ERIMAR LOPES

ERIMAR LOPES

n. 1971 BR BR

Mil Santas palavras constroem. Ainda há tempo.

n. 1971-05-10, Frei Inocêncio-MG

Perfil
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O SÁBIO HOMEM E O GRANDE RIO

O grande rio corre tenso
Águas ligeiras em seu leito
O sábio homem segue manso
Com sabedoria em seu peito.

O sábio homem também ensina
Como andar bem equilibrado
O grande rio não mostra a sina
De quem é levado em seu reinado.

O grande rio é largo e espaçoso
Tenso, mas suas águas navegáveis
O sábio homem é cauteloso
Adverte quanto a convites favoráveis.

O sábio homem vive e viverá
Vigilante, sóbrio, e prudente 
O grande rio jamais admitirá 
Que as suas águas secarão de repente.

O sábio homem e o grande rio
As influências, descrenças, e incertezas
A mente sã e o desvario
O coração firme e a perdição nas correntezas.

Erimar Lopes.

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Biografia

1971

Poemas

19

A FORÇA DA MINHA FRAQUEZA

 

Não consigo mais esconder os meus sentimentos, finjo estar bem, mas sofro em todos os momentos em que te vejo. Falta-me coragem, como me falta, ela é forte como o meu desejo. Suo frio e palpita o meu coração quando de mim se aproxima, sem razão, preciso de uma solução para ir para cima de você. Em mim tudo é emoção, fico congelado, mas somente você não vê. Que sensação gostosa quando te imagino minha, em meus braços formosa comigo sozinha, que ilustre seria se eu pudesse te fazer minha rainha. Ainda não posso ver o tempo limpo, ainda há tempestade lá fora, como se houvessem deuses no Olimpo, a minha fé não corrobora. São lágrimas feito chuva e um medo disfarçado, por sua ausência onde sei que eu posso te ver ao meu lado. Você é linda demais, parece fantasia, pintura, desenhada, Sei que de mim espera uma atitude inusitada, mas acontece que em tudo isto sou triste em minha alma fraquejada.
Erimar Lopes. 

97

FRANQUEOU-ME A ENTRADA EM SEU PURO CORAÇÃO

Quero voltar e te encontrar sempre aqui para realizarmos os nossos sonhos. Não quero partir. Já pensei em desistir, deixar tudo para atrás, mas aliás, você é a minha razão de existir. Sempre que penso em nós me alegro com o meu coração sentindo o seu coração acelerado, como se estivéssemos a sós entrelaçados num leito iluminado. A nossa senda é linda, a nossa jornada não finda enquanto não provarmos e dedicarmos a recíproca do nosso amor. Afinal não há excelsa luz sem esplendor. O brilho do sol, a luz da lua, a resplandecência das estrelas, tudo é claridade para iluminar a terra, mas você meu amor se encheu de luz e quando eu carregava uma cruz iluminou o meu caminho não me deixando levá-la sozinho, batalhando comigo na minha guerra. Assim pude ver nitidamente por sua luz resplandecente a porta que não se erra. De toda dor despojado, pela porta do amor eu havia entrado, em você, no seu coração, um lugar puro onde o meu coração nunca havia habitado. Por esta razão é a mulher que me guia, seja noite ou dia para estar ao seu lado.

 Erimar Lopes.
114

SEM EIRA NEM BEIRA

Uma erva, uma pílula, um doce, uma pedra, ou um pó, que sejam diluidos, adolescentes, jovens, meia idade, e velhos usam sem dó e de qualquer maneira. Na mente do espírito, pensamentos, vozes, alucinações, emulações, incapacitações, e loucuras num ser sem eira  nem  beira.

Erimar Lopes.
63

CARTAS A UM RICO PATRÃO

Sequazes, debrucem sobre a mesa e escrevam das mazelas e desgraças dos pobres e miseráveis, das suas vidas detestáveis, escrevam com tinta vermelha, encham a caneta com o sangue deles derramado que mancha a terra sulcada pela relha e que clama até o céu pois rasgado se encontra o véu. Escrevam dos atos de fé e dignidade que não os deixam se corromper. Escrevam com o suor deles que se transforma em sangue por tanto sofrer, falem da fome que não tem nome, cor, raça, etnia, ou religião. Escrevam sobre servidão e servidão, malogro e assolação.  Debrucem sobre os anais da miséria que os matam de forma tão séria. Escrevam mesmo com o sangue deles, vermelho, rubro, carmesim, que enquanto houver este mundo essa miséria há de não ter fim. Debrucem e escrevam com sangue nos olhos, com sentimentos de compaixão, porque o sangue deles que clama, não clama em vão. Debrucem sobre a inanição, peles e ossos, mortes sem razão. Escrevam da injustiça, debrucem sobre a cobiça e a ambição desmensurada, que mói o pobre a quase nada. 

Erimar Lopes.

164

DIA DO JULGAMENTO EFICAZ

Nenhuns poderão prevalecer 
Se não crerem fielmente 
Nenhuns poderão retroceder 
A acontecimentos de repente. 

O sol há de se escurecer 
E a lua em sangue se converterá 
As estrelas cairão a perecer 
E o céu como cortina se enrolará.

