“Humano superior “
Quando o ser humano quer se sentir superior a alguém,
ele acelera seu motor potente ,
e fura suas quatro rodas.
Porquê ele quer te ver lá embaixo,
dando o seu mínimo.
Mesmo estando lá encima ,
dando tudo por isso.
Ser sozinho
Que som é esse?
Será que tem alguém ali?
A todo tempo escuro vozes,
Que vêm direto a mim.
São sussurros, também gritos,
De amor , ou talvez ódio .
Também pode ser tristeza…
Estou louco , ou estou sóbrio?
Vou fumar mais um cigarro,
Ou talvez eu beba um copo…
Será que estou mesmo vendo alguém?
Ou eu já perdi o foco?
Tenho dormido tão pouco,
E acordado tão cedo…
Talvez esteja mesmo ficando louco,
Ou da morte perdi o medo.
Bom é caminhar descalço,
Andar fora das paredes.
Tou aqui a tanto tempo,
Sentado, e tenho sede,
Tenho fome e sinto frio ,
Mas ainda posso ver-te…
Tão sozinho , que até penso:
Será que eu posso ter-te?
Ou talvez eu esteja morto…
Cercado de moscas verdes.
Além de mim
Lá no sossego do campo,
Não há nada além de ti…
Um som lindo, a boa vista,
Um amigo pra sorrir.
Quem mandou o passarinho ,
Que me contou um segredo?
E aquele que caiu do ninho,
Encontrei, cuidei eu mesmo.
Voa e canta canarinho…
Liberdade é o seu lugar.
Na gaiola ficou triste,
Já nem da gosto cantar.
Te guardei , te vi crescer,
Mas também cuidei de ti.
Forte e grande eu te soltei,
Há bem mais além de mim.
Pó, barro, pau, pedra
A poeira da estrada,
Com a chuva vira lama…
Na árvore mais alta plantada,
Cai o raio, vira chama.
Água corre e faz caminho,
Lava a pedra e vira rio,
E naquela mesma estrada,
Canta e voa o passarinho.
Na aroeira , o João de barro,
E o pica-pau faz o ninho.
O menino lança a pedra,
E derruba o pequenino.
Pela estrada vai ao longe,
Mas vai bem devagarinho.
O pai toca seu berrante,
E vai tocando a boiada.
No chão de pó,pau,barro e pedra,
Também toca o cavalinho…
E denovo vem a chuva,
Molha o pai e o menino,
Mas a estrada é sempre a mesma,
Esse é o nosso caminho.
Sol e Mar
Quem caminha pela praia,
Ouve o som da água a bater.
Sente a brisa da maré,
A maresia tem poder!
Como o sol que aquece o Mar,
Meu coração se aqueceu.
Na sua pele vejo o sal,
No reflexo , vejo eu.
O amor é como o Mar,
Vai pra lá e vem pra cá.
Suas ondas, mais ao longe,
Mostram como é infinito,
E o balanço do meu barco,
Com você é mais bonito.
Até o por do Sol tem mais graça,
Quando eu estou contigo.
Bate coração
Coração que bate bate,
Vai ao céu e vai ao chão.
Sai do centro e vai ao longe,
Como bate o coração.
Faz sorrir e faz chorar,
Anda contigo e comigo.
Ele tem tantos amigos ,
E sem sair do lugar.
Coração que bate bate,
Que a tristeza faz parar.
O amor te deixa forte,
E sempre pronto para amar.
Simples e belo
O que será mais confortante,
Que ver o sol subir entre as montanhas?
Quando eu passeio no serrado,
E sinto ainda os pés no orvalho.
O sereno na pele da flor,
Antes de aquecer o Sol.
A chuva que cai do céu,
O vento que faz o nó.
A água que corre limpa,
Na terra que o homem planta.
O ar que ainda respiro,
O pássaro que ainda canta…
Um sincero “Eu te amo”,
Que não sai pela garganta.
O olhar de quem cuida e ensina,
O brilho puro da menina,
Que até hoje se encanta,
Sempre que olha pra cima.
Quem realmente ama o belo é simples,
Na verdade ama a vida.
Meu poema
Meu poema é só meu,
É meu , e também é teu.
Só, fiz ele pra chegar,
Só lá onde existe Deus.
Este poema é só meu,
Meu ,e também dos meus .
Se comigo ainda andas,
Ele também é só teu.
Quem te fez assim tão belo,
Sabe quem és tu aqui .
Quem não sabe quem tu és,
É porque nunca te conheceu .
Vidas são poemas esquecidos,
O meu , e também o teu…
Poemas podem ser problemas,
Mas não é problema meu.
Meu é só este poema,
Que é meu e também é teu
Mais nada
Quando não há mais nada,
Tudo se destaca.
O muito já não importa tanto,
Precisamos de pouco.
Está tudo mais ou menos…
Já não há mais nada.
Moribundo
Pobre moribundo,
quer muito de tudo,
E de tudo que estudo,
descobri que falo tanto,
E sou tão mudo.
Eu conto 1, 2 , 3,
Malandro de verdade ,
Não ta dentro do xadrez.
Eu falo pra vocês.
Eu nunca joguei xadrez,
Só sei que sou um peão,
No meio de tantos Reis