Fayola Caucaia

Fayola Caucaia

n. 1998 BR BR

TransPOÉTICA que fala de amor, afeto e liberdade, a partir das minhas subjetividades.

n. 1998-04-08, São Paulo

Perfil
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ESTRELAR

O luar, o mar
O estrelar

A brisa, a vista
A sensação do mar
No luar

A possibilidade do momento
Torna único a vivência
Do ser e estar

Ser a lua
Estar com o mar
Juntos no estrelar
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Poemas

3

ELE ERA VENTO

Era vento, vento 
Daquele que entra sem pedir
Daquele que leva sem precisar
Invade, arromba todas as portas, num supero
Era vento, vento
Desses passageiros mas marcante
Entra, traz e leva tudo
Sem pedir sem necessidade
Vento que atinge todes
Sem pedir sem permissão
Desses que vira necessidade
Dia de sol, outro na laje o vento invade
Era vento, vento
A felicidade da sua presença
Vem vento vem vento
Ou a tristeza de sua partida
Leva vento leva vento
A confusão do seu retorno, poesia
Vira tornado confunde bagunça tudo
O vento vento
Arromba porta e vai entrando
Entra sem pedir
Mas na hora que eu quero o vento
Ele simplesmente não reage
Fica tudo parado
Era vento
Persistir
Sem apego
Vento traz vento leva
Totalmente egoísta
Vento traz por que quer e leva quando quer
Sem precisar sem precisar
Era vento
Esse
Às vezes não faz sentido
A instabilidade do vento me faz trancar a porta
Essa entreaberta, tantos ventos a aflorar
Essa confusão do retorno
Confusão total
Passou, de repente voltou
Eu queria o vento, solene, o dia tá sol
Eu queria apenas por querer
Já entendi que o vento leva e traz
Mas não tenho e ele não sai, esmo esmo
O retorno do vento
Leva e traz
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SÁBADO COM CARA DE QUARTA-FEIRA

Tá chovendo muito em Salvador
Muito mesmo, chuvas intensas e já faz dias
Está chovendo desde o meu aniversário
Os dias estão tão brandos, que relaxa a alma
Parece que tudo vai melhorar
Tem menos pessoas nas ruas
O conforto da casa se torna mais presente
Quem não quer um cochilar?

Tá chovendo muito já faz uns 3 dias
Hoje é sábado, com cara de quarta-feira nublado
Os pingos do resto de chuva que acabou de passar
Caí sobre minha janela, constante, sereno e relaxante
Os pássaros cantam bem alto
Ainda estou na cama e consigo ouvi-los
Tão lindo, muito lindo
A favela aqui é imensidão
O canto do pássaro ecoa nessa vasta imensidão
Todos ouvem 
Um dia novo está raiando
Agora é 10:10
Estamos no caminho certo

Não tá mais chovendo agora
A água deu uma trégua
Restou apenas a gota, que persiste em cair 
Seu som relaxa, sua vontade de cair é inabalável 
Mas ela sabe o que faz
A hora, a gota e o pássaro vira sinfonia 
Queria muito descrever o som do pássaro 
É tão fofinho, tem som de alegria
O pássaro faz um esforço danado pra mostrar vida
Tão lindo, muito lindo 
Eu tô notando você

Hoje é sábado com cara de quarta-feira
Vou acordar para fazer o que deve ser feito
O dia precisa ser
+1dia
149

DOR

Nem tudo são flores
E as flores murcham
Na espera da próxima primavera 
Pra se reerguer, como fênix 

Vida, morte
São apenas metáfora de um ciclo continuo 
Não há morte sem vida
Não há vida sem a morte
Não vivo de morte, mas ela habita em mim
Vivo de vida, buscando sempre reviver 
como uma fênix

Ter a dor, e não tê-la mais 
Buscar a cura como saída
Não há saída sem a cura
A dor não pode ser naturaliza
A dor é a metáfora do caos

O caos que habita aqui, aí e que generalizou 
Tentando ser perda total

O toque, os cacos, personificam a ressurreição 
Diante de tantas dores, metafóricas psíquicas 
A cura é a única saída

Mais uma vez emerge
O toque na carne 
A dor anestesia 
Com tantas dores
A dor não pode ser naturalizada

Mais uma vez emerge
Revolta
Quebro o caos
Na tentativa de romper com a dor

Os símbolos emergem 
Uma saída
Tentativa contínua
Morte, morte, morte
DEPOIS VIDA

[processo_matar o colonizador]
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Nelson
Nelson

Oi