Poetisa, mulher, mãe e avó, amiga e companheira, assim, meio quântica e transcendental, amante das coisas belas; a poesia comanda: sou Xerez, sou Fernanda
Nosso rumo traçamos O amor abraçamos Qual flor, cultivamos;
Amar não é sofrer É simplesmente querer O melhor de si oferecer;
O amor simplesmente vem Oferece o melhor que tem Guarda no coração este bem.
Vem e segue comigo para além da linha do horizonte
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MEU VERSO
Coleciono meus versos e os guardo como se fossem figurinhas premiadas de álbum.
Recorto minhas rimas, colo na poesia e saio costurando os versos com fios prateados.
Teço meus poemas e, (um a um) colo nas páginas do meu ''livro de ouro''.
Bordo o amor e os sonhos nas entrelinhas da cada poesia.
Em sintonia com o universo inteiro, meu verso, (até ao derradeiro), entrará para a história, em livros, sua memória.
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O AMOR VEM MESMO É NA CONTRA MÃO
O amor não escolhe a quem amar e quem é amado não pode se negar a receber o que tem para guardar.
Não se deve recusar ser amado se o tempo é prontamente chegado há de se acalantar o amor doado.
O tempo (presente) deve ser vivido de forma intensa... e a ele concedido o direito de querer e ser querido.
O amor é um bem-querer perfeito o coração a pulsar dentro do peito foi quem escolheu o seu eleito.
Aquele que ama verdadeiramente não exige nada em troca, somente ama por amar... simplesmente.
Abre a tua mente, esquece a razão o amor vem mesmo é na contramão deixa-te amar com o teu coração.
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SONHOS PARA SONHAR
Olho pela janela busco meus sonhos e de repente sinto saudades daquilo que ainda não vivi.
Longe, bem longe, além da linha do horizonte, existem sonhos para sonhar, vou sonhá-los... vou ninar...
Meus pensamentos voam e trazem os sonhos para bem perto: (desperto).
152
PÉTALAS PERFUMADAS
Nós damos o que temos. Se no meu caminho só tem espinhos e pedregulhos ______ferirei e ______machucarei quem por ele passar.
se planto rosas, distribuirei pétalas perfumadas.
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PENSAMENTO VÃO
Pensamentos me levam ao íntimo do ser;
Dispersam-se no tempo que haveria de vir a viver;
''ser ou não ser, eis a questão'' voo livre, pensamento vão.
186
O QUE FAÇO COM ESTE AMOR?
Mas então o que faço com este amor, como se fora o primeiro?
Ele (o amor) é puro, fiel, intenso e verdadeiro...
Por ser transcendente, não se vai (nunca irá) tão ligeiro...
Tatuou minha alma, meu corpo e coração, foi certeiro...
Vou acalantar e mimar para sempre, este amor outonal e derradeiro...
O amor, mesmo findo, é lindo, tão lindo!
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ABRAÇO APERTADO EM FORMA DE NINHO
Não sei por que tanto dói, amor não é pra doer, e se o coração corrói, faz a gente sofrer.
E só sabe o quanto dói quem já sentiu esta dor; E eu só vou deixar de falar, quando não mais doer
este amor.
Quando (se) esta dor passar, falarei de passarinho. hoje quero o meu amado, bem aqui do meu lado, num abraço
apertado, em forma de ninho.
124
UMA CABANA NA NEVE
Numa cabana, encontrei poesias empoeiradas pelo tempo, soltas ao relento e colhi-as para mim...
Folheei aquele caderno surrado, com suas folhas soltas e esmaecidas, e vi que continha a história de um grande amor...
Uma lareira, ao canto da sala, com fuligens, dando a entender que por ali passara alguém há muito tempo...
Sentei-me numa cadeira que rangia quando eu a balançava; com o caderno em nas mãos e o desejo de desvendar os segredos...
- Eu tenho esse direito? - Pensei: afinal estas vidas estão sendo expostas naquelas páginas; o que tenho eu a ver com isso?
Levantei, coloquei aquele caderno no aparador da lareira, tirei a poeira de todo o local, deixei tudo limpo e organizado...
Antes de sair, dei mais uma olhada no caderno e pensei: não, esta história não me pertence, não sou personagem dela...
