A Festa do silêncio Sinto os sons que me rodeiam Na alvura dos silêncios das nuvens Na espuma líquida do mar Procuro vales do silêncio Onde o sol costuma mergulhar.
A música do pensamento Vem em festa o silêncio festejar No ar espreguiço meus braços Agarro os sons do momento Na esperança de os ver dançar.
Sobem folhas rodopiam folhas Crianças silenciam jogos de agarrar Flores calam fundo amores Reina o silêncio na hora Beijos silenciam dores. Calai-vos, chegou o silêncio Da bela aurora. Emílio Casanova, "Ninguém Compra"
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Oásis
Oásis...
Nas curvas do teu corpo
Dunas de praia deserta
Busco eterno oásis secreto.
Entro em ondas de maré cheia
Espumas de mar salgado
Árvore de amor maduro
Fruto ancestral proibido
Perpétuo jardim de sonhos
Onde me enredas na tua teia.
Paraíso de orgias dádivas
Entregas nunca acabadas
Porque me levas em teus orgasmos
Me tornas escravo desse jardim
Me prendes ao eterno fim.
Emílio Casanova, "Coisas do Coração".
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Dor
Dor...
do nosso mar fiz colchão ... belo... étereo ...
do luar espelho...de recordações...
da brisa... poemas de amor...
tudo agarrei nas minhas mãos ...
olhei...mirei... esperei...
teu rosto de Yemanjá apareceu...
sorriu ... e disse ...amor de amor não tem dor...
e disse... dor da dor do amor é o maior amor...
e disse...por amor...por dor... vive a eternidade...