dionesbatista

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n. 1996 BR BR

Protótipo de poeta! Matuto Caririzeiro! Indivíduo em Construção!

n. 1996-07-19, Livramento, Paraíba

Perfil
45 328 Visualizações

Preta

O teu jeito me fascina
O teu semblante me encanta
Já tentei e não adianta
Te esquecer doce menina
Talvez seja a nossa sina
De viver uma paixão
És a bela inspiração
Que faz brotar poesia
Com pureza e maestria
Dentro do meu coração

Diones Batista 
31/08/2020
Ler poema completo
Biografia
Sou natural de Livramento no Cariri Paraibano. Jovem Camponêns e Amante da Literatura!

Poemas

66

Primeiro Amor

O primeiro amor é inesquecível
É um sentimento forte e duradouro
Como hospedeiro se aloja no peito
Esperando outro possível vindouro

É uma tatuagem no vão coração
Que mesmo com o tempo nunca se apaga
Mesmo tendo outro sempre está ali
E as suas lembranças é o que nos afaga

A qualquer momento ele se emerge
Quando o pensamento tão em si converge
Olhando as memórias que estão na saudade

Mas o ser tão tolo morrendo de orgulho
Faz do coração um simples pedregulho
Para não ferí-lo com a sua vaidade...



Diones Batista
268

Caatinga

Pela caatinga afora
Há muita poeira no chão
Carcaças por todo canto
E nenhuma plantação

Essa é a verdadeira
Visão do nosso Sertão
Mas se chover dá de tudo
Fartura tem de montão

A plantação bem verdinha
Todo mundo animado
E depois para a colheita?
Já tá tudo preparado!


PS.: Me recordei desses escritos que fiz quando ainda estudava o fundamental, essa foi uma produção que fiz na aula de geografia na qual era pra escrevermos sobre nosso Bioma tão lindo: a Caatinga.

Diones Batista
759

Cariris

Sou filho dos cariris
Desse pedaço de chão
Segundo o povo que diz
Que a 'porta do Sertão'
E riquezas possuis
Com euforia me imbuis
Um sujeito que ser-tão...

Um ser tão caririzeiro
Que conhece a natureza
Um ser que é tão destemido
Pega gado com destreza
Da secura com magia
Faz nascer com maestria
O alimento e a beleza


Diones Batista
568

Amor de ilusão

Lembrando dos beijos que um dia me destes
Fico aqui pensando se deixou-me a sorte
De me dar resposta tu se abstivestes
Pra o sofrimento deu-me um passaporte

Nosso amor de ilusão tu adormecestes
Hoje o peito sangra com um profundo corte
O coração de pedra tu amolecestes
Depois o entregastes a dama da morte

Hoje vivo triste, só e amargurado
Como um andarilho que é abandonado
Nas estradas secas da desilusão

Vou fazer agora um abaixo-assinado
Pra aceitar de novo eu ser seu amado
Me arrancando assim desta solidão


Diones Batista
639

Raimunda, a morte

Lembrando dos maravilhosos escritos do ilustre e saudoso Ariano Suassuna, que nomeu a dama da morte de Caetana, eu analisei e achei muito pertinente nomear a morte. Creio que assim ela parece menos assustadora já que sabemos que um dia estaremos frente a frente com ela. Uns mais cedo e outros mais tarde, mas sem falta ele visitará a todos nós. Mas não acho que o nome de Caetana faça jus ao trabalho da dona morte, na minha concepção Raimunda é um nome que combina mais com ela. Raimunda é um nome de origem germânica formado por duas palavras: - Ragin, que significa "conselho" e mund, que quer dizer "protetora". Segundo histórias antigas, na hora final, o ser ainda vivo reluta até não poder mais para não se desapegar do seu corpo ao qual já está tão acostumado. Diferentemente do que pensamos, dona morte a qual nomeei de Raimunda, não arranca a vida do corpo e a leva para o além. Ela chega de mansinho e com seu abraço carinhoso e suas palavras de afago no subconsciente do indivíduo o convence e avisa que já é hora de partir para o infinito e que sua missão já está cumprida fazendo-se necessário voltar a seu lar. E assim que o ser percebe e deixa-se ouvir entende que é chegada a hora de deixar aquilo que conhecia e ir agora aprender com o infinito criador de todas as coisas. Ao desapegar-se do corpo, dona Raimunda o guia e proteje pelo caminhos das sombras até a casa do pai de todos nós. E diferente do que muitos dizem, a morte é apenas o começo. Lembrando ainda dos escritos de Suassuna, sábias foram as palavras do personagem Chicó d'O Auto da Compadecida que disse que quando o ser morre "cumpriu sua sentença. Encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca do nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo, morre."



Diones Batista

Referências:
SUASSUNA, A. O Auto da Compadecida. Rio de Janeiro: Livraria AGIR Editora. 1975.
313

Utopia

Não estamos derrotados.
Apenas não vencemos uma batalha de muitas que serão travadas em nossa existência.
Não é hora de chorar... Se bem que chorar não é ruim, isso mostra que somos humanos.
Quem sabe as lágrimas brotando reguem o que há de bom na vida de quem crê.
Esse é o momento que temos de dar as mãos, e em cada existência ser resistência.
Pode ser que os olhos embaçados de lágrimas não nos permita ver mais adiante, mas isso não nos impede de caminhar.
Porque a utopia é o que nos faz caminhar...



Diones Batista
340

Brotos D'Amor

Com a tinta do coração
Escrevo-te extasiado
A saudade é floração
Em meu ser demasiado
Renasceu uma paixão
Veio em grande brotação
O sentimento enterrado


Diones Batista
718

Tio

A ingrata da Raimunda
Veio buscar meu parente
Seu corpo hoje está frio
Quando ontem estava quente
Quebrando um tênue fio
Raimunda levou meu tio
Pra longe da nossa gente...


Em memória à meu tio João Paulo que desencarnou na noite de 31 de outubro de 2018.


Diones Batista




387

Cigarro da Saudade

A lágrima que hoje corre
Fez-se em rio no meu rosto
Só não morri de desgosto
Porque de amor não se morre
Pra esquecer tomei um porre
Para as mágoas afogar
Malditas sabem nadar
E na lembrança me vem ela
Menina mulher tão bela
Eu te amo de verdade
To fumando o cigarro da saudade
E a fumaça escrevendo o nome dela

Já sentia a chegada do calvário
E apenas com uma ligação tudo acabou
Mas uma vez sozinho agora estou
Nas estradas da vida solitário
O cigarro no dedo incendiário
Me pergunto o que vou fazer sem ela
Por dentro me corrói essa mazela
E de viver perdi toda a vontade
To fumando o cigarro da saudade
E a fumaça escrevendo o nome dela

Com um banho lavo o corpo
Com as lágrimas lavo a alma!


Mote: Autor Desconhecido
Glosa: Diones Batista

651

Ser Flor, Florescer

Quero ser um beija-flor
E sobre teu corpo florido beijar-te até a imensidão sem fim...
Teu cheiro efervescente é como um mar de rosas
E teu suor é como o orvalho
Que corre sobre a face da pétala de uma rosa
Ao findar de uma linda noite!



Diones Batista
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Comentários (3)

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CORASSIS

Caro poeta , você e a PATATIVA da bela Paraíba

Prestes e Silva

coisa mais delícia de ser ler guri, grata.

aunntt

Lindíssimo!