ERIMAR LOPES

ERIMAR LOPES

n. 1971 BR BR

Mil Santas palavras constroem. Ainda há tempo.

n. 1971-05-10, Frei Inocêncio-MG

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O SÁBIO HOMEM E O GRANDE RIO

O grande rio corre tenso
Águas ligeiras em seu leito
O sábio homem segue manso
Com sabedoria em seu peito.

O sábio homem também ensina
Como andar bem equilibrado
O grande rio não mostra a sina
De quem é levado em seu reinado.

O grande rio é largo e espaçoso
Tenso, mas suas águas navegáveis
O sábio homem é cauteloso
Adverte quanto a convites favoráveis.

O sábio homem vive e viverá
Vigilante, sóbrio, e prudente 
O grande rio jamais admitirá 
Que as suas águas secarão de repente.

O sábio homem e o grande rio
As influências, descrenças, e incertezas
A mente sã e o desvario
O coração firme e a perdição nas correntezas.

Erimar Lopes.

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Biografia

1971

Poemas

1

PORQUE MORRO EU A CADA DIA SUFOCADO

Porque morro eu a cada dia sufocado por mãos invisíveis que diminuem o meu fôlego.  A tomada da minha vida está plugada em um ser que furta a minha energia. Nem os raios do sol podem me valer. Vou morrendo sem fôlego nem energia. Elas são sutis, estão em meu pescoço o tempo todo, apertando-me gradativamente. Nada de morte instantânea, mas sim silenciosamente. Até esvair toda a energia. Se me escondo elas estão lá, se fujo me perseguem, no oculto também estão presentes. Se me blindo elas também penetram. Que jogo psicológico, e que pesadelo lógico. Nas correntes do meu ser, nas entranhas do meu respirar, faltam volts, falta ar.

Erimar Lopes.

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Comentários (2)

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Bárbara Pinardi
Bárbara Pinardi

Olá, Erimar. Tudo bem? Gostaria de pedir autorização para usar o seu poema https://www.escritas.org/pt/n/t/119320/o-sabio-homem-e-o-grande-rio

Lagaz

Belo poema