? - tens dó de ti?
Pobre, pobre, pobre e pobre e pobre de tu? E agora? Sabes que são tantas e tantas e tantas perguntas que e inútil citar qualquer que seja.
Não adiante agora tentar enganar a si próprio, não! É puro engano! "aceitas a frio o que tu és". A tua melhor fresa já escreveste na vida: aquele que, por um raro acaso foi esperado, ficou sempre em segundo lugar. E ate mesmo as regras do português contrastaram contra tu: TU segunda pessoa do singular!
Escrevo para saber que um dia sofrir, mas que também foi um Cezar, um Cezar para mim mesmo. Por isso, não publico nada, guardo aqui estas notas e ponto.
Há uma lágrima já chorada dentro da alma do meu olho. Existe outro eu dentro do meu próprio eu que há anos a chorou antes de mim! Há no fundo da alma desta lágrima o direito de estar assim do lodo interior de dentro de mim. Sem querer sair... E eu não quero que saia não!
Eu guardo lágrimas como quem guarda segredos, como as fotografias guardam os momentos. Porque dentro delas estão também à causa e eu nem sempre quero me livrar disto.
eu guardo lágrimas como as fotografias guardam os momentos...
Senhor
Até quando!
913
Meu Amor
Morreu logo que nasceu.
E assim em frustração e frustração...
Deus me cedeu seu perdão
E na terra de novo desci.
Eu tentei... E eu tentei
Mas morri logo que nasci!
746
Ei,Ei!
Ei! Esperem por mim - Há algumas lágrimas neste pedido, mas nãos se importem apenas, me esperem, por favor!
Ei! Eu também sou bacana, só não sei como se faz para que vocês percebam isso;
Ei! Também há calor em meus braços. E eu sei que você está com frio agora. Por isso, converse comigo, assim sei que você eu poderemos nos acertar;
Ei! se me acharem aqui atrás deste disfarce e se me descobrirem após esta camuflagem que estou, eu garanto que vocês não irão se arrepender;
Ei! O mundo é triste sim, mas eu tenho sido muito mais triste e, tudo isso em silencio! Mas agora quero curar essas dores, quero falar pra esse silêncio - quem pode me escutar?
Ei! Eu só preciso de um tempo e uma mão amiga e de também um grande sorriso pra mim, não para a minha fraqueza, porque sou fraco agora e ainda não sei me livrar;
Ei! Por um momento eu preciso de um abraço... Depois o resto se vier;
Ei! Antes eu acreditava no 'pra sempre' e ate sonha sonhava com ele, mas agora sei que para que o aja, primeiro, ele tem de acontecer. Ou posso ser como vocês quererem também - tudo pelo hoje! E que o amanhã apenas venha! E se sobrevivermos a ele - deixe-me pedir uma chance para outro amanhã - porque a humildade é o meu jeito de fazer o 'pra sempre' acontecer;
Ei! O ruim do diálogo, para mim, é só quando eu tenho que falar. Por isso, guardo no silêncio a minha própria confissão e no olhar....ainda muito mais do que posso falar;
Ei! Pouco para mim é tanto e tudo para mim tem tanto sentido que às vezes não parece ter lógica alguma nisso! Por isso é que, às vezes, tenho me guardado. Mas hoje peço - achem-me...!
Ei! Desfeita para mim não tem gosto e exclusão para mim não se aplica. Pois, foi justamente a sobra disso todo que fez de mim a palavra obrigada e também a palavra Saudade. E ainda muito mais que isso me deu também:
Ei! Eu guardo um presente o qual ainda não tenho a quem dá. Porém, guardo como uma peça de museu, no meu baú de lembrar, desejos e olhares e sorrisos e momentos que morrerão comigo. Porque não tive como dá - e também não quiseram - a quem seria para dá. Posso ate mesmo dá o que não tenho, mas nunca darei o mesmo brilho que eu fiz brilhar por um sol à lua que ainda farei , mas os dois sempre brilharão no mesmo céu. E sempre haverá céu em mim... - sempre!
