donna maria

donna maria

n. 1959 PT PT

Uma descrente que em tudo crê Uma lírica que acredita em utopias Uma "inconsciente" consciente

n. 1959-05-11, Portugal

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Algarve na objetiva

Algarve é plano e esguio
Com gente de fio a pavio
É azul e verde por natureza
É azul e branco por tradição
Nas casas que construiu
Por imposição ou condição

O Algarve é tosco.                                                                                                                                                      
Mas rendilhado também                                                                       
É o vermelho da terra quente
É o Algarve  de Agosto
Destino de férias de muita gente
É o algarve do briosco

Selvagem por condição
Snobe por definição
O Algarve é os opostos
O do Resorts e do dinheiro
É o Algarve dos obradores
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Poemas

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Algarve na objetiva

Algarve é plano e esguio
Com gente de fio a pavio
É azul e verde por natureza
É azul e branco por tradição
Nas casas que construiu
Por imposição ou condição

O Algarve é tosco.                                                                                                                                                      
Mas rendilhado também                                                                       
É o vermelho da terra quente
É o Algarve  de Agosto
Destino de férias de muita gente
É o algarve do briosco

Selvagem por condição
Snobe por definição
O Algarve é os opostos
O do Resorts e do dinheiro
É o Algarve dos obradores
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Porque os outros se mascaram mas tu não

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude                                               sam-1631
Para comprar o que não tem perdão. 
Porque os outros têm medo mas tu não. 
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não. 

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos. 
Porque os outros calculam mas tu não.
Sofia de Mello Breyner
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Comentários (2)

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silveira

Parabéns pela poesia. Ass. Silveira

anaceu

Não é normal!!!