De tudo o que importa nessa vida Sua lembrança em meu último suspiro Minha Lua, doce Lua minha Em sua estrada havia atalhos Que Fizeram meus olhos caminharem em seus olhos Quando você nasceu, morri Minha vida esvaiu-se Vi seu choro me abraçando E o seu olhar me beijando. E te abracei como nunca, Te beijei como nunca, Lua Estrela! Ah, quem me dera te ver correndo A perder de vista encontrando a felicidade! Quem me dera te ver correndo Para os meus braços nesse mundo frágil… Você foi minha guerreira imortal A luta não foi em vão Linda é sua coroa! Fez-me ver o invisível E era tanta luz a te envolver! Nasceu para cumprir a eterna felicidade Para banhar-me de luz E eu estando morto, revivesse Sempre te alcançarei minha menina Até então te vejo de longe Para te encontrar sempre Sempre e sempre andaremos juntos… *(em memória)
Das torres do mundo Do alto vejo longe Longe de todos os olhos O mundo dos outros
No meu mundo — ais Não vejo das torres Preciso dos olhos teus Para decifrar meu mundo
Das torres do mundo Longe de todos os olhos O que me importa Os ais que vê em mim
Em súplica recorro Porque não vejo e sinto Preciso dos olhos teus Saber porque sinto
Que seja num corcel Que venhas galopante Decifrar o que vês Das torres do mundo
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MUJER
En la forma de nada comparable en este mundo; tan noble y hermosa, que me pierdo en un latido profundo
de mi corazón entregado a los encantos de ese vivir. De tu vientre brota la vida y el amor: servir… Y en tus brazos, en tu mirada tierna, el sobrevivir de tu semilla, que amas y quieres bienvivir.
Eres fuerte, mujer; eres suave, delicada: pétalo de vida Todos los días, temprano florece, comprometida
al hacer de este mundo un lugar más feliz cada segundo. Y ese es el sentido de la vida: contigo convivir con respeto y gratitud por tu amor sin medida.
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EXANIMATIONES INCIDAMOS IV
Há um chicote que fere
— Prisioneiro e carcereiro porque a tua maldade não cessa?
Há lágrimas num sorriso Quem pode ver, senão os céus!
Há solidão na multidão O que transita num mundo sem cor
Há um grito mudo Quem ouve a silenciosa dor?
Há um pedido decifrável é urgente decifremos a tempo
Há alguém para alguém E se não houver?
Há esperança
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O DESNUDO
Falar do ser desnudo é insidioso Não é como um ser normal em seu viver Conquanto os dois sejam sujeitos a sofrer Por vezes, o desnudo não é maldoso
Não é como julgar o ser perverso O desnudo erra, faz careta e não esconde É enganado nas perguntas que responde Mas, sabendo o fato, sofre em seu reverso
Seus ossos são iguais aos de qualquer criatura Entretanto, totalmente decifráveis Acusam o corpo em mentiras (são instáveis) Ao serem incitados por sua mente in natura
Os ossos que mantém a mentira: os do rosto Os que sustentam o olhar em cólera serena E o ranger de dentes em sintonia plena Aos desnudos são os ossos do desgosto:
Ossos do ofício.
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LA PAZ
¿Lo que sabemos del mañana, aún hoy? Siquiera conocemos el convoy
que pasará por la estación del alma. Sin embargo, una palabra nos encalma. Que, en todos nosotros, ella está empalma y, no hay otro verbo que lleve la calma.
Una canción, un poema: la paz palabra que amansa la guerra voraz.
Sí, yo creo; con mi semejante, voy proponer con cariño la paz que espalma el corazón al completo amor vivaz!
*(rima jotabé)
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BRUMAS DE OUTONO
raia a aurora em brumas de outono um véu cobre meus olhos nesse dia, mas um vento permeia como raio de luz a dizer-me: não tens mais um coração seco como folhas amareladas caindo no chão, sem sentido no caminhar
as folhas caem e pousam mexem-se e remexem-se no chão levadas pelo vento
quando caio, pouso e me levanto não me remexo, apenas sigo, apenas sinto o sumir das brumas e o ar fresco de um dia de outono.
195
CORAÇÃO PIEDOSO
Desejo um coração piedoso. O que não se acha orgulhoso,
o que não sabe fazer contas e que transborda em horas tantas... Ó coração, como me encantas por fazeres das tuas mãos, santas!
Com gestos de amor, tu alivias tais pobres vidas arredias...
E não te cansas, caridoso: o bebê órfão, tu acalantas no doce colo, em noites frias.
*(rima jotabé)
195
ALMA
O sono, um sonho. Desperto Corpo e espírito entrelaçados Pois, os tenho desejados Na jornada, sem ser um deserto
Um oásis esverdeia ao redor Intacto, e assim seja a vida Essencialmente enaltecida E que dela, se extraia o melhor
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JARDIM BOTÂNICO – PRELÚDIO
- Ⅰ - Há um orvalho que desce e corre em direção a carne No inverno: senti à meia-noite na praça Itália No andar apressado, na solidão da noite O vapor gélido persegue a alma e diz: — Passo manso que te alcanço, apressa-te para eu te ferir os ossos na esquina da Sabbag Ruas dizem o destino das lareiras: prédios redondos Há lembranças impregnadas do inverno curitibano Dos estrangeiros acolhidos no jardim do Éden
- ⅠⅠ - Há uma brisa suave e doce nos dias de verão Que se renovam a cada manhã: senti ao meio-dia no Botânico Deitado na relva, afagado pelo céu Ventos levitam a mente pesada, dissipa o cinzento Os olhos se abrem ante o fulgor do dia Um espelho d’água reflete o infinito E os mistérios da vida se abrem no pergaminho da esperança Há uma pequena mata com trilhas que levam para além da morte Penso ser aos andantes, o renovar da carne e o conservar dos ossos
- ⅠⅠⅠ - Retas de pedras, abertas sem ermo O sol se levanta e a relva floresce O viver da lembrança levada a bom termo Em paz, na esperança, a vida efervesce
Há uma saudade que fica na esquina da memória Olho e apenas varais se acham além da realidade
Os dias se vão e o passado implica No que foi, e o que pode ser A mente explica, mas a saudade fica Da cerejeira: a sua sombra ter
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NÃO ME BASTA A TERRA O CALOR
Não me basta a Terra o calor As águas ao céu elevar-se Às nuvens, e então despencar-se Trazendo a mim o frescor
Não me basta a luz clarear O dia, que à noite dormiu Nem a noite, do sol que partiu Se a luz dela a mim não chegar
Não me basta a boca dizer: Esqueça esse amor, é melhor! Pois em meu coração é maior Essa falta que só faz doer
Mas, se a vida a mim me propor Que o frescor e a luz venham dela A minha amada, luzente flor bela Transbordante serei de amor