ERIMAR LOPES

ERIMAR LOPES

n. 1971 BR BR

Mil Santas palavras constroem. Ainda há tempo.

n. 1971-05-10, Frei Inocêncio-MG

Perfil
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O SÁBIO HOMEM E O GRANDE RIO

O grande rio corre tenso
Águas ligeiras em seu leito
O sábio homem segue manso
Com sabedoria em seu peito.

O sábio homem também ensina
Como andar bem equilibrado
O grande rio não mostra a sina
De quem é levado em seu reinado.

O grande rio é largo e espaçoso
Tenso, mas suas águas navegáveis
O sábio homem é cauteloso
Adverte quanto a convites favoráveis.

O sábio homem vive e viverá
Vigilante, sóbrio, e prudente 
O grande rio jamais admitirá 
Que as suas águas secarão de repente.

O sábio homem e o grande rio
As influências, descrenças, e incertezas
A mente sã e o desvario
O coração firme e a perdição nas correntezas.

Erimar Lopes.

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Biografia

1971

Poemas

152

QUANDO VIEREM ME VISITAR

Quando vierem me visitar
Não me tragam presentes
Estejam limpas as vossas consciências
Apenas os gestos são sabidos.

Erimar Lopes.
444

O SÁBIO HOMEM E O GRANDE RIO

O grande rio corre tenso
Águas ligeiras em seu leito
O sábio homem segue manso
Com sabedoria em seu peito.

O sábio homem também ensina
Como andar bem equilibrado
O grande rio não mostra a sina
De quem é levado em seu reinado.

O grande rio é largo e espaçoso
Tenso, mas suas águas navegáveis
O sábio homem é cauteloso
Adverte quanto a convites favoráveis.

O sábio homem vive e viverá
Vigilante, sóbrio, e prudente 
O grande rio jamais admitirá 
Que as suas águas secarão de repente.

O sábio homem e o grande rio
As influências, descrenças, e incertezas
A mente sã e o desvario
O coração firme e a perdição nas correntezas.

Erimar Lopes.

1 932

SONETO DA LIVRE UNIÃO

Estar feliz e alegre por fora
Todavia há tristeza por dentro
Saudoso da vida de outrora
Paz e liberdade eram o centro.

Estar feliz e alegre por fora
Com paz e liberdade ao centro
O bom do futuro seria o agora
Contudo há tristeza por dentro.

Mistura-se tudo em reflexão
Presente e passado em atitude
Ambíguos causam dissensão.

Quando livre recorre-se à união
Buscando se livrar da solitude
Mas Junto se prende à tribulação.

Erimar Lopes.
424

ONDE EU TIRAREI ÁGUA?

A água da minha cisterna secou
Onde eu tirarei água?
Para matar a minha sede de amor
E de carinho
Em outras fontes
Não encontrarei água como a dela
E quão difícil é cavar outra
Além do risco da água encontrada
Não ser de boa qualidade
Preciso clamar para que mine
Novamente água em minha cisterna
Para que ela se encha e transborde
E eu torne a beber da sua água
Tanto amor e carinho
Para me saciar enquanto eu tiver sede.
147

JÁ FAZ TEMPO

Já faz tempo que o sabor acabou
Goma de mascar sem gosto
Já faz tempo que o calor esfriou
O fogo foi tirado de onde foi posto.

Já faz tempo que não sinto nada
Tal qual um membro anestesiado
Já não levanto mais a guarda
Para em breve ser nocauteado.

Já faz tempo que não mais importo
É como se eu fosse um estranho
Tanto tempo que nem me reporto
Dos dias em que perco ou ganho.

Já faz tempo, e o tempo leva tudo
Juntando o passado num embrulho
Já é tempo de apagar sobretudo
As marcas dos golpes sem orgulho.

Erimar  Lopes.
829

UM HOMEM TEM QUE SER FORTE

Um homem tem que ser forte
Decidido, firme, e convicto
Não pode ficar voltando atrás
Tem que confiar em seu veredito
Um homem ergue a cabeça
Tem determinação
Mas ao decidir é sensato
Não pode se dá por vencido
Derrotado por si mesmo
Um homem é responsável
Pelos seus atos
Um homem tem fraquezas no corpo
Mas seu espírito tem de estar
Sempre pronto
Um homem não pode
Permanecer caído
Tem que buscar forças para levantar-se
Um homem não anda
Se firmando com pernas alheias
Antes escolhe
Seu reto caminho.

Erimar Lopes.
409

PRECISO DORMIR

Preciso dormir porque amanhã
Partirei bem cedo
Numa viagem do meu destino
Pelo caminho
Irei deixando tudo para trás
Oxalá a minha sombra também ficasse
Não tenho pressa
Os meios de transporte não importam
Somente quero me distanciar
Desta vida cheia de derrotas
Não levarei bagagens
Tampouco documentos
Onde me derem um gole d’água
Abençoarei
Aos parentes e amigos digo que cansei
Ao amor confesso que amei
Peregrino apregoarei virtudes
Irei me distanciando pelos anos
Como muitas almas que se aperfeiçoam.

Erimar Lopes.
530

NÃO MAIS ME CULPE

Não mais me culpe
Pelas suas infelicidades
Já foi removida de mim
A pedra que esmagava o velho homem
O trajo incomum que causava tristezas
Já foi rasgado cima a baixo
Não carrego mais o peso do sofrimento
Nem visto mais a ignomínia em meu corpo
Lancei-me sobre as asas do tempo
Deixo-me ser levado nu de carências
Na vastidão do que é novo
Sem pretensões, sem remorsos
Fugindo das curvas
Onde não se vê o que vem adiante.
110

O QUE ME FAZ CHORAR

Há tantas coisas que nos fazem chorar
O que me faz chorar: A fome dos outros
Daqueles que não têm o pão
Os enfermos em leitos de dor
Se para a morte ou não
As tragédias sem explicação
As guerras em decorrência da ambição
Os velhinhos nos lares ou asilos
Sem a atenção dos parentes
A tristeza nos olhos de uns doentes
Os órfãos deixados de formas tão carentes
A ofensa abrupta que oprime a alma
As palavras duras ditas sem calma
O choro dos que choram pela morte
Daqueles que partiram
Pelos pais, irmãos, e filhos
Pela grandeza que é Deus
Choro aos pés Dele
Pela misericórdia e bondade.
118

AO MENOS UMA MIRAGEM

Estão me revolvendo em areia quente
A minha boca encheu-se de pedrinhas
O meu paladar tem gosto de vidro
O lacrimejar dos meus olhos é intenso
Não há água para lavar a boca
Já cuspi todo o excesso
A minha boca e língua estão feridas
E os meus lábios sangram
Coisas altíssimas
O calor é imenso
A minha pele se avermelhou
Estou sedento
As pálpebras dos meus olhos
Não tem nenhum peso
E a minha mente congelou-se
A sensação é terrível
Quando se está vulnerável
Diante de lobos vorazes que querem te devorar. 

Erimar Lopes.
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Comentários (2)

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Bárbara Pinardi
Bárbara Pinardi

Olá, Erimar. Tudo bem? Gostaria de pedir autorização para usar o seu poema https://www.escritas.org/pt/n/t/119320/o-sabio-homem-e-o-grande-rio

Lagaz

Belo poema