Poetisa, mulher, mãe e avó, amiga e companheira, assim, meio quântica e transcendental, amante das coisas belas; a poesia comanda: sou Xerez, sou Fernanda
Fica perambulando entre as brumas, em busca de gravetos,
(...) para acender a fogueira que iluminará a noite tenebrosa;
Sente vontade de sair por aí, em busca de algo que amenize
(...) a angústia que invade, [diariamente], o seu ser.
Ó minh´alma, calma!
66
Ó MINH´ALMA, CALMA! - IV
Ela é inquieta, não consegue ficar parada em nenhum lugar...
Ela é traquina, não quer compromisso e só deseja brincar...
Ela é ansiosa, deseja bater asas e voar, voar!...
Ó minh´alma, calma!
59
Ó MINH´ALMA, CALMA! - III
Como toda alma pura e delicada, ela sente vontade de
(...) voejar entre as flores, qual borboleta encantada;
Pode isso, alma_borboleta? mas nem sempre consegue alçar voos,
(...) pois encontra-se presa ao corpo de alguém que não sabe [e não quer] aprender voar!
Ó minh´alma, calma!
77
Ó MINH´ALMA, CALMA! - II
Fantasmas, fujam de mim, não sou boa companhia, costumo assustar até os bichos noturnos...
Sombras, não me persigam, pois sou pior que a mais tenebrosa penumbra...
Noite, vem e traz contigo os meus sonhos, leva para longe os pesadelos...
Ó minh´alma, calma!
75
Ó MINH´ALMA, CALMA!
Existem momentos, [e agora é], em que a alma deseja perambular,
(...) em busca de liberdade para viver o inusitado, aquilo que não pode compreender;
Às vezes ela se sente enclausurada, presa nos domínios do corpo,
(...) e tem vontade de voar, de esgarçar as fímbrias do seu etéreo ser;
Ó minh´alma, calma!
77
DOU-TE GRAÇAS, SENHOR
A noite cobre-me feito um manto e minha alma,
(...) cheia de encanto, agradece as bênçãos do Criador:
Deus, na sua infinita bondade e imenso amor,
(...) concede-me paz e acalanto, dou-te graças, SENHOR!
137
LABIRINTOS DO SER
A solidão assola minha alma que, ______ encolhida vagueia pela noite...
Numa mistura de angústia e ______ tristeza, paro e penso:
______ (...) que é da minha vida, esvaindo-se num vale de lágrimas?
______ Naquela calçada [sentada], tenho vontade de dar o primeiro passo,
(...) e adentrar nos labirintos do ser e lá permanecer, [quieta] e ______ em paz!...
83
CONFETES E SERPENTINAS
A partir de amanhã: ''quanto riso, ó quanta alegria'' Pierrot e Colombina, muitos confetes e serpentinas
Sábado dá início a tudo, é apenas o primeiro dia Tem crianças, jovens, adultos, velhos e meninas No seu ritmo e na sua disposição, caem na folia
Alguns rapazes, à moda antiga, usam brilhantina Cada bloco apresenta seu tema, sua alegoria Tem o passista, o sambista e a linda bailarina Todos dançam com graça e muita harmonia
A Musa do Carnaval tem uma beleza divina Com ginga e samba lá vem a Rainha da Bateria No auge do desfile a animação é repentina O samba enredo tem lindos versos de poesia A maior atração é a foliã Maria Gasolina
A partir de amanhã, ''quanto riso, ó quanta alegria'' Pierrot e Colombina, muitos confetes e serpentinas!
114
A POESIA NÃO ANOITECE
A poesia não anoitece, apenas adormece para sonhar em versos.
Versos que invadem a qualquer momento a inspiração do poeta,
(...) poeta que deixa-se levar pela magia e o encantamento dos versos que tece com a alma em devaneio...
188
MULHERES - III
... Sorriso de marfim, olhar provocante, pele de cetim e ___ olhos amendoados;
Mãos delicadas, atitudes elegantes, bela e delicada, ___ mulher amada, amante;
Sensível e carinhosa, amiga sincera, mãe amorosa, a flor ___ mais formosa.
Minha cara poetisa... muito bela esta escada escura , a qual nunca saberemos o que nos espera no último dos seus degraus. se é a noite ou o dia que já amanhece em nossas almas. é sra. poetisa tu és bem maior que uma alma. felicidades.
ERA EM OLINDA Era em em Olinda Onde tudo acontecia. Onde o sol brilhava e você acordada amanhecia. Onde a luz da noite era uma grande lua Que vínhamos perto do farol. Olinda mudou Vejo agora Pobreza, dor e solidão Seus casebres estão danificados E o farol perdeu o brilho. Luto na praça do jacaré Tristeza no Carmo Solidão no carnaval Protesto cravado e pichado no muro do forte Em Olinda ninguém é forte Está chovendo em Olinda O mar já não tem forças E teus grandes poetas não criam Na sua perna estava tatuado um Apanhador de sonhos E no meu peito estava pintado de tinta Um velho retrato de como era linda minha Olinda.
Eita!
ERA EM OLINDA Era em em Olinda Onde tudo acontecia. Onde o sol brilhava e você acordada amanhecia. Onde a luz da noite era uma grande lua Que vínhamos perto do farol. Olinda mudou Vejo agora Pobreza, dor e solidão Seus casebres estão danificados E o farol perdeu o brilho. Luto na praça do jacaré Tristeza no Carmo Solidão no carnaval Protesto cravado e pichado no muro do forte Em Olinda ninguém é forte Está chovendo em Olinda O mar já não tem forças E teus grandes poetas não criam Na sua perna estava tatuado um Apanhador de sonhos E no meu peito estava pintado de tinta Um velho retrato de como era linda minha Olinda.
Continua O Bom trabalho... Obrigado
Muito bonito!!
Você é cristã, que ótimo ! <3
muito bom