ERIMAR LOPES

ERIMAR LOPES

n. 1971 BR BR

Mil Santas palavras constroem. Ainda há tempo.

n. 1971-05-10, Frei Inocêncio-MG

Perfil
417 218 Visualizações

O SÁBIO HOMEM E O GRANDE RIO

O grande rio corre tenso
Águas ligeiras em seu leito
O sábio homem segue manso
Com sabedoria em seu peito.

O sábio homem também ensina
Como andar bem equilibrado
O grande rio não mostra a sina
De quem é levado em seu reinado.

O grande rio é largo e espaçoso
Tenso, mas suas águas navegáveis
O sábio homem é cauteloso
Adverte quanto a convites favoráveis.

O sábio homem vive e viverá
Vigilante, sóbrio, e prudente 
O grande rio jamais admitirá 
Que as suas águas secarão de repente.

O sábio homem e o grande rio
As influências, descrenças, e incertezas
A mente sã e o desvario
O coração firme e a perdição nas correntezas.

Erimar Lopes.

Ler poema completo
Biografia

1971

Poemas

2

O LOBO SAGAZ

O lobo noturno sagaz, mas diurno é perspicaz 
Um cheiro de sangue, farejar de longe ele é capaz
Na casa, os moradores a caça que o satisfaz
A fome desse lobo é uma doença eficaz.

Os olhos que não veem o que esse lobo faz
Esse lobo é de fato um enviado de Satanás 
Transtorna a casa e se diverte com que o apraz
Leva outros miseráveis famintos atrás dele audaz

Esta casa invadida está fadada à Alcatraz 
Prisioneiros da desgraça deixados para traz 
Onde o limbo enlouquece a cabeça de um vivaz
Esses lobos ideologicamente entram em sua casa em paz

O lobo sagaz, se não morto, mata de forma voraz
Come a sua carne, bebe o seu sangue e a sua alma jaz
Cuidado com o lobo enviado de Satanás 
Na escuridão traz maldição, de dia à porta é sábio loquaz.

Erimar Lopes. 

 

171

EU SEI O QUE BRILHA

Eu sei o que brilha, é inevitável, eu sei.
Para os céticos a morte os assombra.
Muitos deles sabem o caminho, eu sei.
A morte os assombra, eu sei.
Não há riquezas, poder ou sabedoria humana. São teimosos eu sei.
São relutantes, obstinados, eu sei.
Perecerão em seus bankers ou estações espaciais, eu sei.
Eu sei o que brilha, a luz para todos os homens, Ela é inevitável, eu sei.
Não há para onde fugir, eles pensam que há, mas eu sei que não há. Ainda é tempo aceitável, sem ser remediável
O destino está à porta, a ira, a vingança. A palavra da verdade.
Eu sei o que brilha, a luz que não cessa. Jesus, a porta estreita, o caminho apertado que leva à salvação da alma.

Erimar Lopes. 

44

Comentários (2)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.
Bárbara Pinardi
Bárbara Pinardi

Olá, Erimar. Tudo bem? Gostaria de pedir autorização para usar o seu poema https://www.escritas.org/pt/n/t/119320/o-sabio-homem-e-o-grande-rio

Lagaz

Belo poema