1 140
Eu Tenho
Eu tenho
Um toque que o meu passado não me deixa realizar;
Um desejo que o meu toque não consegue cumprir;
E tenho em mim todas essas expectativas, como o sono tem sede de sonho.
Eu tenho
Oculta nos olhos que sorriem
As lágrimas que eu guardo em forma de silencio;
Eu tenho
Nas cicatrizas que ainda doem
A esperança da cura
Porque eu tenho sobre mim as asas dos anjos
Que do céu vêem me fazer voar com eles
Quando tudo pesa sobre mim.
853
Expresso Trsiteza
Eu sei o que é ver a vida passar como quem escuta e olha uma cachoeira, mas nunca molhou os pés nela; sei também como é a ver passar galopando e ficar para trás, como poeira baixa no chão.
Antes mesmo eu soube e vi sonhos nasceram e morre em meu peito, porque sou eu quem está aqui neste túmulo afogado pelos lágrimas que nunca caíram;
por isso, Eu sei que não vale mais a pena contentar-se com o que poderia ser meu,Porque fui eu quem escreveu cada letra e cada página desta historia!
Tenho que dizer palavras que mal sei o sentido;
Tenho que tentar decodificar uma sintonia desconecta que apita dentro de mim todo o dia;
Tenho que me dizer e me reportar e me completar de tudo - de tudo!?
Eu não sei em que espécie de queda eu estou que nunca chego ao chão, talvez assim pudesse começa a recomeçar;
Eu não sei o quê que tanto procuro dentro de mim porque bem sei que lá não há nada - muito mesmo perdão - Não sei em que rua da vida meu trem se perdeu, mas daqui bem sei que o carregam só de tristeza!
Fiz da vida um filme para se assistir depois de amanhã e quando disso me lembrei o cinema já estava lotado e também já tinha perdido as melhores partes e do lado de fora não podem nem mesmo chorar!
Sonhei como um míope alinhava uma agulha! E assim costurei todos eles sem linha, por isso minha sacola de pano nunca se encheu.
Quem eu bem vi do pensamento não saiu, mas essa imagem foi murchando como tudo em meu coração, E só porque me pediram hoje não há mais uma estrela que não tenha contado! Com isso o que ganhei foi escuridão, vento e solidão!
922
Tédio
A falta de sentir o que não houve é tão vazia como saber que tudo que se quis não passou de não passar de nada, tão apática quando a ausência da falta de sentir falta de coisa alguma que fosse! Em momentos assim, a alma cai sobre a vida, como se fosse um doce de uma criança e que a realidade em seguida pisasse nele! Dói saber que saio para a vida sem realmente sair, mas que parado fico onde estou esperando que a vida que não tenho me tenha. A angústia deixou de ser luxo físico da alma, para ser coisas físicas do mundo, como ao os livros que eu insisto em comprar sabendo que em nunca os lerei e que só os vejo na estante e os sinto, não como livros, mas sim como angústia! O tédio abafado da vida que sabe que morre a cada dia, cai sobre mim como se fosse o calor do dia já abafado, então tiro a camisa, como se tirasse todas as pétalas da flor do meu existe, mas de frio volto atrás como a morte pedoando os suicidas. Mas olho para uma flor morta ao chão, sobe o calor do abafado dia, e sei que nem ela ou o dia se deram um pelo o outro. Depois me vejo me sigo e me penso... – que a beleza da vida não tem nada como o meu triste existir.
868
Domingo
Domingo sem hora e nem data. Apenas domingo de mim ate chagar ao mundo. Por isso resolvi tirar folga de mim: Tanto me faz o que nada me faz, e também pouco me importa o que tanto me importa. Mas só estou em paz... - porque estou nos braços do pai!
