garcianeto

garcianeto

n. 1957 -- --

Graduado em Letras e pós graduado em Comunicação, atua profissionalmente em canais de televisão e produção audiovisual independente.

n. 1957-02-13, Rio de Janeiro - Brasil

Perfil
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DEZ VEZES EU NÃO QUERIA

Eu não queria que o teu
relógio
ditasse o meu
tempo
 
Eu não queria que o teu
batimento
acelerasse o meu
coração
 
Eu não queria que a tua
audição
registrasse da minha boca
“ eu te amo “
 
Eu não queria que você
soubesse
que eu preciso
precisar de você
 
Eu não queria que o teu
sonho
sonhasse o meu sonho
de sonhar você
 
Eu não queria que a tua
saudade
fosse aprendiz da minha
obsessão
 
Eu não queria que o teu
sangue
circulasse em minhas
veias
 
Eu não queria que a tua
paixão
desvirginasse a minha
razão
 
Eu não queria que o teu
sexo
fosse o parceiro desejado do meu
amor
 
Eu não queria ter que te admitir
eu
não posso viver sem
você
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Poemas

2

SAUDADES DO FILHO QUE VEM

Teu filho vem aí
Vem nosso, união de nós dois
Do amor apaixonado
Do sonho acalentado
De sermos dois, três...
 
Meu filho vem aí
Com meu espírito sonhador
Com tua felicidade pragmática
Com um amor explosivo
De sermos dois, três...
 
Nosso filho vem aí
Fruto, filhote, único,
Meio eu, meio você
Coração mais que um
De sermos dois, três...
 
Que saudade de você
Meu filho!
Te sonhei tanto,
Te imaginei menino ou menina
E te fiz filho do amor
 
Que saudade de você!
Chegue logo pra mim e pra mamãe.
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ESPIRAL

O passado não esquece o presente 

O presente não se descola do futuro 

É uma questão de espaço 

Em um diálogo permanente com o tempo 

Daquilo que habita em mim 

Ou daquilo que eu conto de mim e me faço presente 




O passado solicita o presente 

Que anseia o futuro 

Que revê o passado 

Em um ciclo espiral de intimidade 

Daquilo que habita em mim 

Ou daquilo que eu vou contando de mim 

Sonhando de mim 




Me fazendo de mim
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