ERIMAR LOPES

ERIMAR LOPES

n. 1971 BR BR

Mil Santas palavras constroem. Ainda há tempo.

n. 1971-05-10, Frei Inocêncio-MG

Perfil
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O SÁBIO HOMEM E O GRANDE RIO

O grande rio corre tenso
Águas ligeiras em seu leito
O sábio homem segue manso
Com sabedoria em seu peito.

O sábio homem também ensina
Como andar bem equilibrado
O grande rio não mostra a sina
De quem é levado em seu reinado.

O grande rio é largo e espaçoso
Tenso, mas suas águas navegáveis
O sábio homem é cauteloso
Adverte quanto a convites favoráveis.

O sábio homem vive e viverá
Vigilante, sóbrio, e prudente 
O grande rio jamais admitirá 
Que as suas águas secarão de repente.

O sábio homem e o grande rio
As influências, descrenças, e incertezas
A mente sã e o desvario
O coração firme e a perdição nas correntezas.

Erimar Lopes.

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Biografia

1971

Poemas

3

CORRA PORQUE A VIDA É TÃO CURTA

Corra porque a vida é tão curta
Voe pois as distâncias são longas
Pare com tudo aquilo que te surta
Ande por estradas sem ondas.

Os nossos dias são tão breves
Muitos se vão antes do tempo
Poucos carregam fardos leves
Muitos brincam de passatempo.

O que se encontra pelo caminho
Em todas as adversidades da vida
Pode te fazer livre como passarinho
Ou escravo e prisioneiro de partida.

Muitas vezes se aflige o espírito 
Em decorrência do fel de amargura
Todavia num memorável dia súbito 
A fé é uma figura que assegura.

A liberdade e uma vida longeva
Na esperança da constância do bem
Mesmo sendo mal uma alma reserva
O desejo permanente de viver além.

30/11/2021 Erimar Santos.
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APRENDA A DANÇAR BEM

Por onde começar uma mudança
Sem prever as consequências
Se reputamos a vida uma dança
De acordo com ritmos e sequências? 

Há ritmos agradáveis e coreografias
Há suaves tons que causam nostalgia
Difícil é quando dançamos em porfias
Ritmo lento ou que causa nevralgia.

Dizemos que iremos dançar de acordo
Com a música que está tocando
Mas tem passos que causam desacordo
E acabamos os corpos engalfinhando.

Se a música é deleitável
Mas o bailarino é ruim
Às vezes fica desagradável
Suportar a dança até o fim.

Erimar Santos.
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SE ÀS VEZES ME AMA OU ME ODEIA

Se às vezes me ama ou me odeia
Se na verdade não sabe o que quer
Não é amor, mas paixão que incendeia
Predileta loucura de uma mulher.

Hoje confessa que me ama demais
Dizendo que sou seu melhor presente
Noutro dia já nenhum valor tenho mais
Ficam confusas as ideias na sua mente.

Sustentando o foco da minha lucidez 
Neste mundo rodeado de loucura
Dando um passo certo de cada vez
Para não afundar a minha estrutura.

Se a vida tão assim te espreme
Em mãos cerradas de asperezas 
E a tua alma vive sofrendo e geme
Na prisão com luzes sem clarezas.

É uma paixão que leva à possessão 
Não dando ao amor a sua liberdade 
É um sentimento de pura devoção
Para o ciúme e medo por infidelidade.

Numa luta que não vale uma gorjeta
Onde às vezes se deseja a morte
Quando se está dentro da sarjeta
Como se entregue à própria sorte.

Erimar Lopes.

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Comentários (2)

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Bárbara Pinardi
Bárbara Pinardi

Olá, Erimar. Tudo bem? Gostaria de pedir autorização para usar o seu poema https://www.escritas.org/pt/n/t/119320/o-sabio-homem-e-o-grande-rio

Lagaz

Belo poema