A flor abrocha Vinga e morre Esperando a próxima primavera Para renascer
Que as flores Sejam eternas Enquanto durar
Que ache seu beija-flor A ti valorizar
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EU NÃO SOU UMA MULHER?
Eu não sou uma mulher? Luedji fala da solidão da mulher cis preta, vou falar da trans Eu não sou uma mulher? Quer me comer as escondidas e me desvaloriza em público Essa lógica louca de desumanização Eu não sou humano? Passível de afeto?
Sua desumanização é justificada pela bíblia Sua desumanização é justificada pela patologia Tudo droga pra você não pensar Se questionar
É tudo tão doentio, e ninguém questiona É como a lógica do SUS Ninguém quer questionar a doença Mas camufla os sintomas, se entupindo de drogas
Por que é difícil reconhecer minha identidade Não use a desculpa da ignorância Ela é o remédio que cê tá usando pra camuflar a doença A doença que é sua, só sua
Eu estou cansada de me drogar, Pra poder superar toda essa doença Toda deslegitimação Todo esse olhar torto Eu não sou uma mulher?
Me chupa caralho, meu pau é de mulher Eu não vou abrir concessões Meu prazer em primeiro lugar Eu não sou uma mulher?
Tá tudo tão contaminado, a lógica hegemônica reina Quem não é, mas reproduz Essa lógica doentia, que camufla mais uma vez Olha a contradição Sou respeitada pelo europeu O primitivismo tá aqui, impregnado Não use a desculpa da ignorância Não tô pedindo aceitação Quero respeito
Olha a contradição, o europeu me trata que nem princesa Olha a contradição, o brasileiro me trata como um objeto pra gozar
Eu não sou uma mulher?
Eu venho me drogando, me drogando pra camuflar Tá tudo impregnado É maconha, maconha, é droga sim Depois uma explosão pra recomeçar Um doce e uma balinha A branquinha não entra mais aqui, não vou mais cheirar APLICA, vai! Quero revirar meus olhos, encontrar um lugar melhor
Eu não sou uma mulher? Não me sinto pertencente em nenhum lugar O que eu nasci, o que eu passei, o que estou Me deixam doente, como se eu não fosse de lá Eu não sou uma mulher?
Mais uma dose de endorfina, Porra, bota essa anfitamina Preciso ficar esperta pra continuar
Eu tô com medo de morrer Cansei dessa exclusão Me excluem de várias formas Negando minha presença Não me dão bom dia, bom dia! Me chama no masculino, mesmo com metade do meu rosto tampado E um vestido lindo, que eu tenho aqui
Por que? Por que? Por que é tão difícil entender? Por que cêis não se questionam? Eu não sou uma mulher?
Eu não vou abrir concessões Já lidei que preciso grita As vezes tremo Me questiono, por que eu tô gritando Ninguém tá me escutando Eu preciso falar
Não use a desculpa dá ignorância Eu não sou uma mulher?
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JOGOS DE AZAR
Péssima em jogos Intensa em emoções Seu eu, não tem eu lírico Outras emoções, em jogo
Penso no seu sorriso Intenso eu lírico Sorriso de emoções Outra vez
E não consigo abandonar E vontade intensa quase sem pensar E queria seu sorriso pra mim E ser sua cobra coral
Eu não vou embora
Sei que pode doer Eu não vou embora Mas, não, quero, ficar, só, aqui
C H Ã O
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INTENSIDADE
Refletindo sobre atravessamentos, amor e afeto Acho que o tempo não tá bom pras arianas Ou estamos erradas Ou somos demais pra esse mundão
Na real somos bem intensas O objetivo tá aí, 1, 2 no três já quero na minha cama
A vida é hoje, o que já foi, já foi O que é pra ser, que seja agora A vida é uma
Decidi nesse tempo me empoderar Decidi abandonar todos sentimentos antigos Decidi me amar mais
Eu mereço amor, não migalhas Eu mereço carinho, não rejeição Eu mereço ser valorizada, não as escondidas
A intensidade ariana tá aqui É minha essência Eu mereço intensidade igual Incerteza, cansei, já fui pra mim, não serei pra mais ninguém
Pega o nipe da boneka Ela se empoderou E ninguém vai derrubar