Davison Furtado

Davison Furtado

n. 1996 BR BR

Certezas absolutas, não representam absolutamente nada.

n. 1996-07-13, Abaetetuba

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Minha Deusa

Ela é tudo
Mulher que ninguém explica
É feita de fazes
Pode ser fria como Plutão
Explosiva como o Sol
Deusa pra provar do que é capaz
Ciência pra explicar o porquê
As vezes me acho importante
Quando meu mundo entra em declínio
Se tempo importa tanto
Vivo menos que um glóbulo sanguíneo
Eu e você somos parecidos
Sistemas, catástrofes, períodos
Bilhões como eu
Simples mortais
Limite do apogeu
Baseado, fatos, reais.
 
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Poemas

1

Ponta

Na ponta do lapís
Que pousa no papél
No manchar da tela
A curva do pincél

Na língua que se codifica
Meu código é poesia
Pra fazer sentir
O que para os outros não tem sentido
Para fazer chorar e sorrir
Um lugar, seu abrigo

Dose de tempo no relógio parado
Mente aberta, coração fechado
Ponta de lança
No estranho, estrangeiro
Ponta da flexa
Cupido certeiro
 
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