Douglas Fagundes

Douglas Fagundes

n. 1979 BR BR

Douglas Fagundes Murta Do século XX Nascido 13 de maio de 79 Filho Irmão Amigo Marido Padrinho Pai Da Ilha do Governador Saquarema Rio Brasil Poeta Professor Compositor Wikipedista .'.

n. 1979-05-13, Rio de Janeiro

Perfil
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GRITA TEU CORPO NA RUA!

Faz de conta que amanheceu

Esqueça a noite e suas estrelas

E grita...  grita teu corpo na rua!

 

Afogando os carros com teu rosto de puta

Vestes sexo muita bunda

Um mercado

Grita teu corpo na rua!

 

Voa

Atira os teus pedaços

Morde os cotovelos moles

Os homens que se escondem nos teus quartos

 

Grita!

 

Vadia...  A boca murmura o que não sente

Repete e domina

Repete e faz gozar

Grita teu corpo na rua!

 

E assim vou bebendo as tuas noites sem fim

Vendo a luz

Teu prazer...  rabisco...  pega

Sufoca e lambe meus olhos...   meus olhos...  olhos...

 

Faz de conta que amanheceu
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Poemas

9

TEU SEIO

Quero teu seio

Poder rabiscar

Poder sair

Poder teu seio

 

Seio teu parado

Na foto completo

Seio teu sem asas

Parado completo

217

Participação do Poeta Douglas Fagundes Murta no programa NA GARUPA DO BOZZO

Participação do Poeta Douglas Fagundes Murta no programa NA GARUPA DO BOZZO - Youtube

http://www.youtube.com/watch?v=ubQwYtHraZI

http://www.youtube.com/watch?v=sOI9bh-d19s


146

CIANOSE

De déu

            em deu

Peço poema

Soluço novo

Cores

            barrentas

 

Sorrisos

            mudos

Asfalto

Humor aquoso

            poeira

 

Passo

            semitom

Nesse lupanar

Acreditando corações

Suaves

            luas

 

Pornéia

            estada

Poema oferecido

Bronze:

            “Sê Bem-vindo!”

266

GRITA TEU CORPO NA RUA!

Faz de conta que amanheceu

Esqueça a noite e suas estrelas

E grita...  grita teu corpo na rua!

 

Afogando os carros com teu rosto de puta

Vestes sexo muita bunda

Um mercado

Grita teu corpo na rua!

 

Voa

Atira os teus pedaços

Morde os cotovelos moles

Os homens que se escondem nos teus quartos

 

Grita!

 

Vadia...  A boca murmura o que não sente

Repete e domina

Repete e faz gozar

Grita teu corpo na rua!

 

E assim vou bebendo as tuas noites sem fim

Vendo a luz

Teu prazer...  rabisco...  pega

Sufoca e lambe meus olhos...   meus olhos...  olhos...

 

Faz de conta que amanheceu
230

PODER

O poder

É como ter guarda-chuva

Nesses dias em que não vai chover

190

PANORÂMICO

Passeia sozinho

Todo iluminado

O coitadinho do elevador

Que a menina nervosa

Chamou

197

FILHOS E PAIS

Quando os filhos estão pequenos

A casa é pequena demais

Quando os filhos estão grandes

A casa é grande demais

205

GRÁVIDA

Meus sentidos ficam grávidos

só de te ver

tão levemente pesada

carregando o mundo

pensando em rosas

215

GRAFITTE

A minha obra

Não é minha obra-prima

A minha obra

É minha obra-filha

Sangue do meu grafite

204

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