Amor é construção Paixão é impulso Amor tem saudade Paixão tem necessidade
Saudade de necessidade Necessito de saudade
Perambulando pelos caminhos Dizatinos Só, solidão
Não há mais saudade dentro de mim A necessidade se esvairiu São tantas dores da saudade Que a necessidade se partiu
Se foi saudade Acabou necessidade Mas... eu quero mais
Não acabou, é só uma tempestade sem necessidade tem saudade Saudade Necessito, mas você não está aqui
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CHAMA
Me chama Tenha chama Se joga Na cama
Declama pra mim Me chama Derrama em mim
A chama da vida Do amor Do prazer
Me incendeia Na sua chama Derrama em mim Na sua cama
Quero seu calor Em mim Em chama Derrama em mim Sua chama
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ESTRELAR
O luar, o mar O estrelar
A brisa, a vista A sensação do mar No luar
A possibilidade do momento Torna único a vivência Do ser e estar
Ser a lua Estar com o mar Juntos no estrelar
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Talvez
Confesso que, sou muito fácil Gosto de objetivo Sim ou não Quer ou não quer
Confesso que, o pouco já basta Mas que seja o melhor Satisfaça Faça
Até corro atrás
Confesso que, o talvez me abala Sem certeza me arrasa Talvez É um tiro na culatra
Confesso que, tá tudo diferente Sim, as coisas mudam Não, eu não sou outra pessoa Talvez, senti algo por vc
Totalmente contraditória!
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CARREGO
Carrego em meu corpo as marcas Carrego em meu corpo as dores Carrego em meu corpo os anseios De ser e estar na minha pele No meu corpo
Marcas de opressão Minha e das minhas iguais Que por muito tempo, Teve e tem suas vidas negadas
Dores de solidão De não ser compreendida Ser excluída, desumanizada Por uma sociedade hipócrita
Anseio das maldades Acometidas no meu corpo Daquele que abusa e aos mesmo tempo Censura
Sou mais que a sua libertinagem Das maldades que me atravessam Me impedindo de seguir Transmuto os ataques Pois sou possibilidades
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SENDO
Ser ou não ser Estar ou não estar Estou aqui, queira ou não queira Serei eu, doe a quem doer
Ser eu é resiliência É resistência as transmutações (Re)ações Do tempo e atravessamento Das ações que proponho Das reações que gero
Ser eu é liberdade Libertinagem Que (re)age E não volta
Resiliência das transformações que Propus Passei Estive Estou Serei
Liberdade! Gosto doce com amargo das maldades Livre, livre Não serei presa a sua libertinagem Sou mais que um corpo Sou possibilidades
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NADA
Destrui tudo Tudo que há em mim E me reinventei
Fria Acalanto Com calor Sem você
Desprezei tudo que havia Em mim Em você No outro Foda-se Não tenho nada a perder
Nada me importou Fui fundo Até onde deu E nada importou Nenhuma dor, nenhuma dor
E até hoje me pergunto Por que nada importou?! Por que? Cadê o amor? Acho que ele perdeu, porque nada importou Acabou o amor Acabou e ponto. Não consigo ainda, dar ponto sem amor Sem me importar Cadê o amor?
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QUERIA
Eu queria mandar mensagem Dizer um oi Só pra saber de você
Eu queria mandar mensagem Perguntar de você Só pra saber como você está
Eu queria que você me notasse Queria que soubesse que eu me importo com você Queria que soubesse que te quero bem Que te quero
Eu queria mandar mensagem Mas não quero mais passar vexame Ser a única que insisti E no final, descobrir o que eu já sabia Que não era nada do que eu queria
Mas você não saí da minha cabeça Penso em você todos os dias Penso no seu beijo, no seu toque, na sua voz Aí como eu queria
É tudo tão louco Eu me declarei, você não disse não Mas também não disse sim Demonstrou talvez querer Eu nem sei mais Mas não tomou partido
Você sabia que eu queria Talvez por medo fugiu Meu coração partiu, você partiu
Eu queria, mas... Eu queria Queria Ria
Você partiu, e nunca mais voltou
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REENCONTRAR
Sua presença me afaga Afoga Nada
Sua ausência afoga Afaga O nada
Seu cheiro ainda tá aqui Seu voltar uma possibilidade Seu olhar uma realidade
A tona esse anseio Ansioso preceito Ansioso
Nada, nada me contempla Nua e crua Nada, me abala
Nado, na sua ausência Busco sua presença Espero a possibilidade
De te reencontrar
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SILÊNCIO
Tá tão silencioso aqui, As vezes um sussurro do vento, um miar do gato ou um uivo do cão O silencio é interrompido pelo som da chuva, constante, estica a ressonância estoa um saber o silêncio é tenebroso, mas é acolhedor As vezes solidão, querendo solitude cause efeito a atitude O som da chuva aumenta, de sussurro a estrondo do vento, a chuva me adormece o cobertor me acolhe aquele friozinho no pé querendo um aconchego pra esquentar A chuva aumenta mais, som constantes as gotas se transformam em cachoeiras ressoando mais uma vez a limpeza esclarecedor A chuva diminuie, o sono chega, a cachoeira agora é goteira no meu coração.