Fayola Caucaia

Fayola Caucaia

n. 1998 BR BR

TransPOÉTICA que fala de amor, afeto e liberdade, a partir das minhas subjetividades.

n. 1998-04-08, São Paulo

Perfil
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ESTRELAR

O luar, o mar
O estrelar

A brisa, a vista
A sensação do mar
No luar

A possibilidade do momento
Torna único a vivência
Do ser e estar

Ser a lua
Estar com o mar
Juntos no estrelar
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Poemas

31

NECESSITO DE SAUDADE

Amor é construção
Paixão é impulso
Amor tem saudade
Paixão tem necessidade

Saudade de necessidade
Necessito de saudade

Perambulando pelos caminhos
Dizatinos
Só, solidão

Não há mais saudade dentro de mim
A necessidade se esvairiu
São tantas dores da saudade
Que a necessidade se partiu

Se foi saudade
Acabou necessidade
Mas... eu quero mais

Não acabou, é só uma tempestade
sem necessidade tem saudade
Saudade
Necessito, mas você não está aqui
152

CHAMA

Me chama
Tenha chama
Se joga
Na cama

Declama pra mim
Me chama
Derrama em mim

A chama da vida
Do amor
Do prazer

Me incendeia
Na sua chama
Derrama em mim
Na sua cama

Quero seu calor
Em mim
Em chama
Derrama em mim
Sua chama
1 172

ESTRELAR

O luar, o mar
O estrelar

A brisa, a vista
A sensação do mar
No luar

A possibilidade do momento
Torna único a vivência
Do ser e estar

Ser a lua
Estar com o mar
Juntos no estrelar
1 187

Talvez

Confesso que, sou muito fácil
Gosto de objetivo
Sim ou não
Quer ou não quer

Confesso que, o pouco já basta
Mas que seja o melhor
Satisfaça
Faça

Até corro atrás

Confesso que, o talvez me abala
Sem certeza me arrasa
Talvez
É um tiro na culatra

Confesso que, tá tudo diferente
Sim, as coisas mudam
Não, eu não sou outra pessoa
Talvez, senti algo por vc

Totalmente contraditória!
1 137

CARREGO

Carrego em meu corpo as marcas
Carrego em meu corpo as dores
Carrego em meu corpo os anseios
De ser e estar na minha pele
No meu corpo

Marcas de opressão
Minha e das minhas iguais
Que por muito tempo,
Teve e tem suas vidas negadas

Dores de solidão
De não ser compreendida
Ser excluída, desumanizada
Por uma sociedade hipócrita

Anseio das maldades
Acometidas no meu corpo
Daquele que abusa e aos mesmo tempo
Censura

Sou mais que a sua libertinagem
Das maldades que me atravessam
Me impedindo de seguir
Transmuto os ataques
Pois sou possibilidades
1 175

SENDO

Ser ou não ser
Estar ou não estar
Estou aqui, queira ou não queira
Serei eu, doe a quem doer

Ser eu é resiliência
É resistência as transmutações
(Re)ações
Do tempo e atravessamento
Das ações que proponho
Das reações que gero

Ser eu é liberdade
Libertinagem
Que (re)age
E não volta

Resiliência das transformações que
Propus
Passei
Estive
Estou
Serei

Liberdade!
Gosto doce com amargo das maldades
Livre, livre
Não serei presa a sua libertinagem
Sou mais que um corpo
Sou possibilidades
1 164

NADA

Destrui tudo
Tudo que há em mim
E me reinventei

Fria
Acalanto
Com calor
Sem você

Desprezei tudo que havia
Em mim
Em você
No outro
Foda-se
Não tenho nada a perder

Nada me importou
Fui fundo
Até onde deu
E nada importou
Nenhuma dor, nenhuma dor

E até hoje me pergunto
Por que nada importou?!
Por que? Cadê o amor?
Acho que ele perdeu, porque nada importou
Acabou o amor
Acabou e ponto.
Não consigo ainda, dar ponto sem amor
Sem me importar
Cadê o amor?
173

QUERIA

Eu queria mandar mensagem
Dizer um oi
Só pra saber de você

Eu queria mandar mensagem
Perguntar de você
Só pra saber como você está

Eu queria que você me notasse
Queria que soubesse que eu me importo com você
Queria que soubesse que te quero bem
Que te quero

Eu queria mandar mensagem
Mas não quero mais passar vexame
Ser a única que insisti
E no final, descobrir o que eu já sabia
Que não era nada do que eu queria

Mas você não saí da minha cabeça
Penso em você todos os dias
Penso no seu beijo, no seu toque, na sua voz
Aí como eu queria

É tudo tão louco
Eu me declarei, você não disse não
Mas também não disse sim
Demonstrou talvez querer
Eu nem sei mais
Mas não tomou partido

Você sabia que eu queria
Talvez por medo fugiu
Meu coração partiu, você partiu

Eu queria, mas...
Eu queria
Queria
Ria

Você partiu, e nunca mais voltou
1 161

REENCONTRAR

Sua presença me afaga
Afoga
Nada

Sua ausência afoga
Afaga
O nada

Seu cheiro ainda tá aqui
Seu voltar uma possibilidade
Seu olhar uma realidade

A tona esse anseio
Ansioso preceito
Ansioso

Nada, nada me contempla
Nua e crua
Nada, me abala

Nado, na sua ausência
Busco sua presença
Espero a possibilidade

De te reencontrar
1 176

SILÊNCIO

Tá tão silencioso aqui,
As vezes um sussurro do vento,
um miar do gato ou um uivo do cão
O silencio é interrompido pelo som da chuva,
constante,
estica a ressonância
estoa um saber
o silêncio é tenebroso, mas é acolhedor
As vezes solidão, querendo solitude
cause efeito a atitude
O som da chuva aumenta,
de sussurro a estrondo do vento,
a chuva me adormece
o cobertor me acolhe
aquele friozinho no pé
querendo um aconchego pra esquentar
A chuva aumenta mais, som constantes
as gotas se transformam em cachoeiras
ressoando mais uma vez a limpeza
esclarecedor
A chuva diminuie,
o sono chega,
a cachoeira agora é goteira no meu coração.
199

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Nelson
Nelson

Oi