O teu jeito me fascina O teu semblante me encanta Já tentei e não adianta Te esquecer doce menina Talvez seja a nossa sina De viver uma paixão És a bela inspiração Que faz brotar poesia Com pureza e maestria Dentro do meu coração
Me tornei um ébrio andarilho Nas estradas secas da solidão Num bisaco em cacos o coração Os levo feito um pobre maltrapilho
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Momentos de Magia
A minha alma ancorada na poesia Se prendeu novamente a uma paixão Mas percebi como que feito magia Que esse sentimento não pode ser prisão
Fez brotar em meu frio coração O esplendor da singela empatia Cada letra carrega uma canção De momentos de pura primazia
Continuo escrevendo nossa história Os momentos a cargo da memória E o futuro nas mãos do seu destino
Um poeta pensa que tudo ele vê E a magia veio toda de você Pois na vida sou apenas um menino
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Poeta Alquimista
Em rebento de desejo eu me verso Se quiser acredite em minha poesia Transformando a paixão em solidão Ela é tal qual poder da alquimia
Queria transmutar tristeza em alegria Mas isso nunca poderei o fazer Pois precisaria de tua nobre companhia Pra uma troca equivalente haver
Mas sigo sendo um simples poeta Fazendo verso e glosa discreta Pensando talvez ser alquimista Sigo só fazendo uns trocadilhos Nos caminhos dos cegos andarilhos Nas paixões sendo imediatista
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Ser Poeta
Eu queria ser poeta Mas poeta eu não sou Sou apenas um sofredor Que pensou ganhar teu amor
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Paixão
Neste dia de natal já fomos abençoados, as órbitas dos planetas já se realinharam e o universo já se encontra equilibrado novamente...
Viajei na imensidão poética Nas trilhas da pura reflexão Pra descrever essa paixão Nas linhas de nova métrica Minha alma sendo cética Banhou-se em teu jeito doce Se um dia pássaro eu fosse Voaria em velocidade E carregava essa saudade Que o amor pra meu peito trouxe
Meu amor por ti é tanto Igual o de Zeto por Bia Se pudesse deixaria Esse nobre em um recanto Mas quando sofre meu canto Faz parelha a solidão Alivia o coração Ao liberar-se em rima Talvez seja minha sina Ser sofredor de paixão
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Soneto de Verão
Em uma tarde de verão Quente como a poesia Transpiro em primazia As mágoas do coração
Lágrimas vindas do não Com meu suor se misturam E as palavras capturam A essência dessa ação
O teu frio sentimento Neste calor do momento Não pode me refrescar
Me prometestes o céu E em seguida tão cruel Me lançastes ao mar
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Tu És
És a sensação inédita És minha confusão poética És muito em meio ao pouco És lucidez para um louco És lira para esse vate És para um preso o resgate És amor de madrugada És a saudade infindada És rima na poesia És no meu ser a alegria!
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Soneto sem título
Hoje ao passear pelos corredores da arte Lembrei de teu beijo e tua pele macia Não achando outro jeito pra exaltar-te Transformei sensações em uma poesia
Teu jeito me encanta como que magia Convida ao abraço mesmo que distante Quem me via antes nunca que diria Que em ti pensaria a todo instante
Ao nos encontrarmos como estranhos Me afoguei nos seus olhos castanhos E de uma hora pra outra estou apaixonado
Fui dominado por sentimento forte Que tudo isso não seja apenas vã sorte Pois quero ficar somente ao teu lado
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Minha boca passou por sua boca, mas passou com vontade de ficar
Os sentimentos tomaram meu ser E essa vontade não consigo controlar Busquei força na voz me faltou ar Nesse caso eu prefiro te escrever E eu nem sei se consigo descrever Mas talvez eu consiga demonstrar O desejo que tenho de te amar E dizer como a carne é fraca e louca Minha boca passou por sua boca Mas passou com vontade de ficar
Mote: Zé Adalberto Glosa: Diones
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Poeta
Poeta é filho da dor E também da ilusão Teima em crer no amor Se engana numa paixão É sempre um trovador Das ânsias do coração