Eduardo Becher

Eduardo Becher

n. 2000 BR BR

Curitiba, Brasil. Lirista dos próprios sentimentos.

n. 2000-11-15

Perfil
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Uma Batida Fora do Compasso

Ela quebra a inércia
De qualquer certeza
Que eu tenha sustentado.

Revive a controvérsia
De quem vê beleza
No coração atormentado.

A íris acastanhada
Dos olhos celestiais
Invadindo o universo.

Colorindo a morada,
Consoantes e vogais
Das estrelas e do verso.

Esse éter do espaço
Negro, como seus lábios,
Preenche a noite e a aurora.

Sou feito de um estilhaço
Seu, mesmo que o tempo
Nos separe para outra hora. 






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Biografia
Reside em Curitiba, no Paraná. Apaixonado por música e poesia.
Escritor de diversos poemas e textos que focam na expressão do sentimento humano,
prioriza a sinceridade em cada verso, sendo um grande fã de Vinicius de Moraes, Fernando Pessoa, Edgar Allan Poe e Carlos Drummond de Andrade.
Interessando pela filosofia e pelas correntes de pensamento céticas, niilistas, existencialistas e clássicas (greco-romana e iluminista); entusiasta das crônicas e um realista que persegue o romantismo inalcançável, ainda que sublime.
Para mais conteúdos: https://www.wattpad.com/user/EduardoBecherBern

Poemas

3

Um Pouco Livre

Em quais cachos
eu sentiria o perfume
da flor e dos riachos
se expandindo, em volume,
nesse indeciso coração?

Em quais lábios
eu encontraria o ébano
desconhecido pelos sábios
e, ainda assim, humano
como tudo que é profano?

Eu não tenho planos
e me alimento de incertezas;
estou repleto de enganos,
pois conheço as fraquezas
suspensas em mim.
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Uma Batida Fora do Compasso

Ela quebra a inércia
De qualquer certeza
Que eu tenha sustentado.

Revive a controvérsia
De quem vê beleza
No coração atormentado.

A íris acastanhada
Dos olhos celestiais
Invadindo o universo.

Colorindo a morada,
Consoantes e vogais
Das estrelas e do verso.

Esse éter do espaço
Negro, como seus lábios,
Preenche a noite e a aurora.

Sou feito de um estilhaço
Seu, mesmo que o tempo
Nos separe para outra hora. 






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A Posterioridade

Tédio de quem vive
em prol do futuro
(que não sobrevive
às farpas do muro),
barreira do agora
e memorabilia
de quem comemora
mas não se auxilia.

Viver outra vida
sem que essa se acabe
é a angustia da ida
de quem vai e não sabe
se remediar;
rasgando o presente
e vendo, dormente,
o futuro vingar.
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