Francisco Paiva

Francisco Paiva

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Desventurança

Por que prosseguir, se não há amor?

Porque tudo é vazio, se vive num oceano de mentiras e falsidades.

Quisera, mas tudo é quimera, miséria!

Cada um veste sua máscara.

Encenam verdade, encenam caridade.

Tudo passa, permanece, sempre, crueldades, frugalidades.

Ventos sopram o frio da morte, do sul, do norte.

Não há direção nem pro leste, nem pro oeste.

Para onde ir, se não há caminho, nem rumo, nem direção?

Vou sozinho, ninguém vai comigo.

Para onde ir? Por que prosseguir rumo ao nada, se tudo nada já é?

Fica parado, cão, nenhuma ação!

Morre desventurado, congelado, na fria prisão da solidão!

F.R. Paiva

Dourados, manhã de inverno de 06 de julho de 2023
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Poemas

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Desventurança

Por que prosseguir, se não há amor?

Porque tudo é vazio, se vive num oceano de mentiras e falsidades.

Quisera, mas tudo é quimera, miséria!

Cada um veste sua máscara.

Encenam verdade, encenam caridade.

Tudo passa, permanece, sempre, crueldades, frugalidades.

Ventos sopram o frio da morte, do sul, do norte.

Não há direção nem pro leste, nem pro oeste.

Para onde ir, se não há caminho, nem rumo, nem direção?

Vou sozinho, ninguém vai comigo.

Para onde ir? Por que prosseguir rumo ao nada, se tudo nada já é?

Fica parado, cão, nenhuma ação!

Morre desventurado, congelado, na fria prisão da solidão!

F.R. Paiva

Dourados, manhã de inverno de 06 de julho de 2023
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