O domingo em mim é um sentimento. Por isso me sinto como uma festa na qual os convidados não chegaram... - O mundo pode ate continuar, mas só depois que eu terminar esse poema
888
Que castigo cada um faz da vida
Que castigo cada um faz da vida; que mentira é dizer que não...
Quanta esperança assim é perdida, no caminho de quem só tem ilusão.
Será que pesa tanto a magoa física, que tudo afoga na lagoa do esquecimento,
Será que de tanto envelhecer, não morre um sentimento?
Será que dói mais a palavra não dita ou a dor de saber que não,
Será que vale mais a pena guardar um segredo ou pagar o preço da libertação?
- Quantos caminhos! Que lágrimas! É preciso percorrer, para fazer enxergar aquilo que se pode ver!?
Que castigo! Cada um faz da vida, mas quanto perdão nos dá a esperança; mentira...
- é dizer que não!
703
um in-propósito
Fiz do meu propósito o meu túmulo, fiz do medo a minha causa e agora estou de costas pra mim. Fiz de mim um deposito de frustração - e agora que estou cheio? - Sigo em um caminho - que não é caminho - a direção oposta a tudo que quis! Mesmo assim fui fiel ate na minha mais lúcida incerteza. E por causa disso foram realidade todos os meus Magnos sonhos, mas também foi um sonho o pesadelo de minha sonhada realidade alcançada. E, no entanto, desconecto e sóbrio da utopia inalcançado e não curada, vejo, e confesso que tudo foi verdade porque sofri - e agora sinto a dó, tão antiga dó, que tanto desconheço nas lágrimas que não posso chorar!
O que foi enquanto tudo isso me acontecia - ai, meus Deus! O que foi: Um ponto vermelho a se perder na treva, uma fagulha apagada pelo o oceano? Ou não fui nada enquanto era tudo, porque nem mesmo todos esses caos se aguentaram em mim - talvez, mas custa acreditar que não! Suprema angustia frustrada em mim, quem diria que com o correr dos anos eu te corroeria e também te correria tanto, tanto e tanto que esqueceria ate de mim?
Os papeis em branco guardados, historia entupindo os bueiros são cenas da minha vida a olhar para mim... Toda a fartura dos tempos dos Reis e também a falta de pão aos outros naquele tempo ainda sou eu cuidando dos meus sonhos - Ai de mim! Que grande pintor foi para pintar a mão livre o quadro negro da minha vida?
O grito simples em supremo silêncio foi sempre meu paraíso, mas agora o silêncio se desfez - que paraíso foi esse? - Choro lágrima pelo o céu todo e já nem me canso...
967
Grande Busca
Tudo quanto busquei na vida, antes mesmo de alcançar deixei cair. Até mesmo o próprio pensar em buscar ficou enroscado entre o Pensar e agir - nunca fui tão longe, desde que não tivesse caminhado!
Assim, deixei para depois o próprio depois que o depois me traria já tarde de mais! E então fui indo...E de tudo só ficou expectativas.
Hoje o que me resta é a duvida no amanhã e a curiosidade daquelas expectativas.
Vivi o avesso das minhas sensações, por causa disso ate hoje nunca soube quando sorri ou chorei. Por isso o silencio foi sempre grande companhia. Apesar disso, ainda apagava algumas luzes em mim só para passar despercebido. Mas hoje não há uma só lâmpada que esteja boa... Por outro lado, por mais que tente não sai um só fio de brilho do meu olhar - quanto mais de mim. - não, de mim não!Apaguei-me e refletir ao contrario e me Cobrir de escuridão - tudo isso para não ser visto. E conseguir! Agora Vivo escravo desta vitoria agridoce.Quem me dera ter acordado dessa ilusão antes! Que me dera poder recuperar pelo menos o dia de ontem ou ate mesmo o amanhã!
Estou em divida com meu destino e a procura do grito de vitoria perdido dentro de mim. para que os anos passem logo, enterro as horas, como o coveiro enterra mais um cadáver. E essa rotina nem me faz chorar mais.