É o dia do Senhor determinado 
Contra as nações inimigas 
Os que aceitaram o pecado 
Em conformidades amigas.

Todos os joelhos se dobrarão 
E todos hão de se confessar 
Que Jesus Cristo é o bordão 
Que vida dá a quem nele se apoiar. 

Dia terrível de densas trevas 
Dia de pura assolação veraz
Dia da grande ira em reservas 
Dia do julgamento eficaz. 

Erimar Lopes. 


41

FRIALDADE DA TERRA

A dor pela morte, a perda, um medo forte. A fria terra e seu porte, a cova, o coveiro não erra. Na casa do velório vemos que o espírito se foi e no cemitério a matéria se encerra.
A terra não se cansa, alimenta mansa dos que se tombam na guerra. A morte uma sensação de angústia funesta, apaga a luz dos olhos, desliga o coração, e a única solução é o sepulcro que te resta.
A morte anda vagando, seu consorte é o ódio figadal, e as chagas malignas também tem seu pódio corroborando com ela de forma parental. Nos acidentes ela entra de forma fatal.
Ninguém sabe quando ela virá, alguém em sonho, visão, ou revelação Deus até mostrará. O são, o doente, e o moribundo, ela vaga espreitando pelos quatro cantos do mundo.

Erimar Lopes.

78

DE SOL A SOL NA ESPERANÇA

Encontrar um adorável amor é tarefa fácil ou difícil não sei. Na verdade em todos estes anos eu nunca o encontrei. Claro que já vivi grandes momentos, todavia neles enganos provei. Mesmo assim com sofrimentos admito que amei. A minha alma tem provado dias de angústias e tristezas. Há muitos anos ela tem absorvido a amargura dos entreveros da vida nas durezas pelas escolhas erradas, sendo levada por momentos de emoções, de extremas carências não dominadas. Quando se prende a alguém na esperança de viver mais feliz do que triste, uma coisa não convêm: travar uma guerra para se estabelecer uma falsa paz sabendo que ela não existe. E os anos se passam, e o que mais cede na paciência sofre os desgastes na esperança de que haja uma solução ou uma mudança em toda a existência, todavia os anos se arrastam, as flores se murcham e as pétalas caem. Nascem os sóis, vão ao ocaso e os dias se esvaem na resiliência. 

Erimar Lopes.
54

MEU FÔLEGO É JESUS

Quão belo é o fenômeno chuva, cai e rega a terra, enche os rios, transbordando-os. Traze-nos alegrias e também tristezas. Traze-nos euforia e também medo. Desce do céu e para lá não torna. Geralmente sem o esplendor do sol ela cai, unissonante, forte ou fraca. É necessária aos homens, às plantas e aos animais. Chuva torrencial, águas violentas. Minha vida se tornou numa enxurrada imensa que me quer tragar. As correntes de águas me inundam, mas meu fôlego é Jesus, meu barco é Jesus e, também o meu porto seguro é Jesus. Portanto não temerei o que me possa fazer a força das águas.

Erimar Lopes.
173

SEM VOCÊ

Aonde vai o meu amor tão sozinha nesta noite de solidão? Eis aqui o nosso cantinho para nos amarmos de coração. 

O seu nome chamei entre tantas outras, porque o seu nome é canção e canta em meu coração a paz, o amor, e infinita consolação. 

Aonde vai? Tenho medo que não volte tão cedo, esteja comigo, seja o meu abrigo, não tenha segredo, pois neste enredo corro grande perigo.

De perder-te não consigo nem pensar, pois me fez te amar de forma tão linda, e mesmo assim fugindo te amo tanto ainda. 

És a mulher melhor, és encantadora, adorável companheira, por que foge assim de mim? Perdoa-me, sabes que não sou um homem ruim.

Volta e diga onde pequei, me humilho, já sabes o tanto que chorei por ti, fica comigo meu amor, por favor, não saia daqui.

Não é drama o que faço, é tão difícil conter a emoção, por mais que eu esteja preso em seu laço, não faça assim comigo não. 

Não vá por favor, fica e me dê o seu amor, não diga que acabou o nosso sonho, ainda há luz em nosso caminho, e naquele brilho do seu rosto risonho.

Quando nos encontrávamos no princípio era belo, era santo, eu caracterizando seu castelo e tu eras meu manto, felizes não havia em nós lugar para pranto. 

O que houve com o seu coração? Mudou de repente, ficou diferente, eis a questão. Já não há mais lugar para mim no seu mundo, na sua vida, sinto sua fuga como uma despedida e de palavras desprovida. 

Diga alguma coisa, mesmo que me mate no profundo, se assim ousa destruir toda minha vida e o meu mundo, arranque logo o meu coração para que eu morra num segundo.

Sem você, sem você, choro, sem você, sem você, sofro. Para aonde irei, onde encontrarei outra mercê? Definharei sem você. Ainda estarei aqui por muito tempo me agonizando, se perdida ficar é neste nosso lugar que estarei sempre te esperando.
Erimar Lopes.
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Comentários (2)

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Bárbara Pinardi
Bárbara Pinardi

Olá, Erimar. Tudo bem? Gostaria de pedir autorização para usar o seu poema https://www.escritas.org/pt/n/t/119320/o-sabio-homem-e-o-grande-rio

Lagaz

Belo poema