Então dei as costas, passei a chave enferrujada no trinco, coloquei debaixo do tapete e segui pela estrada coberta de neve...
Não resisti e dei uma última olhada; avistei, à porta, uma bela dama, de cabelos pretos, vestido branco e uma rosa na mão (uma flor de inverno?)...
Ao seu lado, um cavalheiro distinto, tocava seu ombro delicadamente, a chamá-la para entrar. A jovem mulher sorriu-me e entraram...
Tudo em volta ficou iluminado, era tão forte o fulgor que perdi o equilíbrio, entrei num torpor e, quando dei por mim, estava na minha cama... Foi um sonho!
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O SONHO
Quando criança, me perdi. Me perdi numa floresta. Nessa floresta tinha muitas árvores gigantes e velhas. Eu sentia medo, achava que elas iriam me engolir. Podiam ser monstros, na minha doce inocência pensava.
Eu caminhava olhando para o chão, tinha medo de tudo. Não queria levantar a vista, receava enxergar ao meu redor. Sai andando, tremendo de frio, de medo, de pavor, mesmo. Era tão pequenina, tão indefesa, tão doce e delicada!
Quem teria me deixado ali, à mercê daquela escuridão? Minha mente infantil não conseguia entender a maldade. E a maldade já existia no coração das pessoas, e eu pensei: Quem e por que me deixaram aqui? - Mamãe, estou com medo!
Ouvi uma voz doce e suave: - Olá, pequena, não tenha medo, Vim te buscar e levá-la para um lugar lindo e que só tem luz. Então me encolhi toda, com medo daquela voz, Quem era? E apareceu um lindo ser, fluorescente, com um sorriso angelical.
- Olá, pequena, venha comigo. Vamos para junto de Deus; - Por que vou para o céu? eu morri? perguntei àquele ser. - Criança não morre, vira anjo e você agora é um anjinho; - E aquela criatura luminosa me pegou no colo.
Atravessamos um lindo jardim, uma planície e rumamos ao céu. - Oh! eu exclamei ao chegar naquele paraíso. - Que belo! - Num trono de ouro estava sentado um ser divinal, fulgurante. - Deus, sim, era Deus e à sua destra, nosso Senhor Jesus Cristo.
- Foi tudo um sonho. Quando criança eu havia morrido e virei anjo. Conheci outro anjo que me levou para o céu, era o meu lugar. Lá encontrei o ser mais resplandecente que já vi na minha vida: Deus e ao seu lado, o Senhor Jesus Cristo, que me acolheu no colo.
Minha cara poetisa... muito bela esta escada escura , a qual nunca saberemos o que nos espera no último dos seus degraus. se é a noite ou o dia que já amanhece em nossas almas. é sra. poetisa tu és bem maior que uma alma. felicidades.
ERA EM OLINDA Era em em Olinda Onde tudo acontecia. Onde o sol brilhava e você acordada amanhecia. Onde a luz da noite era uma grande lua Que vínhamos perto do farol. Olinda mudou Vejo agora Pobreza, dor e solidão Seus casebres estão danificados E o farol perdeu o brilho. Luto na praça do jacaré Tristeza no Carmo Solidão no carnaval Protesto cravado e pichado no muro do forte Em Olinda ninguém é forte Está chovendo em Olinda O mar já não tem forças E teus grandes poetas não criam Na sua perna estava tatuado um Apanhador de sonhos E no meu peito estava pintado de tinta Um velho retrato de como era linda minha Olinda.
Eita!
ERA EM OLINDA Era em em Olinda Onde tudo acontecia. Onde o sol brilhava e você acordada amanhecia. Onde a luz da noite era uma grande lua Que vínhamos perto do farol. Olinda mudou Vejo agora Pobreza, dor e solidão Seus casebres estão danificados E o farol perdeu o brilho. Luto na praça do jacaré Tristeza no Carmo Solidão no carnaval Protesto cravado e pichado no muro do forte Em Olinda ninguém é forte Está chovendo em Olinda O mar já não tem forças E teus grandes poetas não criam Na sua perna estava tatuado um Apanhador de sonhos E no meu peito estava pintado de tinta Um velho retrato de como era linda minha Olinda.
Continua O Bom trabalho... Obrigado
Muito bonito!!
Você é cristã, que ótimo ! <3
muito bom