Edson Fernandes, 48 anos pai de dois filhos Danny e Felipe, avô de três netos, Beatriz, Caique e Julia, um escritor amante dos livros e poemas de Camões, Fernando Pessoa e outros mais. Um escritor que ainda sonha com a edição do seu livro, seja de contos, poesias, poemas, mas sonha para que isso nunca morra!
Um ser, um homem, um errante, um louco e chama-me de que quiser! mas nunca diga que não sou um... POETA!
São Juras de verdades Por mentiras escondidas Pelo tom incerto de beldades Que no ar, foram perdidas
O sublime de tocar A falha do tom verdadeiro Verdade transparente, no doar Desde o encontro, primeiro
Hoje restando a dúvida Que num simples olhar Foi uma armadilha da vida Do ato, do seu doar
Um ultimato do coração Da maneira simples de amar De um súbito momento de paixão Da delicia de um olhar...
Edson Fernandes
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Simples Desejo
Num dado momento de procura Sonhando e querendo Louco pra realizar uma loucura Triste mas confiante e querendo
Eis que ela me faz uma pergunta De imediato minha resposta Pois nunca tinha visto um rosto tão belo Me passando uma meiguice angelical
Uma forma carinhosa e de fino trato Um comando no meu coração Que era ela a razão da minha procura Será que é você? Pensei no meu íntimo
Em pouco tempo, uma voz suave Dotada de muito carinho e paz Um anjo que há tempos procurava! Quão forte bate esse coração!
Que há tempos era só agonia Que mais nada preservava Que hoje bate com alegria Apostando no que nos reserva
Todos os dias, todas as horas És tu que faz parte Desse momento único De uma nova vida começando...
Edson Fernandes
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Reflexão
Lua que ilumina seu caminho Na calada de uma noite triste Muitas vezes no caminhar sozinho Por deveras um penar que jamais sentiste
Sabes que a vida é boa e de indivizivel emoção Faz-se de ti suas obras, seu caminhar Cantarolando por horas uma canção Buscando seu eu e cego ao seu penar
Dos momentos que refletiste, dos erros e acertos De uma insanidade a procura de uma realização Dos costumes, sentimentos do que é incerto Da pureza de alguem que se curva ao som do coração
Edson Fernandes
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Amofinação
Rala o taco Rala a cara Rala o palco Rala a tara
Rala no trampo Rala no dia Rala no campo Rala na pia
Rala na ilusão Rala na cama Rala no coração Rala na lama
Edson Fernandes
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Sinais
Engraçado essa busca insana De conceitos e um segredo De palavra profana Tentando pra si o remedo
Por várias caras e bocas, o silêncio O medo, a angustia e o desejo Que se misturam entre sinais e auspício Imputando aparente fraquejo
Uma bela dama do outro lado Um feroz homem a espreita Num simples vacilo dado A entrega, mesmo que não admita
Edson Fernandes
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No Silêncio, nos amamos
Mãos que afagam as mãos que escrevem Boca que cala no silêncio do beijo Restando um olhar, simples e meigo Num momento que só sente a respiração
Dos corpos colados, num mar de prazer Mãos que percorrem os corpos, inundados de desejo Na busca de matar a saudade num pranto de alegria
Súbito e infindável, és o êxtase de uma noite tão esperada Dois corpos, que se entrelaçam tornando-os um único ser Bocas que se unem no silêncio, buscando sua essência Tão raro prazer, tão sublime o momento
De grande exatidão nos movimentos, na busca da perfeição Na troca de carinho, com certo cuidado De que seja único e duradouro Excedendo nossos limites a cada encontro
Tornando assim, essa volúpia intensa Para que a cada encontro, seja como o primeiro Dotado de imagináveis sensações De que nunca será o último
Edson Fernandes
741
Naquele Dia
Do amor que encanta Daquele amor da infância Do amor da esperança Daquele amor de paixão Do amor que mata Minha alma sem perdão
Edson Fernandes
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Pássaro Azul
Busca sua fuga quando o sol nasce Procura na sua solidão seu encontro Nos corações sua prece No silêncio seu desencontro
Que no seu cantar invade corações Que do seu medo cria seu voar Das dúvidas alheias suas paixões Num salto infinito, sem perdoar
Pássaro Azul que de solitário Esconde suas mágoas Que fere um coração imaginário Sem ressentimento ou lágrimas
Pássaro Azul que vôa livre Em busca de mais uma aventura Sem pensar na dor que arbitre No silêncio do seu ninho que perdura
Uma paixão ainda escondida Que fere sem ser ferido Sem pensar na despedida Pois há sempre um coração perdido
Edson Fernandes
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O Criador, o Poeta
Oh! Sublime Criador, Tu que do nada Criaste os universos siderais, A abóbada celeste, recamada Das mais formosas pedras orientais;
Tu que criaste a rosa perfumada, Criastes nossas almas imortais, A vasta natureza enflorada Encheste de harmonia divinais
E criaste a mulher, cujo sorriso é capaz de mudar um paraiso Todo reino das trevas e da dor
Fazes supor que, além de seres Deus E de ocupar o trono lá dos ceus, és tambem um poeta, um sonhador...
Edson Fernandes
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Corpo e Alma
Busquei seu corpo, busquei sua alma Encontrei a sublimidade de uma deusa O seu sorriso que me acalma Uma paixão que de seus olhos exala
Tu és a dama do meu desejo Que a cada toque, há um encontro Das mais belas sensações em cada beijo Os corpos numa união desse reencontro
Por deveras, me encontrei em seus braços Deslizando em seu suor, dois corpos em chamas Levando um vulto teu, para meu íntimo agrado És tu a mais bela das damas!
O encontro dos lábios, o toque das faces A parada para a troca de olhares O sorriso de satisfação e a voz rouca Foge a regra de uma poesia, entregando-se por inteiro
Cumprindo o destino nessa troca ardente Por algo que outrora estava em pensamento O destino assim fez querer Que esse momento fosse único
Trocas de almas, de paixão e de carinho Busca incansável pela realização O prazer do seu jeito que me fascina De uma noite inesquecível em meu coração